AULA ABERTA: VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO “WIDE-ANGLE VIEW NA ORDEM DOS ARQUITETOS – SECÇÃO REGIONAL NORTE - ESMAD

 
 
 

Aula aberta e visita guiada à exposição Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na Série Manplan 1969–70

Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte | 9 de ABRIL, 10h30

Sessão realizada em colaboração com A Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD / P.PORTO)

No dia 9 de abril, quinta-feira, pelas 10:30, realiza-se uma visita guiada / aula aberta à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, patente na Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte (OASRN), com especial enfoque para os estudantes da Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD).

Esta iniciativa integra-se no programa de visitas guiadas / aulas abertas dirigido a toda a comunidade académica e ao público, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

A visita será conduzida por Pedro Leão Neto, investigador e docente da FAUP, associado ao grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do CENP – Centro de Estudos Nuno Portas, e a investigadora Maria Neto grupo de investigação AAI / CENP e um membro da OASRN, que contribuirão com perspetivas complementares sobre imagem, território e arquitetura.

A visita contará com a presença de Olívia Marques da Silva, docente e investigadora da ESMAD e será acompanhado por Sérgio Rolando, docente responsável por diversas turmas de fotografia no 1º e 2+ ano da Licenciatura em Fotografia da ESMAD, bem como a participação de outros colegas docentes e envolve uma leitura crítica da exposição enquanto dispositivo de reflexão sobre as relações entre arquitetura, cidade, imagem e sociedade.

Através destas sessões pretende-se criar um espaço de exploração, debate e reflexão em torno de novas abordagens à fotografia de arquitetura e às representações visuais da cidade, sublinhando o papel da imagem — e em particular da fotografia — enquanto instrumento de investigação, interpretação crítica e comunicação do espaço construído.

Inspirada na série Manplan, publicada pela revista The Architectural Review entre 1969 e 1970, a exposição propõe uma leitura crítica da arquitetura enquanto espaço social vivido, deslocando o foco da disciplina do edifício enquanto objeto para as relações humanas, os contextos urbanos e as condições sociais que moldam a vida quotidiana.

Estas sessões públicas pretendem igualmente estimular o contacto direto dos estudantes com exposições e projetos curatoriais relevantes no campo da arquitetura e da fotografia, permitindo compreender os modos como a imagem participa na construção de discursos críticos sobre a cidade e o território.

A visita é aberta a toda a comunidade académica e ao público em geral, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70” apresenta uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, revisitando a influente série publicada pela revista The Architectural Review no final da década de 1960.

Produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas, Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

A exposição resulta de uma parceria internacional entre o Royal Institute of British Architects (RIBA), a Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a Associação Cultural Cityscopio (CCA) e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto editorial e científico Sophia Journal.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

Aula aberta e visita guiada à exposição “Wide-Angle View” mobilizam estudantes na Ordem dos Arquitetos

 
 
 

Aula aberta e visita guiada à exposição “Wide-Angle View” mobilizam estudantes na Ordem dos Arquitetos

No passado dia 12 de março, a sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte acolheu uma aula aberta e visita guiada à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, numa iniciativa realizada em colaboração com o Departamento de Arquitetura da Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD / P.PORTO).

A sessão contou com uma forte adesão por parte de várias turmas do curso de Fotografia, evidenciando o interesse dos estudantes pelas relações entre arquitetura, imagem e sociedade. Ao longo da visita, tornou-se evidente o entusiasmo dos participantes, particularmente perante a forma clara e crítica como os diferentes temas da exposição foram apresentados, bem como pelo potencial da fotografia enquanto instrumento de interpretação e questionamento do espaço construído.

Conduzida por Pedro Leão Neto, docente e investigador da FAUP, e por Maria Neto, investigadora do grupo Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do CENP, a visita proporcionou uma leitura aprofundada da exposição, articulando dimensões históricas e contemporâneas. A presença de um representante da Ordem dos Arquitetos contribuiu igualmente para enriquecer o enquadramento institucional e disciplinar da mostra.

Ao longo do percurso expositivo, foram criados vários momentos de diálogo, incentivando a participação ativa dos estudantes. As questões colocadas revelaram uma reflexão crítica sobre a pertinência dos temas abordados — desde a habitação às dinâmicas sociais urbanas — e sobre a atualidade do projeto Manplan, cuja abordagem continua a ecoar nos desafios contemporâneos das cidades.

No final da sessão, o debate prolongou-se de forma espontânea, confirmando o interesse suscitado pela exposição e a sua capacidade de gerar discussão em torno do papel da arquitetura enquanto prática social e política. A iniciativa reforçou, assim, a importância de aproximar os estudantes de contextos expositivos e curatoriais, promovendo uma compreensão mais alargada e crítica da cultura arquitetónica e visual contemporânea..

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição resulta de uma colaboração internacional liderada pelo RIBA, que foi responsável pela curadoria e pela apresentação das suas coleções, em estreita parceria com instituições sediadas no Porto, incluindo a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, a Associação Cultural Cityscopio e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto Sophia Journal. Esta colaboração destaca o papel central do RIBA na promoção do diálogo internacional, ao mesmo tempo que fortalece as ligações com as instituições académicas e culturais locais, criando uma plataforma que liga a investigação, a prática curatorial e o envolvimento do público.

Originalmente produzida entre 1969 e 1970 pela revista The Architectural Review, a série Manplan é aqui revisitada através da perspetiva curatorial do RIBA, recorrendo à riqueza das suas coleções para reformular o material para o público contemporâneo. Ao privilegiar a fotografia como meio crítico e ao colocar as pessoas – em vez dos edifícios – no centro da narrativa, a exposição reflete o compromisso contínuo do RIBA em expandir o discurso arquitetónico e tornar as suas coleções acessíveis e relevantes para um público mais vasto através de parcerias internacionais como esta, no Porto.

A exposição apresenta assim uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, com origem na série publicada pela revista The Architectural Review produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas. Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

AULA ABERTA COM ANNA VOLNAIA | “HERE_NO_T_HERE”

 
 
 

AULA ABERTA COM ANNA VOLNAIA | “HERE_NO_T_HERE”

No contexto do curso de formação contínua “Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano”, realiza-se no dia 13 de Março, pelas 15h00, no Pavilhão Carlos Ramos, uma aula aberta com a artista Anna Volnaia.

A aula é dedicada ao projeto fotográfico “Here_no_t_here” desenvolvido em Vila D’Este, Vila Nova de Gaia. O projeto propõe um olhar atento sobre o espaço e a escala, através da repetição intensa que constrói a sua presença arquitetónica.

Ao longo de vários meses, a autora aproximou-se deste território observando a vida quotidiana — não a partir de uma perspetiva de análise urbanística, mas através da experiência da luz, da matéria e do ritmo dos seus espaços. A fotografia torna-se um meio de fixar o instante revelando aquilo que permanece: vestígios, atmosferas, sinais de existência mesmo quando as pessoas não estão visíveis.

Paralelamente, foi lançado aos moradores um convite à participação — registando o seu quotidiano dentro dos limites do bairro. Juntas, essas imagens criam uma história em uníssono — dois olhares que se encontram no mesmo território.

Esta Aula Aberta integra o Ciclo de Conferências e Debates Arquitectura, Arte e Imagem (AAI) aberto a toda a comunidade académica da U. Porto, com especial interesse para os alunos das unidades curriculares e unidades de formação contínua da FAUP em torno do universo da Fotografia e Arquitetura.

Através da realização destas aulas abertas pretende-se contribuir para a criação de um espaço de exploração, debate e reflexão de ideias em torno de novos caminhos de investigação sobre o espaço público, com um enfoque em dinâmicas emergentes de transformação urbana e a utilização da imagem com especial incidência pela fotografia como instrumentos de pesquisa e comunicação.

A aula é aberta ao público em geral e a entrada é gratuita.

 

Biografias resumidas de convidados e responsáveis pelo curso

Convidada

Anna Volnaia S. Lopes é estudante da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) e integrou o programa Project Rooms na Bienal de Fotografia do Porto, em 2025. O seu trabalho adota uma abordagem fenomenológica, explorando o espaço urbano através da luz, sombra e ritmo arquitetónico, organizando uma reflexão para tempos e espaços que não se misturam com a experiência do momento. Trabalhando em contextos periféricos e territórios satélite, como o bairro Vila D’Este, em Vila Nova de Gaia, observa a presença da vida quotidiana mesmo na ausência dos habitantes, estabelecendo dialéticas indiretas com a comunidade local, convidando-os a documentar o seu próprio espaço.

 

Ana Miriam Rebelo

Ana Miriam Rebelo é fotógrafa, investigadora e docente na área das artes visuais e da cultura visual. Licenciada em Artes Plásticas (2005), Mestre em Criação Artística Contemporânea (2019) e Doutorada em Design (2025). É membro colaborador do Instituto de Investigação em Design Media e Cultura (FBAUP) e do Centro de Estudos Nuno Portas (FAUP), no qual integra o grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Leciona o curso de formação contínua “Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano” (FAUP). 

A sua produção artística e científica, divulgada através de comunicações, publicações e exposições, centra-se na produção, perceção e representação do espaço urbano, com ênfase nas dinâmicas informais de produção e utilização do espaço público.

 

Pedro Leão Neto

 Pedro Leão Neto é professor e investigador na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), onde lecciona as unidades curriculares Fotografia e Comunicação no Projecto Arquitectónico (FCPA I e II) e Fotografia de Arquitectura, Cidade e Território (FACT). É igualmente coordenador do grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Exerce funções de editor-chefe das revistas científicas Sophia Journal of Architecture, Art and Image, no âmbito das publicações scopio. Participa em diversos projectos de investigação financiados por concursos competitivos, quer como investigador, quer como investigador principal (PI). Nesta área, é autor e co-autor de cerca de 40 livros e de mais de 100 artigos científicos.

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AULA ABERTA: VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO “WIDE-ANGLE VIEW NA ORDEM DOS ARQUITETOS – SECÇÃO REGIONAL NORTE

 
 
 

Aula aberta e visita guiada à exposição Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na Série Manplan 1969–70

Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte | 12 de março, 10h00

Sessão realizada em colaboração com o Departamento de Arquitectura (DARQ) da Escola Superior Artística do Porto (ESAP)

No dia 12 de março, quinta-feira, pelas 10:00, realiza-se uma visita guiada / aula aberta à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, patente na Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte (OASRN), com especial enfoque para os estudantes do Departamento de Arquitectura (DARQ) da Escola Superior Artística do Porto (ESAP).

Esta iniciativa integra-se no programa de visitas guiadas / aulas abertas dirigido a toda a comunidade académica e ao público, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

A visita será conduzida por Pedro Leão Neto, investigador e docente da FAUP, associado ao grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do CENP – Centro de Estudos Nuno Portas, sendo acompanhado por Alexandra TrevisanFátima Sales, Helena Maia e Henrique Muga docentes e investigadores do CEAA - Centro de Estudos Arnaldo Araújo (ESAP), e Franklin Morais docente do MIA (ESAP) e envolve uma leitura crítica da exposição enquanto dispositivo de reflexão sobre as relações entre arquitetura, cidade, imagem e sociedade.

Participam ainda a investigadora Maria Neto grupo de investigação AAI / CENP e um membro da OASRN, que contribuirão com perspetivas complementares sobre imagem, território e arquitetura.

Através destas sessões pretende-se criar um espaço de exploração, debate e reflexão em torno de novas abordagens à fotografia de arquitetura e às representações visuais da cidade, sublinhando o papel da imagem — e em particular da fotografia — enquanto instrumento de investigação, interpretação crítica e comunicação do espaço construído.

A exposição resulta de uma colaboração internacional liderada pelo RIBA, que foi responsável pela curadoria e pela apresentação das suas coleções, em estreita parceria com instituições sediadas no Porto, incluindo a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, a Associação Cultural Cityscopio e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto Sophia Journal. Esta colaboração destaca o papel central do RIBA na promoção do diálogo internacional, ao mesmo tempo que fortalece as ligações com as instituições académicas e culturais locais, criando uma plataforma que liga a investigação, a prática curatorial e o envolvimento do público.

Originalmente produzida entre 1969 e 1970 pela revista The Architectural Review, a série Manplan é aqui revisitada através da perspetiva curatorial do RIBA, recorrendo à riqueza das suas coleções para reformular o material para o público contemporâneo. Ao privilegiar a fotografia como meio crítico e ao colocar as pessoas – em vez dos edifícios – no centro da narrativa, a exposição reflete o compromisso contínuo do RIBA em expandir o discurso arquitetónico e tornar as suas coleções acessíveis e relevantes para um público mais vasto através de parcerias internacionais como esta, no Porto.

Estas sessões públicas pretendem igualmente estimular o contacto direto dos estudantes com exposições e projetos curatoriais relevantes no campo da arquitetura e da fotografia, permitindo compreender os modos como a imagem participa na construção de discursos críticos sobre a cidade e o território.

A visita é aberta a toda a comunidade académica e ao público em geral, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70” apresenta uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, revisitando a influente série publicada pela revista The Architectural Review no final da década de 1960.

Produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas, Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

A exposição resulta de uma parceria internacional entre o Royal Institute of British Architects (RIBA), a Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a Associação Cultural Cityscopio (CCA) e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto editorial e científico Sophia Journal.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

Opening of the exhibition “Wide-Angle View: Architecture as Social Space in the Manplan Series 1969–70” brings together architects, researchers and students at the Order of Architects

 

Fotografia ©Egídio Santos/ SR-NRT

 
 

Opening of the exhibition “Wide-Angle View

Architecture as Social Space in the Manplan Series 1969–70” brings together architects, researchers and students at the Order of Architects

PT/ENG

The opening of the exhibition Wide-Angle View: Architecture as Social Space in the Manplan Series 1969–70, which took place on February 27th at the headquarters of the Northern Regional Section of the Order of Architects (OASRN), brought together a large and diverse audience, confirming the interest that the initiative has been generating in the academic, professional and cultural community.

Among architects, researchers, institutional partners and the general public, the strong presence of students stood out. They followed attentively the different moments of the opening session and, in particular, the guided tour led by Valeria Carullo, Curator of Photography at the Royal Institute of British Architects (RIBA) and responsible for the exhibition’s curatorial framework. This moment became one of the highlights of the inauguration, generating a dynamic and engaged dialogue with students, who actively participated by raising questions and discussing the critical issues explored in the Manplan series, while gaining direct insight into RIBA’s curatorial approach and collections.

The exhibition results from an international collaboration led by RIBA, which curated the exhibition and brought forward its collections, in close partnership with Porto-based institutions, including the Northern Regional Section of the Order of Architects, the Cityscopio Cultural Association, and CENP/FAUP — Nuno Portas Center for Studies, through the Architecture, Art and Image (AAI) research group and the Sophia Journal project. This collaboration highlights the central role of RIBA in fostering international dialogue, while strengthening connections with local academic and cultural institutions, creating a platform that bridges research, curatorial practice and public engagement.

Originally produced between 1969 and 1970 by The Architectural Review, the Manplan series is here revisited through RIBA’s curatorial lens, drawing on the richness of its collections to reframe the material for contemporary audiences. By foregrounding photography as a critical medium and placing people — rather than buildings — at the centre of the narrative, the exhibition reflects RIBA’s ongoing commitment to expanding architectural discourse and making its collections accessible and relevant to wider audiences through international partnerships such as this one in Porto.

In this sense, the concept of wide-angle view emerges not only as a technical resource of photography, but as a critical device and an ethical stance towards architecture. Broadening the field of vision means recognizing that each spatial decision has concrete consequences for ways of living, quality of life, and the future possibilities of cities. In a context marked by a profound housing crisis and increasing processes of urban fragmentation, this critical perspective proves particularly relevant—and urgent.

The exhibition also takes on special significance in the context of architectural education and, in particular, in the role of photography in the curricula of architecture schools, as is the case at the Faculty of Architecture of the University of Porto (FAUP). More than a simple recording instrument, photography is understood here as a tool for thought, capable of analyzing, questioning, and reinterpreting visible realities. The image thus becomes a space for investigation that crosses disciplinary boundaries and allows us to understand—and potentially transform—reality.

More than an exercise in historical revisitation, Wide-Angle View proposes itself as an active device for interpreting the present. In this sense, it also establishes a direct dialogue with the open call and international conference of the Sophia Journal, scheduled for September of this year, dedicated to the theme “Landscapes of Repair | The Invisible City: Manplan and Contemporary Forms of Repair,” deepening the critical issues raised by the exhibition.

The exhibition will remain on display at the headquarters of the Association of Architects – Northern Regional Section until May, accompanied by a parallel program that will include new guided tours, debates, and roundtables dedicated to the different themes raised by the exhibition. These initiatives will seek to extend the reflection begun at the opening and broaden the debate on the role of architecture, image, and the city in contemporary society.

MANIFESTO

From Manplan to the housing crisis: broadening the field of vision

Architecture has never been neutral. It has never been merely form, technique, or style. It is a field of forces where social conflicts, political choices, and worldviews are inscribed. The Manplan series (1969–1970) made this condition explicit at a time when the promises of modernism were in crisis and urban reality was inevitably exposing the flaws of an incomplete social project. Fifty years later, this critical lucidity has not lost its relevance—it has become urgent.

Today, faced with a global housing crisis, the financialization of territory, increasing exclusion, and the fragmentation of cities, it is important to recover and update Manplan's radical gesture: to look at architecture from the perspective of life, and not the other way around. To place people at the center of architectural representation and thought. To recognize that every spatial decision produces real effects on bodies, relationships, inequalities, and possibilities for the future. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” SR-NRT, a groundbreaking exhibition in Portugal that revisits the influential Manplan series, asserts itself within this territory of critical continuity.

Not as a nostalgic exhibition, but as a device for interpreting the present. The archive here is not a closed space, but an active field of investigation, capable of illuminating contemporary tensions. Manplan's images—raw, intimate, unsettling—continue to challenge us because they reveal a persistent truth: the city is lived before it is designed, and housing is a right before it is a product.

The wide-angle lens that gives the exhibition its title is more than a technical resource. It is an ethical and political stance. Expanding the field of vision means rejecting simplistic readings of urban reality, rejecting quick fixes for structural problems, and confronting the discipline with the social consequences of its own actions. It means accepting that architecture actively participates in the production of inequality, but also that it can—and should—be an instrument of reparation.

Between Manplan and the present lies a line of continuity: the understanding of architecture as an inevitably political practice. The housing crisis is not an accident, but the result of accumulated choices—economic models, legislation, planning, and disciplinary culture. Given this, it is not enough to design more buildings; it is necessary to rethink ways of living, property regimes, forms of cooperation, and the urban imaginaries that sustain the contemporary city.

Wide-Angle View calls upon architects, students, researchers, and citizens to take a stand. To look at the archive not as a formal repertoire, but as critical memory. To recognize in photography not only a means of representation, but a form of thought. To understand that every image is a stance—and that all architecture communicates, even when it intends to silence its effects.

This manifesto affirms that Manplan's relevance lies precisely in his refusal of indifference. In his ability to expose discomfort, to make visible the flaws of the system, and to insist that quality of life is a collective issue. Today, as then, architecture only makes sense if it is conceived from concrete life, its fragilities, and its urgencies.

Expanding one's field of vision is, therefore, a commitment to the present. An invitation to critical action. A demand for disciplinary responsibility. Between archive and present, between image and project, between architecture and society, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT argues that there is no habitable future without an attentive, informed, and profoundly human look at the city we build.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

More information coming soon on the SR-NRT, CNEP - FAUP and CCA channels.

 

Exposição “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” inaugura na Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos (Copy)

 

Fotografia ©Egídio Santos/ SR-NRT

 
 

Inauguração da exposição “Wide-Angle View

A Arquitetura como Espaço Social na Série Manplan 1969–70” reúne arquitetos, investigadores e estudantes na Ordem dos Arquitectos

PT/ENG

A inauguração da exposição Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na Série Manplan 1969–70, que teve lugar no passado dia 27 de fevereiro, na sede da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN), reuniu um público numeroso e diversificado, confirmando o interesse que a iniciativa tem vindo a suscitar junto da comunidade académica, profissional e cultural.

Entre arquitetos, investigadores, parceiros institucionais e público em geral, destacou-se particularmente a forte presença de estudantes, que acompanharam com grande atenção os diferentes momentos da sessão de abertura e, sobretudo, a visita guiada realizada pela curadora de fotografia do Royal Institute of British Architects (RIBA), Valeria Carullo. A visita revelou-se um dos momentos altos da inauguração, tendo gerado um diálogo vivo com os estudantes, que participaram de forma ativa, colocando diversas questões e debatendo as problemáticas levantadas pela série Manplan.

Entre arquitetos, investigadores, parceiros institucionais e público em geral, destacou-se a forte presença de estudantes. Acompanharam atentamente os diferentes momentos da sessão de abertura e, em particular, a visita guiada conduzida por Valeria Carullo, curadora de fotografia do Royal Institute of British Architects (RIBA) e responsável pela curadoria da exposição. Este momento tornou-se um dos pontos altos da inauguração, gerando um diálogo dinâmico e participativo com os estudantes, que se envolveram ativamente, levantando questões e debatendo os temas críticos explorados na série Manplan, ao mesmo tempo que obtinham uma visão direta da abordagem curatorial e das coleções do RIBA.

A exposição resulta de uma colaboração internacional liderada pelo RIBA, que foi responsável pela curadoria e pela apresentação das suas coleções, em estreita parceria com instituições sediadas no Porto, incluindo a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, a Associação Cultural Cityscopio e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto Sophia Journal. Esta colaboração destaca o papel central do RIBA na promoção do diálogo internacional, ao mesmo tempo que fortalece as ligações com as instituições académicas e culturais locais, criando uma plataforma que liga a investigação, a prática curatorial e o envolvimento do público.

Originalmente produzida entre 1969 e 1970 pela revista The Architectural Review, a série Manplan é aqui revisitada através da perspetiva curatorial do RIBA, recorrendo à riqueza das suas coleções para reformular o material para o público contemporâneo. Ao privilegiar a fotografia como meio crítico e ao colocar as pessoas – em vez dos edifícios – no centro da narrativa, a exposição reflete o compromisso contínuo do RIBA em expandir o discurso arquitetónico e tornar as suas coleções acessíveis e relevantes para um público mais vasto através de parcerias internacionais como esta, no Porto.

A exposição assume igualmente um significado especial no contexto do ensino da arquitetura e, em particular, no papel da fotografia nos currículos das escolas de arquitetura, como acontece na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). Mais do que um simples instrumento de registo, a fotografia é aqui entendida como uma ferramenta de pensamento, capaz de analisar, questionar e reinterpretar as realidades visíveis. A imagem torna-se, assim, um espaço de investigação que atravessa fronteiras disciplinares e permite compreender — e potencialmente transformar — a realidade.

Mais do que um exercício de revisitação histórica, Wide-Angle View propõe-se como um dispositivo ativo de leitura do presente. Nesse sentido, estabelece também um diálogo direto com a chamada aberta e a conferência internacional do Sophia Journal, prevista para setembro deste ano, dedicada ao tema “Paisagens de Reparação | A Cidade Invisível: Manplan e Formas Contemporâneas de Reparação”, aprofundando as questões críticas levantadas pela exposição.

A mostra permanecerá patente na sede da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte até maio, sendo acompanhada por um programa paralelo que incluirá novas visitas guiadas, debates e mesas-redondas dedicadas às diferentes temáticas levantadas pela exposição. Estas iniciativas procurarão prolongar a reflexão iniciada na inauguração e ampliar o debate sobre o papel da arquitetura, da imagem e da cidade na sociedade contemporânea.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

Plans for the 2026 Conference-a-Thon Join the Conversation

 
 
 

Women in Photography: 2026 Conference-a-Thon

Join the Conversation

Celebrating International Women’s Day 2026

A 24-Hour Conference-a-Thon

To mark International Women’s Day on 8 March 2026, and building on the success of our 2025 conference-a-thon, we invited scholars, practitioners and enthusiasts to submit abstracts for participation in a free, online, global 24-hour symposium celebrating the contributions of women to the medium of photography — from its public announcement in 1839 to the present day.

This distinctive free event will feature 72 speakers and aims to showcase the diverse and far-reaching work of women and female-identifying photographers, as well as researchers, curators and practitioners engaging with photography. Participants will represent countries, continents, cultures and time zones across the globe — all without the financial or environmental costs of travel or registration fees.

A full schedule is available under the “2026 Conference Schedule” tab at the top or bottom of this page. Please note that all times are listed in UTC+0. We recommend using this time zone converter (which automatically adjusts for Daylight Saving Time in the United States):
https://www.timeanddate.com/worldclock/meeting.html

To attend, please register here:
https://tamu.zoom.us/webinar/register/WN_ypAanQ2uQQurrTxMOjW60A

Join us in celebrating the vibrant, transformative and globally significant work of women in photography.

Women in Photography: A 24-Hour Conference-a-Thon

Celebrating International Women’s Day 2026

Co-Convenors:
Dr Kris Belden-Adams, Associate Professor of Art History, Texas A&M University
Dr Rose Teanby, Fellow of the Royal Photographic Society, UK

Key Dates

  • Deadline for submission of presentation videos: 15 February 2026

  • Conference-a-thon: 8 March 2026

To revisit the 2025 Conference-a-Thon, please see:

https://egrove.olemiss.edu/womenofphotography/2025/

 

Exhibition “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” opens at the Northern Regional Section of the Order of Architects

 
 
 

Wide-Angle View: ARCHITECTURE AS SOCIAL SPACE IN THE MANPLAN SERIES 1969–70

Opening of the Exhibition at the Association of Architects, Northern Regional Section, on February 27th at 6:30 PM

Guided tour by Valeria Carullo (photography curator at the Royal Institute of British Architects - RIBA)

PT/ENG

The Northern Regional Section of the Order of Architects will host, on February 27, 2025, at 6:30 PM, a groundbreaking exhibition in Portugal that revisits the Manplan series of photographs published by The Architectural Review in 1969–1970, which profoundly influenced how architecture, planning, and society came to be visually represented.

The result of an international partnership between the Royal Institute of British Architects (RIBA), the Northern Regional Section of the Order of Architects (SR-NRT), the Cityscopio Cultural Association (CCA), and CENP/FAUP – Nuno Portas Center for Studies, through the Architecture, Art and Image (AAI) research group and the Sophia Journal editorial and scientific project, the exhibition proposes a critical reading of how architecture, the city, and daily life were—and continue to be—represented and conceived.

Produced in a context of crisis surrounding post-war promises, the Manplan series marked a profound rupture in the editorial culture of architecture by shifting the focus from the building as an object to architecture as a lived social space. Through sequential visual narratives, inspired by photojournalism and street photography, Manplan addressed fundamental themes such as housing, health, work, education, and leisure, placing people and their contexts at the center of architectural reflection.

The exhibition Wide-Angle View presents a selection of photographs and original materials from the Architectural Press / RIBA Collections archive, digitally printed for this show, including images that have not all been published. The title refers to the use of the wide-angle lens as a technical and conceptual device, symbolizing a way of looking that broadens the field of vision and brings the observer closer to the social reality of the city.

More than a historical exhibition, Wide-Angle View asserts itself as a device for contemporary reflection, particularly relevant at a time marked by the housing crisis, the commodification of urban space, and social inequalities. By establishing bridges between Manplan's critical legacy and current research developed within FAUP and the Sophia Journal, the exhibition highlights the role of photography and image as instruments of critical thinking and disciplinary questioning.

The opening will include institutional interventions, followed by a guided tour by curator Valeria Carullo, photography curator at the Royal Institute of British Architects (RIBA), and the presentation of a future international conference associated with the Sophia Journal project. The exhibition will be on display at the headquarters of the Association of Architects of the Northern Regional Section until May 2026, accompanied by a parallel program of guided tours, public talks, and educational activities aimed at architects, students, researchers, and the general public.

By hosting Wide-Angle View, the Association of Architects of the Northern Regional Section reaffirms its role as an active space for critical reflection and dialogue between architecture, image, and society, highlighting the relevance and urgency of the thinking inaugurated by Manplan.

Exhibition Program

Partners | Organization

  • SR-NRT – Order of Architects of the Northern Regional Section

  • RIBA – Royal Institute of British Architects

  • Cityscopio Cultural Association (CCA)

  • CENP–FAUP — Nuno Portas Studies Center, through the AAI research group, and Sophia Journal

Inauguration Program

February 27, 2025 — SR-NRT Headquarters

6:30 PM — Opening

Session Interventions:

- Andreia Oliveira, President of the Northern Regional Council of the Association of Architects

- Avelino Oliveira, President of the National Board of Directors of the Order of Architects

- José Pedro Sousa, Faculty of Architecture of the University of Porto

- Pedro Leão Neto, Cityscopio Cultural Association

7:00 PM — Guided Tour

By Valeria Carullo, photography curator of RIBA

Permanent and Parallel Activities

From March to May 2026, the SR-NRT will host:

  • guided tours Themes

  • Conversations with researchers and curators

  • Educational activities

Target audience

Students, professionals, and the general public interested in: Architecture, photography, urbanism, visual arts, city history, cultural studies, and urban policies.

Free admission.

More information coming soon on the SR-NRT, CNEP - FAUP, and CCA channels.

MANIFESTO

From Manplan to the housing crisis: broadening the field of vision

Architecture has never been neutral. It has never been merely form, technique, or style. It is a field of forces where social conflicts, political choices, and worldviews are inscribed. The Manplan series (1969–1970) made this condition explicit at a time when the promises of modernism were in crisis and urban reality was inevitably exposing the flaws of an incomplete social project. Fifty years later, this critical lucidity has not lost its relevance—it has become urgent.

Today, faced with a global housing crisis, the financialization of territory, increasing exclusion, and the fragmentation of cities, it is important to recover and update Manplan's radical gesture: to look at architecture from the perspective of life, and not the other way around. To place people at the center of architectural representation and thought. To recognize that every spatial decision produces real effects on bodies, relationships, inequalities, and possibilities for the future. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” SR-NRT, a groundbreaking exhibition in Portugal that revisits the influential Manplan series, asserts itself within this territory of critical continuity.

Not as a nostalgic exhibition, but as a device for interpreting the present. The archive here is not a closed space, but an active field of investigation, capable of illuminating contemporary tensions. Manplan's images—raw, intimate, unsettling—continue to challenge us because they reveal a persistent truth: the city is lived before it is designed, and housing is a right before it is a product.

The wide-angle lens that gives the exhibition its title is more than a technical resource. It is an ethical and political stance. Expanding the field of vision means rejecting simplistic readings of urban reality, rejecting quick fixes for structural problems, and confronting the discipline with the social consequences of its own actions. It means accepting that architecture actively participates in the production of inequality, but also that it can—and should—be an instrument of reparation.

Between Manplan and the present lies a line of continuity: the understanding of architecture as an inevitably political practice. The housing crisis is not an accident, but the result of accumulated choices—economic models, legislation, planning, and disciplinary culture. Given this, it is not enough to design more buildings; it is necessary to rethink ways of living, property regimes, forms of cooperation, and the urban imaginaries that sustain the contemporary city.

Wide-Angle View calls upon architects, students, researchers, and citizens to take a stand. To look at the archive not as a formal repertoire, but as critical memory. To recognize in photography not only a means of representation, but a form of thought. To understand that every image is a stance—and that all architecture communicates, even when it intends to silence its effects.

This manifesto affirms that Manplan's relevance lies precisely in his refusal of indifference. In his ability to expose discomfort, to make visible the flaws of the system, and to insist that quality of life is a collective issue. Today, as then, architecture only makes sense if it is conceived from concrete life, its fragilities, and its urgencies.

Expanding one's field of vision is, therefore, a commitment to the present. An invitation to critical action. A demand for disciplinary responsibility. Between archive and present, between image and project, between architecture and society, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT argues that there is no habitable future without an attentive, informed, and profoundly human look at the city we build.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

More information coming soon on the SR-NRT, CNEP - FAUP and CCA channels.

 

Exposição “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” inaugura na Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos

 
 
 

Wide-Angle View: A ARQUITETURA COMO ESPAÇO SOCIAL NA SÉRIE MANPLAN 1969–70

Inauguração DA EXPOSIÇÃO na Ordem dos Arquitetos Secção Regional Norte NO DIA 27 de fevereiro, pelas 18h30

VISITA GUIADA por Valeria Carullo (curadora de fotografia no Royal Institute of British Architects - RIBA)

PT/ENG

A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos acolhe, no próximo dia 27 de fevereiro de 2025, pelas 18h30, uma mostra inédita em Portugal, que revisita a série de fotografias “Manplan” publicada pelo periódico The Architectural Review em 1969–1970, e que marcou profundamente a forma como arquitetura, planeamento e sociedade passaram a ser representados visualmente.

Resultado de uma parceria internacional entre o Royal Institute of British Architects (RIBA), a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos (SR-NRT), a Associação Cultural Cityscopio (CCA) e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto editorial e científico Sophia Journal, a exposição propõe uma leitura crítica sobre a forma como a arquitetura, a cidade e a vida quotidiana foram — e continuam a ser — representadas e pensadas.

Produzida num contexto de crise das promessas do pós-guerra, a série Manplan marcou uma rutura profunda na cultura editorial da arquitetura ao deslocar o foco do edifício enquanto objeto para a arquitetura enquanto espaço social vivido. Através de narrativas visuais sequenciais, inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua, Manplan abordou temas fundamentais como a habitação, a saúde, o trabalho, a educação ou o lazer, colocando as pessoas e os seus contextos no centro da reflexão arquitetónica.

A exposição Wide-Angle View apresenta uma seleção de fotografias e materiais originais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, impressos digitalmente para esta mostra, incluindo imagens que nem todas chegaram a ser publicadas. O título remete para a utilização da lente grande-angular enquanto dispositivo técnico e conceptual, simbolizando uma forma de olhar que amplia o campo de visão e aproxima o observador da realidade social da cidade.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea, particularmente relevante num momento marcado pela crise da habitação, pela mercantilização do espaço urbano e pelas desigualdades sociais. Ao estabelecer pontes entre o legado crítico da Manplan e as investigações atuais desenvolvidas no âmbito da FAUP e de Sophia Journal, a mostra sublinha o papel da fotografia e da imagem como instrumentos de pensamento crítico e de questionamento disciplinar.

A inauguração contará com intervenções institucionais, seguidas de uma visita guiada pela curadora Valeria Carullo, curadora de fotografia no Royal Institute of British Architects (RIBA), e da apresentação de uma futura conferência internacional associada ao projeto Sophia Journal. A exposição estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos da Secção Regional Norte até maio de 2026, sendo acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a arquitetos, estudantes, investigadores e ao público em geral.

Ao acolher Wide-Angle View, a Ordem dos Arquitetos da Secção Regional Norte reafirma o seu papel enquanto espaço ativo de reflexão crítica e de diálogo entre arquitetura, imagem e sociedade, sublinhando a atualidade e a urgência do pensamento inaugurado pela Manplan.

Programa da Exposição

Parceiros | Organização

  • SR-NRT – Ordem dos Arquitetos da Secção Regional Norte

  • RIBA – Royal Institute of British Architects

  • Cityscopio Associação Cultural (CCA)

  • CENP–FAUP — Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação AAI, e Sophia Journal

Programa da inauguração

27 de fevereiro de 2025 — Sede da SR-NRT

18h30 — Sessão de abertura
Intervenções:
- Andreia Oliveira, Presidente do Conselho Diretivo Regional Norte da Ordem dos Arquitectos

- Avelino Oliveira, Presidente do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitectos

– José Pedro Sousa, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto
– Pedro Leão Neto, Associação Cultural Cityscopio

19h00 — Visita guiada
Por Valeria Carullo, curadora de fotografia no RIBA

Permanência e atividades paralelas

De março a maio de 2026, a SR-NRT acolherá:

  • visitas guiadas temáticas

  • conversas com investigadores e curadores

  • atividades educativas

Público-alvo

Estudantes, profissionais e público interessado em:
Arquitetura, fotografia, urbanismo, artes visuais, história da cidade, estudos culturais e políticas urbanas.

Entrada livre.
Mais informações em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

Workshop com Todd Hido | Porto, fevereiro de 2026

 

Workshop com Todd Hido | Porto, fevereiro de 2026

Nos dias 5, 6, 7 e 8 de fevereiro de 2026, a Leica Akademie Portugal acolhe no Porto o workshop internacional “Critical Decisions: Perspectives on the Creative Process”, orientado por Todd Hido, um dos autores mais influentes da fotografia contemporânea.

Ao longo de quatro dias de imersão intensiva, este workshop propõe uma reflexão profunda sobre a relação entre imagem, espaço, memória e experiência humana, explorando temas como território, corpo e vida coletiva.

Reconhecido internacionalmente pela sua abordagem crítica e sensível ao ambiente construído, à paisagem suburbana, à habitação, à luz e à atmosfera emocional dos espaços, o trabalho de Todd Hido questiona a forma como habitamos, observamos e interpretamos o mundo. As suas imagens revelam dimensões invisíveis do quotidiano, tornando este workshop especialmente relevante para profissionais e estudantes ligados à arquitetura, urbanismo, planeamento, artes visuais, ciências sociais e práticas culturais.

Mais do que um workshop técnico, trata-se de um laboratório de pensamento visual, onde serão explorados: processos de decisão criativa; leitura crítica do território e do espaço construído; construção de narrativa visual; sequenciação, memória e impacto emocional da imagem; diálogo entre prática artística, pensamento crítico e contexto social.

Esta é uma oportunidade única de enriquecimento cultural e intelectual, promovendo um olhar mais atento, sensível e crítico sobre o mundo que projetamos, analisamos e cuidamos diariamente.

Mais informações e inscrições:

https://pt.leica-camera.com/loja/workshop-critical-decisions-perspectives-on-the-creative-process-com-todd-hido/

 

Recensão de Iñaki Bergera na Arquitectura Viva sublinha o alcance crítico do Prémio Luis Ferreira Alves

 
 
 

Recensão de Iñaki Bergera na Arquitectura Viva sublinha o alcance crítico do Prémio Luis Ferreira AlveS

PT/ENG

A revista Arquitectura Viva (AV) publicou recentemente a recensão Un pulso visual, assinada por Iñaki Bergera, dedicada à publicação Prémio Luis Ferreira Alves | Edição 2025. O texto oferece uma leitura crítica e informada sobre o primeiro Concurso Internacional de Fotografia Luis Ferreira Alves, contextualizando-o no panorama contemporâneo da fotografia de arquitetura e reconhecendo-o como um contributo relevante para a reflexão sobre o ambiente construído.

Partindo da necessidade de dotar a fotografia de arquitetura de um espaço próprio de reconhecimento, simultaneamente interno à disciplina e aberto ao debate cultural mais amplo, Bergera destaca a visão curatorial da scopio Editions e o modo como o prémio homenageia o legado de Luis Ferreira Alves, figura central na construção do imaginário da arquitetura portuguesa do último quarto do século XX. A recensão sublinha ainda a solidez do processo concursal, evidenciada pela composição do júri — que integrou Eduardo Souto de Moura, Hélène Binet e Paulo Catrica — e pelo número expressivo de candidaturas recebidas.

Ao analisar os trabalhos distinguidos, Bergera evidencia a diversidade geográfica, temática e conceptual das séries premiadas, salientando a forma como estas se afastam de uma lógica meramente documental para assumirem leituras holísticas, transversais e críticas do território, da cidade e da arquitetura. A fotografia emerge, assim, não como um fim em si mesma, mas como uma ferramenta de reflexão, capaz de revelar as tensões, fragilidades e paradoxos do mundo construído contemporâneo.

A publicação desta recensão na Arquitectura Viva reveste-se de um significado particular, não apenas pelo prestígio internacional da revista, mas também pela ligação de longa data de Iñaki Bergera à comunidade da Sophia Journal e da scopio Editions, bem como ao grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI), sediado no Centro de Estudos Nuno Portas (CENP) da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). Ao longo dos anos, Bergera tem participado ativamente neste ecossistema académico e editorial, contribuindo para o aprofundamento do debate crítico sobre as relações entre arquitetura, fotografia e paisagem.

A sua leitura do Prémio Luis Ferreira Alves | Edição 2025 reforça, assim, uma afinidade intelectual e metodológica construída no tempo, marcada por uma atenção rigorosa à imagem enquanto instrumento de conhecimento, interpretação e questionamento cultural. A recensão confirma também a projeção internacional do prémio e da publicação, afirmando-os como plataformas relevantes no diálogo contemporâneo entre arquitetura e fotografia.

A obra, de caráter bilingue (português–inglês) e distribuição internacional, resulta de uma parceria editorial entre a scopio Editions e a editora espanhola Turner, consolidando a ambição de ampliar públicos, geografias e campos disciplinares, e de estimular uma leitura crítica da imagem arquitetónica no contexto global atual.

 

Review by Iñaki Bergera in Arquitetura Viva highlights the critical reach of the Luis Ferreira Alves Prize.

 
 
 

Review by Iñaki Bergera in Arquitetura Viva highlights the critical reach of the Luis Ferreira Alves Prize

PT/ENG

The magazine Arquitectura Viva (AV) recently published the review "Un pulso visual" (A Visual Pulse), written by Iñaki Bergera, dedicated to the publication of the Luis Ferreira Alves Prize | 2025 Edition. The text presents a critical and informed analysis of the first Luis Ferreira Alves International Photography Competition, situating it within the contemporary landscape of architectural photography and acknowledging it as a significant contribution to the reflection on the built environment.

Starting from the need to provide architectural photography with its own space for recognition, simultaneously internal to the discipline and open to broader cultural debate, Bergera highlights the curatorial vision of scopio Editions and the way the prize honours the legacy of Luis Ferreira Alves, a central figure in the construction of the imaginary of Portuguese architecture in the last quarter of the 20th century. The review also highlights the solidity of the competition process, evidenced by the composition of the jury—which included Eduardo Souto de Moura, Hélène Binet, and Paulo Catrica—and by the impressive number of entries received.

In analysing the winning works, Bergera emphasises the geographical, thematic, and conceptual diversity of the award-winning series, highlighting how they move away from a merely documentary logic to assume holistic, transversal, and critical readings of the territory, the city, and architecture. Photography thus emerges not as an end in itself, but as a tool for reflection, capable of revealing the tensions, fragilities, and paradoxes of the contemporary built world.

The publication of this review in Arquitectura Viva is of particular significance, not only because of the magazine's international prestige, but also because of Iñaki Bergera's long-standing connection to the Sophia Journal and scopio Editions community, as well as to the Architecture, Art and Image (AAI) research group, based at the Nuno Portas Studies Centre (CENP) of the Faculty of Architecture of the University of Porto (FAUP). Over the years, Bergera has actively participated in this academic and editorial ecosystem, contributing to the deepening of the critical debate on the relationships between architecture, photography, and landscape.

His reading of the Luis Ferreira Alves Prize | 2025 Edition thus reinforces an intellectual and methodological affinity that has been built over time, marked by a rigorous attention to the image as an instrument of knowledge, interpretation, and cultural questioning. The review also confirms the international projection of the prize and the publication, affirming them as relevant platforms in the contemporary dialogue between architecture and photography.

The work, bilingual (Portuguese-English) and with international distribution, is the result of an editorial partnership between scopio Editions and the Spanish publisher Turner, consolidating the ambition to broaden audiences, geographies, and disciplinary fields, and to stimulate a critical reading of architectural images in the current global context.

 

Candidaturas até 21 jan. 2026 | Curso 'Fotografia como Ferramenta de Investigação do Espaço Urbano'

 

Candidaturas até 21 jan. 2026 | Curso 'Fotografia como Ferramenta de Investigação do Espaço Urbano'

PT/ENG

CANDIDATURAS ONLINE [até 21 de janeiro 2026]
 - FAUP SIGARRA - Candidaturas via WEB através do url: https://sigarra.up.pt/faup/pt/cand_geral.informacao_relevante_cans_view?pv_processo_id=902683


FORMAÇÃO CONTÍNUA NA FAUP

CANDIDATURAS ONLINE

Encontram-se abertas, até 21 de janeiro de 2026, as candidaturas à unidade de formação contínua 'Fotografia como Ferramenta de Investigação do Espaço Urbano'. Esta formação pretende capacitar os formandos para a utilização da fotografia como ferramenta de investigação, interpretação e representação do espaço urbano e proporcionar um ambiente de suporte colaborativo para o desenvolvimento de projetos individuais.

Ao longo de onze sessões, serão apresentados autores e trabalhos de referência, que permitem contextualizar práticas contemporâneas que cruzam investigação e criação artística. Será proporcionado acompanhamento individualizado dos projetos em desenvolvimento, através de sessões de orientação tutorial e de momentos de discussão e análise coletiva.

A orientação pedagógica ficará a cargo da Investigadora Ana Miriam Rebelo, sendo a supervisão científica do Professor Pedro Leão Neto.

Acreditada com 4 ECTS, esta unidade de formação constitui o segundo módulo do curso de formação contínua  'Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano'.

O curso tem um custo de 150 euros para estudantes, docentes e funcionários da Universidade do Porto, 180 euros para alumni U.Porto e 200 euros para o público em geral. Acresce, em todos os casos, o valor de 2 euros correspondente ao seguro escolar.

Mais informações na página do curso 'Fotografia como ferramenta de investigação do espaço urbano'.

Formadora: Ana Miriam Rebelo
Supervisão Científica:
 Professor Doutor Pedro Leão Neto


Destinatários

O curso é destinado a uma comunidade multidisciplinar que tem na arquitetura e no espaço urbano o seu centro de interesse, seja como território de prática, como objeto de investigação ou como tema de criação artística. Assim, o curso acolhe estudantes universitários, investigadores e profissionais de diversas áreas - da arquitetura e do urbanismo às artes visuais e às ciências sociais - assim como outras pessoas interessadas em fotografia, arquitetura e espaço urbano.

Pretende-se assim promover um ambiente multidisciplinar participativo, incentivando a troca de conhecimentos e experiências entre diferentes áreas de conhecimento e enriquecendo perceções sobre as dinâmicas de produção, utilização e apropriação do espaço urbano.


Módulo2 – Fotografia como ferramenta de investigação do espaço urbano

 

Conteúdos programáticos

- Fotografia e investigação: a fotografia como meio de documentação e como prática discursiva na investigação do espaço urbano

- Autores e trabalhos de referência: diferentes abordagens e estratégias entre a investigação e a prática artística

- Práticas de etnografia visual

- Estratégias de análise e exploração do espaço: a fotografia como um elemento discursivo que constrói significados sobre os espaços, a arquitetura e a sociedade

- Narrativa visual: construção de discursos fotográficos em formato digital e impresso

Carga horária: 
11 sessões | 33 horas de contacto
Calendário: 20 de fevereiro a 22 de maio de 2026
Horário: sextas-feiras
- 15h00 > 18h00
Regime: 
presencial
Língua de comunicação: 
Português (PT)

4 ECTS


Biografias

Ana Miriam Rebelo é fotógrafa, investigadora e docente na área das artes visuais e da cultura visual. Licenciou-se em Belas-Artes pela École d’Enseignement Supérieur d’Art de Bordeaux (2005). É mestre em Criação Artística Contemporânea pela Universidade de Aveiro (2019) e doutorada em Design pela Universidade do Porto (2025), com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Presentemente, exerce funções de docência e investigação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Integra o Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo (CEAU) e o Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura (ID+). A sua produção artística e científica, apresentada em comunicações, publicações e exposições, incide sobre a produção, perceção e representação do espaço urbano, com particular ênfase nas dinâmicas informais de construção e apropriação do espaço público.

Mais informação em FAUP SIGARRA - Candidaturas via WEB 
https://sigarra.up.pt/faup/pt/cand_geral.informacao_relevante_cans_view?pv_processo_id=902683

 

PHOTOGRAPHY AS A TOOL FOR INTERPRETING AND REPRESENTING ARCHITECTURE AND URBAN SPACE (Copy)

 
 
 

FAUP | Applications until 21 JANUARY 2026 | COURSE “PHOTOGRAPHY AS A TOOL FOR INTERPRETING AND REPRESENTING ARCHITECTURE AND URBAN SPACE”

PT/ENG

ONLINE APPLICATIONS [21 jANUARY 2026]
 - FAUP SIGARRA - Applications via the WEB through the URL: https://sigarra.up.pt/faup/pt/cand_geral.informacao_relevante_cans_view?pv_processo_id=902683


CONTINUING EDUCATION AT FAUP

ONLINE APPLICATIONS

Applications are open until January 21, 2026, for the continuing education unit 'Photography as a Research Tool for Urban Space'. This training aims to empower trainees to use photography as a tool for investigating, interpreting, and representing urban space, and to provide a collaborative support environment for the development of individual projects.

Over eleven sessions, reference authors and works will be presented, allowing for the contextualization of contemporary practices that intersect research and artistic creation. Individualized support will be provided for projects under development through tutorial guidance sessions and moments of collective discussion and analysis.

Pedagogical guidance will be provided by Researcher Ana Miriam Rebelo, with scientific supervision by Professor Pedro Leão Neto.

Accredited with 4 ECTS credits, this training unit constitutes the second module of the continuing education course 'Photography as an Instrument for Interpreting and Representing Architecture and Urban Space'.

The course costs 150 euros for students, teachers and staff of the University of Porto, 180 euros for U.Porto alumni and 200 euros for the general public. In all cases, an additional 2 euros is charged for school insurance.

The course will feature guest speakers and a space for dissemination on the Scopio Network platform.

Trainer: Ana Miriam Rebelo

Scientific Supervision: Professor Pedro Leão Neto


Target audience

The course is aimed at a multidisciplinary community whose main interest lies in architecture and urban space, whether as a field of practice, a subject of research or a theme for artistic creation. The course therefore welcomes university students, researchers and professionals from various fields – from architecture and urban planning to visual arts and social sciences – as well as other people interested in photography, architecture and urban space.

The aim is to promote a participatory multidisciplinary environment, encouraging the exchange of knowledge and experiences between different areas of knowledge and enriching perceptions about the dynamics of production, use and appropriation of urban space.


Module 2 – The photographic device as an instrument for investigating urban space.

Programme content

- Photography and research: photography as a means of documentation and as a discursive practice in the investigation of urban space

- Authors and reference works: different approaches and strategies between research and artistic practice

- Visual ethnography practices

- Strategies for analysing and exploring space: photography as a discursive element that constructs meanings about spaces, architecture and society

- Visual narrative: construction of photographic discourses in digital and printed format

Workload: 11 sessions | 33 contact hours

Calendar: 20 February to 22 May 2026

Timetable: Fridays - 3pm > 6pm

Mode: face-to-face

Language of communication: Portuguese (PT)

4 ECTS


Biographies

Ana Miriam is a photographer, researcher and professor in the field of visual arts and visual culture. She graduated in Fine Arts at École d'Enseignement Supérieur d'Art de Bordeaux (2005). She holds a Master in Contemporary Artistic Creation from the University of Aveiro (2019) and a PhD in Design from the University of Porto (2025), funded by Fundação para a Ciencia e a Tecnologia. She is currently a teacher and researcher at the Faculty of Arts and Humanities of the University of Porto. She is a member of the Center for Studies in Architecture and Urbanism (CEAU) and Research Institute for Design, Media and Culture (ID+). Her artistic and scientific production, disseminated through communications, publications and exhibitions, focuses on the production, perception and representation of urban space, with an emphasis on informal dynamics of production and use of public space.

More information at FAUP SIGARRA - Applications via WEB

https://sigarra.up.pt/faup/pt/cand_geral.informacao_relevante_cans_view?pv_processo_id=902683

 

REDE EUROPEIA DE FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PARA ESPAÇOS PÚBLICOS (ECPN)

 

Vivid Stockholm Metro Station Interior from Efren Efre

EN / PT

Rede Europeia de Fotografia Contemporânea para Espaços Públicos (ECPN)

CHAMADA INTERNA ABERTA À comunidade académica (investigadores, docentes, etc.) PARA INTEGRAR A EQUIPA DE CANDIDATURA  ECPN - Projeto inovador de cooperação cultural transnacional - Europa Criativa - CREA-CULT-2026-COOP

O Centro de Estudos Nuno Portas (CENP), sediado na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), convida os colegas interessados ​​a manifestarem interesse em integrar a equipa de candidatura à Rede Europeia de Fotografia Contemporânea para Espaços Públicos (ECPN) — um projeto inovador de cooperação cultural transnacional de média dimensão a submeter no âmbito do programa Europa Criativa – Cultura (CREA-CULT-2026-COOP).

O programa CREA-CULT-2025-COOP-2 (Projetos de Média Escala) apoia projetos de cooperação transfronteiriça nos setores cultural e criativo, no âmbito da vertente Cultura do Programa Europa Criativa. Aberto a organizações de todas as dimensões, o programa promove a colaboração europeia, a inovação e o valor cultural partilhado, em consonância com as prioridades da UE, como a sustentabilidade, a inclusão, a transição digital e a cooperação internacional. Os projetos de média escala requerem um consórcio de, pelo menos, cinco parceiros de cinco países elegíveis e podem receber até 1 milhão de euros de financiamento da UE (cofinanciamento máximo de 70%). A título de comparação, os projetos de pequena escala recebem financiamento até 250.000 euros, enquanto os projetos de grande escala podem receber até 3 milhões de euros. Os projetos focados exclusivamente no setor audiovisual não são elegíveis.

Este convite interno é dirigido à comunidade académica (investigadores, docentes, etc.), nomeadamente todos os colegas da UP/ESMAD/ESAP e UBI interessados ​​em contribuir para o desenvolvimento de um ambicioso projeto europeu que reúne a prática artística, a investigação académica e o envolvimento do público, posicionando a fotografia contemporânea como uma ferramenta crítica para refletir sobre os desafios urbanos, sociais, ambientais e políticos em toda a Europa.

Sobre o Projeto

A Rede Europeia de Fotografia Contemporânea para Espaços Públicos (eCPN) é uma iniciativa transnacional inovadora que transforma estações de metro, terminais de transportes e espaços públicos adjacentes em espaços culturais com grande dinâmica onde a fotografia contemporânea, a participação cívica e a reflexão urbana estão presentes de forma significativa. Concebida como um Museu Aberto e uma rede de Laboratórios Vivos, a eCPN ativa o espaço público como uma plataforma partilhada para a experimentação artística, a investigação interdisciplinar e o diálogo democrático.

O projeto opera em Portugal, Espanha, Irlanda, Finlândia e Croácia, estabelecendo fortes laços com a Ucrânia e envolvendo universidades, instituições culturais, artistas, investigadores e gestores de espaços públicos. Enraizada na cultura de investigação da FAUP e do CENP, particularmente através do grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI), a eCPN baseia-se em importantes iniciativas anteriores, como o CONTRAST (DGARTES) e o Espaços Visuais de Mudança (FCT), alargando as suas metodologias e visão a um contexto europeu mais vasto.

Plataformas Culturais Europeias e Visibilidade

Uma dimensão fundamental da eCPN é a sua forte integração no ecossistema cultural e artístico europeu. O projeto irá interagir com as principais plataformas e redes internacionais de fotografia e arte mediática, para além de participar em importantes fóruns internacionais nestas áreas culturais e artísticas, que acreditamos que contribuem para a visibilidade, circulação e acessibilidade da fotografia contemporânea europeia. Em vez de duplicar as iniciativas existentes, o eCPN atua como uma plataforma complementar e geradora de novas ideias, contribuindo com novos formatos curatoriais, geografias inexploradas e vozes emergentes, ao mesmo tempo que reforça a presença cultural da Europa nos espaços públicos físicos e digitais.

Cooperação e Impacto Transfronteiriços

Na sua essência, o eCPN é um projeto de cooperação transfronteiriça, que fomenta uma rede transnacional construída sobre confiança, metodologias partilhadas e colaboração a longo prazo. Através de exposições, residências artísticas, workshops, conferências e open calls, o projeto liga instituições culturais, investigadores, artistas e cidadãos em diversos contextos europeus.

Ao ativar os espaços públicos em cidades como o Porto, Vila do Conde, Fundão, Barcelona, ​​​​Dublin, Helsínquia, Zagreb e Kiev, o eCPN promove o diálogo intercultural, a troca de conhecimentos e abordagens inovadoras ao espaço público, à participação cultural e à transformação urbana. Os seus resultados (narrativas visuais, publicações de investigação, dados cartográficos e recursos digitais) são concebidos para serem replicáveis e adaptáveis, ampliando o impacto do projeto para além dos principais países parceiros e contribuindo para uma Europa mais conectada e culturalmente engajada.

Porquê aderir à Equipa de Candidaturas do eCPN?

Esta é uma oportunidade única e extremamente estimulante para:

Trabalhar numa equipa jovem, motivada e colaborativa;

Contribuir para um projeto europeu de grande escala com forte visibilidade e impacto internacional; 

Interagir com práticas artísticas e de investigação de vanguarda na intersecção da fotografia, arquitetura, estudos urbanos e ciências sociais;

Obter experiência prática na conceptualização e redação de uma candidatura ao programa Europa Criativa, incluindo pacotes de trabalho, estratégias de divulgação e quadros de impacto;

Participar num projeto intimamente alinhado com o legado pedagógico da FAUP e com a missão de investigação interdisciplinar do CENP.

Estrutura de Equipa da Candidatura

A candidatura eCPN é atualmente coordenada por:

Pedro Leão Neto – Coordenador Geral

Sérgio Miguel Magalhães – Coordenador Adjunto

Maria Neto – Coordenadora Associada

Ana Miriam Rebelo – Apoio Científico e Administrativo

A equipa opera através de uma estrutura partilhada, flexível e colaborativa, permitindo a substituição mútua e a responsabilidade coletiva, garantindo a continuidade, o ritmo e a estabilidade ao longo do processo de candidatura.

Organizações / Funções e Contributos do eCPN

Organização Coordenadora

Universidade do Porto (FAUP, Portugal)

  • Proporciona liderança académica, coordenação de investigação, desenvolvimento metodológico e acolhe exposições públicas e workshops locais;

  • Promove a circulação e a co-criação entre os artistas europeus. ;

  • Desenvolve projetos fotográficos que refletem sobre a inadequação habitacional e a vulnerabilidade social;

  • Através do projeto de investigação CONTRAST:

○ Interage com os espaços públicos e com as redes de transportes.

○ As atividades incluem exposições, debates e workshops que promovem o pensamento crítico e a inclusão.

○ Utiliza o Metro do Porto para exposições itinerantes.

Organizações Colaboradoras

BSA (Belfast, Reino Unido)

  • Desenvolve Laboratórios Vivos em Belfast em torno de temas como a gentrificação e as crises habitacionais;

  • Enfatiza as colaborações comunitárias e a curadoria de exposições. Finlândia

ESAP (Porto)

  • Foca-se no papel da fotografia na geopolítica e no território;

  • Interage com espaços urbanos abandonados no Porto;

  • Promove práticas colaborativas e interdisciplinares

ESMAD (Vila do Conde)

  • Reflexão artística multidisciplinar sobre o espaço público.

  • Aborda desafios sociais, políticos e ambientais.

  • Cada ano foca-se numa cidade diferente.

FLUP (Porto)

  • Fomenta a fertilização cruzada de conhecimentos entre as artes, as humanidades e as ciências sociais;

  • Explora o papel do artista na transição verde, no direito à habitação e na mudança das políticas urbanas.

UBI (Covilhã/Fundão) ○ Projecto ligado às "Paisagens do Cuidado e da Domesticidade".

  • Projecto ligado às "Paisagens do Cuidado e da Domesticidade” (Fundação La Caixa/FCT).

  • Forte ligação à governação local e às instituições culturais.

Instituições Parceiras

ETSAB (Barcelona, ​​​​Espanha): Especialização em estudos urbanos, programação curatorial e organização de eventos.

  • Documenta a transformação urbana em La Sagrera (Barcelona).

  • Envolve estudantes e profissionais em missões fotográficas.

  • Os resultados incluem exposições, publicações e ferramentas de envolvimento dos cidadãos. Irlanda

UCD (Dublin, Irlanda): Humanidades urbanas, investigação interdisciplinar, publicações editoriais.

  • Coordena eventos em Dublin relacionados com os Living Labs.

  • Promove palestras públicas, exposições e open calls para artistas.

  • Foca-se nas instalações site-specific e na interação com o público.

AALTO (Helsínquia, Finlândia): Cultura visual e fotografia contemporânea, coordenação dos Living Labs.

  • Realiza workshops sobre “Fotografia Infraestrutural”.

  • Os temas incluem o envolvimento sensorial, o turismo infraestrutural e a publicação experimental.

  • As atividades decorrem em estações de metro e incluem o desenvolvimento de kits de ferramentas e visitas interativas. Croácia

KUĆĆA (Zagreb, Croácia): programação curatorial, direção de residência artística, publicações editoriais

  • Investigação sobre cidades subterrâneas e percursos esquecidos.

  • Organiza residências, intervenções públicas e exposições em túneis da época da guerra.

  • Foco na revitalização de infraestruturas desativadas. Ucrânia

Parceiros Associados

Associação Europeia para a Educação em Arquitectura (EAAE)

  • Disseminação estratégica e envolvimento académico europeu.

Associação Cultural Cityscopio (CCA)

  • Consultoria em identidade visual, direção curatorial e atividades de engagement público.

  • Consultoria para subcontratação de empresa - Identidade Visual - Plataforma digital eCPN e a sua arquitetura de informação.

NAFFA (Kiev, Ucrânia):

  • Residências em rede de espaços públicos - Conferência de projeto final

Empresa especializada em subcontratação

  • Identidade gráfica Plataforma digital eCPN e a sua arquitetura de informação.

Perfil Desejado

Procuramos um(a) Investigador ou Docente com:

· Forte interesse pela fotografia contemporânea, artes visuais e comunicação.

• Motivação para trabalhar num ambiente interdisciplinar e internacional;

• Capacidade para a investigação colaborativa, pensamento crítico e escrita académica;

• Disponibilidade e empenho para participar ativamente na fase de preparação da proposta para o programa Europa Criativa.

Candidaturas / Contactos
Os interessados devem formalizar a sua candidatura, enviando o seu CV e a Carta de Motivação (até 3000 caracteres com espaços), para o seguinte correio elctrónico: info.aai@arq.up.pt

Prazo de candidatura: 1 Fevereiro 2026

Seleção

A seleção do candidato será feita pele equipa de candidatura eCPN, segundo os seguintes critérios:
CV – 50% | Motivação – 50%
Uma entrevista poderá ser requerida, para clarificação da informação transmitida pelos candidatos ou desempate.

Datas de apresentação pública do projeto eCPN

Informação sobre apresentação pública do projeto eCPN será disponibilizada em breve durante o mês de Janeiro  2026

Contexto Institucional

A FAUP e o Centro de Estudos Nuno Portas (CENP) proporcionam um ambiente de investigação estimulante, com um forte reconhecimento internacional, uma abertura interdisciplinar e um compromisso de longa data com a produção de conhecimento crítico e baseado em projetos. Integrar esta equipa de candidatura significa contribuir para um projeto que reforça o papel da FAUP como referência europeia na investigação inovadora e na cooperação cultural. 

Os(As) colegas interessados(as) em integrar a equipa de candidatura do eCPN são cordialmente encorajados(as) a manifestar o seu interesse e a fazer parte deste esforço coletivo.

Junte-se a nós na construção de uma rede cultural europeia onde o espaço público se torna um laboratório vivo para a arte, a investigação e a participação democrática.

 

Pedro Leão Neto

(em nome da equipa de candidatura eCPN)

Faculdade de Arquitectura – Universidade do Porto (FAUP)

Centro de Estudos Nuno Portas (CENP)

 

 

European Contemporary Photography Network for Public Spaces (eCPN)

 

Vivid Stockholm Metro Station Interior from Efren Efre

EN / PT

European Contemporary Photography Network for Public Spaces (ECPN)

INTERNAL CALL ADDRESSED TO THE ACADEMIC COMMUNITY (RESEARCHERS, PROFESSORS, ETC.) TO JOIN THE ECPN APPLICATION TEAM OF Innovative transnational cultural cooperation project - Creative Europe - CREA-CULT-2026-COOP

The Centre for Studies Nuno Portas (CENP), based at the Faculty of Architecture of the University of Porto (FAUP), invites expressions of interest from colleagues to join the application team of the European Contemporary Photography Network for Public Spaces (eCPN) — an innovative medium transnational cultural cooperation project to be submitted under the Creative Europe – Culture (CREA-CULT-2026-COOP) call.

CREA-CULT-2025-COOP-2 (Medium Scale Projects) supports cross-border cooperation projects in the cultural and creative sectors under the Culture strand of the Creative Europe Programme. Open to organisations of all sizes, the action promotes European collaboration, innovation and shared cultural value, in line with EU priorities such as sustainability, inclusion, digital transition and international cooperation. Medium-scale projects require a consortium of at least five partners from five eligible countries and can receive up to EUR 1 million in EU funding (max. 70% co-financing). For reference, small-scale projects are funded up to EUR 250,000, while large-scale projects may receive up to EUR 3 million. Projects exclusively focused on the audiovisual sector are not eligible.

This Internal Call is addressed to the academic community (researchers, lecturers, etc.), namely colleagues from UP/ESMAD/ESAP and UBI interested in contributing to the development of a highly ambitious European project that brings together artistic practice, academic research, and public engagement, positioning contemporary photography as a critical tool to reflect on urban, social, environmental, and political challenges across Europe.

About the Project

The European Contemporary Photography Network for Public Spaces (eCPN) is an innovative transnational initiative that transforms metro stations, transport hubs, and surrounding public spaces into dynamic cultural stages for contemporary photography, civic participation, and urban reflection. Conceived as an Open Museum and a network of Living Labs, eCPN activates public space as a shared platform for artistic experimentation, interdisciplinary research, and democratic dialogue.

The project operates across Portugal, Spain, Ireland, Finland, and Croatia, while establishing strong links with Ukraine, engaging universities, cultural institutions, artists, researchers, and public space operators. Rooted in the research culture of FAUP and CENP, particularly through the Architecture, Art and Image (AAI) research group, eCPN builds upon significant previous initiatives such as CONTRAST (DGARTES) and Visual Spaces of Change (FCT), scaling their methodologies and vision to a broader European context.

European Cultural Platforms and Visibility

A key dimension of eCPN is its strong integration within the European cultural and artistic ecosystem. The project will be engaging with international leading photography and media art platforms and networks, as well as participating in major international forums around these cultural and artistic fields that we believe enhance the visibility, circulation, and accessibility of European contemporary photography. Rather than duplicating existing initiatives, eCPN acts as a complementary and generative platform, contributing new curatorial formats, unexplored geographies, and emerging voices, while reinforcing Europe’s cultural presence in both physical and digital public spaces.

Cross-Border Cooperation and Impact

At its core, eCPN is a project of cross-border cooperation, fostering a transnational network built on trust, shared methodologies, and long-term collaboration. Through exhibitions, residencies, workshops, conferences, and open calls, the project connects cultural institutions, researchers, artists, and citizens across diverse European contexts. 

By activating public spaces in cities such as Porto, Vila do Conde, Fundão, Barcelona, Dublin, Helsinki, Zagreb, and Kyiv, eCPN promotes intercultural dialogue, knowledge exchange, and innovative approaches to public space, cultural participation, and urban transformation. Its outcomes (visual narratives, research publications, cartographic data, and digital resources) are designed to be replicable and adaptable, extending the project’s impact beyond the core partner countries and contributing to a more connected and culturally engaged Europe.

Why Join the eCPN Application Team?

This is a unique and highly stimulating opportunity to:

  • Work within a young, motivated, and collaborative team;

  • Contribute to a large-scale European project with strong international visibility and impact;

  • Engage with cutting-edge artistic and research practices at the intersection of photography, architecture, urban studies, and social sciences;

  • Gain hands-on experience in the conceptualization and writing of a Creative Europe application, including work packages, dissemination strategies, and impact frameworks;

  • Participate in a project closely aligned with FAUP’s pedagogical legacy and CENP’s interdisciplinary research mission.

Application Team Structure

The eCPN application is currently coordinated by:

  • Pedro Leão Neto – General Coordinator

  • Sérgio Miguel Magalhães – Deputy Coordinator

  • Maria Neto – Associate Coordinator

  • Ana Miriam Rebelo – Scientific and Administrative Support

The team operates through a shared, flexible, and collaborative structure, allowing mutual substitution and collective responsibility, ensuring continuity, rhythm, and stability throughout the application process.

eCPN Organisations / Roles and Contributions

Coordinating Organisation 

University of Porto (FAUP, Portugal) 

  • Provides academic leadership, research coordination, methodological development, and hosts public exhibitions and local workshops.

  • Promotes circulation and co-creation among European artists.

  • Develops photography projects reflecting on inadequate housing and social vulnerability.

  • Through research project CONTRAST
    ○ Engages with public spaces and transport networks.
    ○ Activities include exhibitions, debates, and workshops promoting critical thinking and inclusion.
    ○ Uses Porto Metro for mobile exhibitions.

Colaboratoring Organisations

BSA (Belfast, UK)

  • Develops Living Labs in Belfast around issues like gentrification and housing crises;

  • Emphasizes community collaborations and exhibition curation. Finland

ESAP (Porto)

  • Focus on photography’s role in geopolitics and territory;

  • Engages with disused urban spaces in Porto;

  • Promotes collaborative and interdisciplinary practices

ESMAD (Vila do Conde)+

  • Multidisciplinary artistic reflection on public space;

  • Addresses social, political, and environmental challenges;

  • Each year focuses on a different city;

FLUP (Porto)

  • Encourages cross-fertilisation of knowledge across arts, humanities, and social sciences;

  • Explores the artist’s role in the green transition, the right to housing, and urban policy change.

UBI (Covilhã/Fundão)

  • Project linked to "Landscapes of Care and Domesticity" (La Caixa Foundation/FCT). 

  • Strong connection with local governance and cultural institutions.

Partner Institutions 

ETSAB (Barcelona, Spain): Urban studies expertise, curatorial programming, and hosting of events. 

  • Documents urban change in La Sagrera (Barcelona);

  • Engages students and professionals in photographic missions;

  • Outputs include exhibitions, publications, and citizen engagement tools. Ireland

UCD (Dublin, Ireland): Urban humanities, interdisciplinary research, editorial outputs. 


Coordinates events in Dublin linked to the Living Labs;

  • Hosts public talks, exhibitions, and open calls for artists;

  • Focus on site-specific installations and audience interaction.

AALTO (Helsinki, Finland): Visual culture and contemporary photography, coordination of Living Labs. 

  • Conducts workshops on “Infrastructural Photography”;

  • Topics include sensory engagement, infrastructural tourism, and experimental publishing;

  • Activities occur at metro stations and include toolkit development and interactive tours. Croatia

KUĆĆA (Zagreb, Croatia): curatorial programming, direction of artistic residence, editorial outputs

  • Research underground cities and forgotten routes;

  • Organizes residencies, public interventions, and exhibitions in war-era tunnels;

  • Focus on revitalization of disused infrastructure. Ukraine

Associated Partners 

European Association for Architectural Education (EAAE)

  • Strategic dissemination and European academic engagement. 

Cityscopio Cultural Association (CCA)

  • Consultancy on graphic identity, curatorial direction, and public engagement activities. 

NAFFA (Kyiv, Ukraine):

  • Public spaces network residencies

  • Final project Conference

Subcontracting expert company

Graphic Identity  

eCPN digital platform and its information architecture.

Profile Sought

We are looking for a Researcher or Lecturer with:

  • A strong interest in contemporary photography, visual culture, architecture, urban studies, or related fields;

  • Motivation to work in an interdisciplinary and international environment;

  • Capacity for collaborative research, critical thinking, and academic writing;

  • Availability and commitment to actively engage in the preparation phase of the Creative Europe proposal.

Applications / Contacts

Interested candidates should submit their application by sending their CV and cover letter (up to 3000 characters including spaces) to the following email address: info.aai@arq.up.pt

Application deadline: February 1, 2026

Selection Candidate

Selection will be made by the eCPN application team according to the following criteria:

CV – 50% | Cover Letter – 50%

An interview may be required to clarify the information provided by the candidates or to break a tie.

Dates for the eCPN project public presentation

Information regarding the eCPN project public presentation will be available soon during January 2026.

Institutional Context

FAUP and the Centre for Studies Nuno Portas (CENP) provide a stimulating research environment with strong international recognition, interdisciplinary openness, and a long-standing commitment to critical, project-based knowledge production. Joining this application team means contributing to a project that reinforces FAUP’s role as a European reference point for innovative research and cultural cooperation.

Colleagues interested in joining the eCPN application team are warmly encouraged to express their interest and become part of this collective endeavour.

Join us in shaping a European cultural network where public space becomes a living laboratory for art, research, and democratic participation.

 

Pedro Leão Neto

(on behalf of the eCPN Application Team)
Faculty of Architecture – University of Porto (FAUP)
Centre for Studies Nuno Portas (CENP)

 

Chamada - Paisagens de Reparação - A Cidade Invisível: Manplan e Formas Contemporâneas de Reparação

 
 
 

CHAMADA PARA SUBMISSÕES SOPHIA Journal Vol. 11

Paisagens de Reparação - A Cidade Invisível: Manplan e Formas Contemporâneas de Reparação

Prazo limite: 31 JANEIRO de 2026 

Editores Convidados: Cristina Gastón (ETSAB-UPC), Hugh Campbell (UCD)

Editores: Ana Miriam Rebelo (FAUP), Maria Neto (FAUP), Raquel Paulino (FAUP)

PT/ENG

Prazo limite: 31 de janeiro de 2026
Os autores seleccionados serão notificados até 28 de fevereiro de 2026
Prazo de entrega dos manuscritos (Conferência): 1 de Maio de 2026 
Conferência Internacional (dtbc): 26 junho 2026

Prazo de entrega dos manuscritos (Revista): 1 de outubro de 2026 
Data de publicação (tbc): até dezembro de 2026

Quarto ciclo temático, Paisagens de Reparação

Sophia Journal está a receber submissões para o seu quarto ciclo temático, Paisagens de Reparação, que incentiva uma abordagem humanista à transformação urbana que transcenda considerações puramente económicas. Ao explorar os impactantes campos da fotografia, do cinema e de diversas práticas visuais, procuramos destacar os seus significativos contributos para o discurso em torno da produção arquitetónica e espacial. O nosso objetivo é chamar a atenção para a necessidade urgente de reparar o nosso planeta fragmentado. Ao fazê-lo, procuramos abordar e conectar a multiplicidade de desafios que as cidades e territórios contemporâneos de todo o mundo enfrentam. Estes meios visuais não só documentam, como também se envolvem criticamente com as diversas e complexas questões do nosso tempo, oferecendo perspetivas únicas sobre as crises urbanas e ambientais. Através desta lente, esperamos fomentar uma compreensão mais profunda e inspirar formas reparadoras de coexistência.

Estrutura da Cidade Invisível: Manplan e Formas Contemporâneas de Reparação

Mais de cinquenta anos após o lançamento da série Manplan pela Architectural Review (1969-70), muitas das questões que levantou continuam a ser extremamente relevantes. Criada num período de profunda desilusão com os fracassos da modernidade arquitetónica do pós-guerra, a Manplan tinha como objetivo expor o fosso entre as intenções do projeto e a realidade vivida. Ela desafiou os arquitetos, os planeadores e o público a confrontar as consequências sociais e políticas da tomada de decisões espaciais desta forma. O seu programa era ousado, controverso, construtivo e enraizado na crença de que a arquitetura deve ser responsável perante as necessidades humanas básicas. A fotografia e as práticas visuais podem atuar como ferramentas poderosas para revelar falhas sistémicas, desigualdades e possibilidades de mudança.

Na sua estratégia visual radicalmente centrada no ser humano, a Manplan abandonou as convenções da fotografia arquitetónica imaculada, substituindo-as por imagens granuladas e imersivas extraídas do fotojornalismo. Estas fotografias não se centraram apenas nos edifícios, mas nas pessoas e na forma como habitavam e viviam nos espaços urbanos, tornando-as os principais sujeitos das imagens.

A série fotográfica Manplan revelou um forte sentido de proximidade com a cidade. Uma necessidade de tornar visível o que antes parecia invisível, comunicando a desconexão entre os ideais de planeamento e as condições de vida, e destacando as consequências sociais da negligência urbana. Muitas destas preocupações ressoam fortemente hoje, numa época marcada pela crise climática, pela precariedade social, pela deterioração das infraestruturas e por uma tecnosfera acelerada que pesa sobre as cidades tanto a nível material como simbólico.

Manplan e as Paisagens da Reparação

Dentro do ciclo mais amplo das Paisagens da Reparação, a Sophia Journal Vol. 11 No. 1 baseia-se neste legado, perguntando:

Como podem as práticas visuais e espaciais confrontar mais uma vez as pressões invisíveis que moldam as cidades contemporâneas e como podem contribuir para actos de reparação — materiais, sociais, ecológicos — capazes de aliviar o seu peso?

Tal como a série de 1969-70 captou a Grã-Bretanha num momento de fragilidade social e de transição política, questionamos como é que as práticas visuais contemporâneas podem revelar as fracturas, os fardos e as possibilidades que definem a “cidade invisível” do Antropoceno.

Com a tecnosfera agora estimada em aproximadamente 30 biliões de toneladas — uma massa agregada que rivaliza com a biosfera — os ambientes urbanos estão sobrecarregados não só por betão, aço e emissões de carbono, mas também por intensidades menos visíveis: inércia administrativa, exaustão social, perda ecológica e formas afetivas de deslocação. A reparação, neste contexto, torna-se uma tarefa ética e imaginativa, que exige novas formas de testemunho, atenção e representação.

Call for Papers e Ensaios Visuais

Nesta chamada para artigos e ensaios visuais para o Sophia Journal Vol. 11 No. 1, convidamos submissões que revisitem, expandam ou desafiem o espírito crítico do Manplan, explorando como as práticas visuais e espaciais — particularmente através da lente da fotografia, do cinema e da arquitetura — podem atuar como instrumentos de cuidado, exposição e reparação. Os contributos podem examinar territórios instáveis, revisitar criticamente arquivos urbanos ou propor ações que procurem reparar as cicatrizes impercetíveis das cidades e paisagens contemporâneas.

Os tópicos incluem, mas não se limitam a:

• Revisitando Manplan: releituras contemporâneas da série e a sua relevância para os problemas urbanos atuais

• Visualizar a cidade invisível: estratégias fotográficas e fílmicas para tornar visíveis formas de negligência social, ecológica ou infraestrutural

• Paisagens do cuidado: práticas de manutenção, reparação, coabitação e supervisão socioecológica

• A política da representação: como a produção de imagens molda a compreensão pública das injustiças urbanas e as possibilidades de mudança

• Peso e leveza urbanos: respostas aos fardos materiais e imateriais da tecnosfera

• Coabitação humana e mais-que-humana: narrativas visuais de interdependência, vulnerabilidade e espaços e interações de resiliência

• Arquiteturas espectrais: captar as atmosferas, ausências e ruínas da vida urbana contemporânea

• Reparação especulativa: propostas criativas que confrontam as disfunções contemporâneas e perspetivam um futuro alternativo

• Narrativas visuais e espaciais: perspetivando a reparação ecológica e social em contextos urbanos e rurais

• Estruturas críticas: narrativas visuais críticas que abordam diversos problemas em diferentes culturas e disciplinas
 

Sobre Sophia Journal

Sophia Journal é uma revista académica de acesso aberto com arbitragem científica, publicada pelo Centro de Estudos em Arquitectura e Urbanismo (CEAU) - Grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI) da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), em colaboração com a associação Cityscopio e a sua chancela  editorial scopio Editions.
Criada em 2016, a Sophia Journal publica artigos teóricos e ensaios visuais que investigam e pensam criticamente as intersecções entre a imagem e a arquitectura. Entendemos ambos os termos em sentido lato: a imagem da fotografia, pintura, desenho, cinema, video, televisão, novos media; a arquitectura enquanto paisagem, território, cidade, espacialidade e ambiente construído.

Para qualquer dúvida:

Contactar os Editores através de info.sophiajournal@arq.up.pt

 

OPEN CALL - Landscapes of Repair - The Invisible City: Manplan and Contemporary Forms of Repair

 
 
 

OPEN CALL SOPHIA JOURNAL VOL. 11

Landscapes of Repair - The Invisible City: Manplan and Contemporary Forms of Repair

Abstract deadline: 31 JANUARY 2026

Guest Editors: Cristina Gastón (ETSAB-UPC), Hugh Campbell (UCD)

Editors: Ana Miriam Rebelo (FAUP), Maria Neto (FAUP), Raquel Paulino (FAUP)

PT/ENG

Abstract deadline: 31 January 2026

Selected authors will be notified by the 28 of February 2026
Manuscript deadline (Conference): 1 May 2026

Conference (dtbc): 26 June 2026

Manuscript deadline (Journal): 1 October 2026
Publication date (tbc): by December 2026

Fourth thematic cycle, Landscapes of Repair
Sophia Journal is currently accepting submissions for its fourth thematic cycle, Landscapes of Repair, encouraging a humanist approach to urban transformation that transcends purely economic considerations. By exploring the impactful realms of photography, film, and various visual practices, we aim to highlight their significant contributions to the discourse surrounding architectural and spatial production. Our goal is to draw urgent attention to the necessity of repairing our fractured planet. In doing so, we seek to address and connect the multitude of challenges that contemporary cities and territories across the world are facing. These visual mediums not only document but also critically engage with the diverse and complex issues of our time, offering unique perspectives on urban and environmental crises. Through this lens, we hope to foster deeper understanding and inspire reparative forms of coexistence.

Framework of The Invisible City: Manplan and Contemporary Forms of Repair

More than fifty years after The Architectural Review launched the Manplan series (1969–70), many of the questions it posed remain urgently relevant. Created during a time of profound disillusionment with the failures of post-war architectural modernity, Manplan aimed to expose the gap between design intentions and lived reality. It challenged architects, planners, and the public to confront the social and political consequences of spatial decision-making in this way. Its programme was daring, controversial, constructive and rooted in the belief that architecture must be accountable to basic human needs. Photography and visual practices can act as potent tools for revealing systemic failures, inequalities, and possibilities for change.

In its radically human-centred visual strategy, Manplan abandoned the conventions of pristine architectural photography, replacing them with grainy, immersive images drawn from photojournalism. These photographs did not just focus on the buildings, but on the people and how they inhabited and lived in city spaces, making them the main subjects of the pictures.

The Manplan photography series revealed a powerful sense of proximity to the city. A necessity to make visible what had seemed invisible before, communicating the disconnection between planning ideals and lived conditions, and highlighting the social consequences of urban neglect. Many of these worries echo powerfully today, in a moment marked by climate crisis, social precarity, infrastructural decay, and an accelerating technosphere that weighs upon cities both materially and symbolically.

Manplan and the Landscapes of Repair

Within the broader Landscapes of Repair cycle, Sophia Journal Vol. 11 No. 1 builds on this legacy by asking:
How can visual and spatial practices once again confront the invisible pressures shaping contemporary cities, and how might they contribute to acts of repair—material, social, ecological—capable of lightening their weight?

Just as the 1969–70 series captured Britain at a moment of social fragility and political transition, we ask how contemporary visual practices can reveal the fractures, burdens, and possibilities that define the “invisible city” of the Anthropocene.

With the technosphere now estimated at approximately 30 trillion tonnes—an aggregate mass that rivals the biosphere—urban environments are weighed down not only by concrete, steel, and carbon emissions but also by less visible intensities: administrative inertia, social exhaustion, ecological loss, and affective forms of displacement. Repair, in this context, becomes an ethical and imaginative task, one that calls for new forms of witnessing, attention, and representation.

Call for Papers and Visual Essays

In this call for papers and visual essays for Sophia Journal Vol. 11 No. 1, we invite submissions that revisit, expand, or challenge the critical spirit of Manplan by exploring how visual and spatial practices - particularly through the lenses of photography, film, and architecture - can act as instruments of care, exposure, and repair. Contributions may examine unstable territories, critically revisit urban archives, or propose actions that seek to repair the imperceptible scars of contemporary cities and landscapes.

Topics include, but are not limited to:

  • Revisiting Manplan: contemporary re-readings of the series and its relevance to contemporary city problems

  • Visualising the invisible city: photographic and filmic strategies for making visible social, ecological, or infrastructural forms of neglect

  • Landscapes of care: practices of maintenance, repair, cohabitation, and socio-ecological oversight

  • The politics of representation: how image-making shapes public understanding of urban unfairnesses and possibilities for change

  • Urban weight and urban lightness: responses to the material and immaterial burdens of the technosphere

  • Human and more-than-human cohabitation: visual narratives of interdependence, vulnerability, and resilience spaces and interactions

  • Spectral architectures: capturing the atmospheres, absences and ruins of contemporary urban life

  • Speculative repair: creative proposals that confront contemporary dysfunctions and envision an alternative future

  • Visual and spatial narratives: envisioning ecological and social repair in urban and rural contexts

  • Critical frameworks: critical visual narratives addressing diverse problems across cultures and disciplines

We welcome submissions from scholars, artists, architects, practitioners, activists, and transdisciplinary researchers who explore these questions through theoretical essays, visual essays, documentary projects, experimental formats, or hybrid research practices.

Towards a Reparative Visual Praxis

By revisiting Manplan's ethos—its attention to lived reality, its refusal of aesthetic sanitisation, and its commitment to social critique—this issue seeks to explore how contemporary visual practices can once again operate as catalysts for public reflection and collective responsibility. In an era when cities grow heavier—materially, symbolically, and ecologically—we ask how image-making can help lighten them: by exposing the unseen, attending to the overlooked, and participating in acts of repair.

We look forward to receiving contributions that illuminate, interrogate, or reimagine the landscapes of care shaping today's and tomorrow's cities.

About Sophia Journal

We are an academic, peer-reviewed journal, published by the Centre for Studies in Architecture and Urbanism (CEAU) / research group Architecture, Art and Image (AAI) at the Faculty of Architecture, University of Porto, Portugal. Created in 2016, Sophia Journal publishes theoretical articles and visual essays that investigate and think critically the intersections between the image and architecture. We understand both terms in a wide sense: the image of photography, painting, drawing, cinema, video, T.V., new media; and architecture as landscape, territory, city, spatiality, built environment.

For any queries:

Please contact our Editors at info.sophiajournal@arq.up.pt

 

10.ª Conferência Internacional da Sophia Journal reúne investigadores na ETSAB e destaca o lançamento da Sophia Vol. 11 e do Prémio LFA

 
 
 

10.ª Conferência Internacional da Sophia Journal reúne investigadores na ETSAB e destaca o lançamento da Sophia Vol. 11 e do Prémio LFA

PT/ENG

A Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona (ETSAB-UPC) acolheu, nos dias 21 e 22 de novembro de 2025, a 10.ª Conferência Internacional da Sophia Journal, integrada no ciclo temático Paisagens de Reparação. O encontro reuniu investigadores, fotógrafos, arquitetos e académicos de várias geografias para discutir o papel da fotografia, do cinema e das práticas visuais na documentação, interpretação e reparação das paisagens arquitetónicas e urbanas contemporâneas.

Abertura: intervenções de Félix Solaguren Beascoa, Cristina Gastón e Pedro Leão Neto

A sessão de abertura decorreu no auditório principal da ETSAB.
Félix Solaguren Beascoa, diretor da Escola, deu as boas-vindas aos participantes, sublinhando a importância de acolher esta conferência internacional num momento em que a reflexão visual sobre a cidade e o património arquitetónico assume relevância crescente no debate académico.

Seguiu-se a intervenção de Cristina Gastón, arquiteta e professora da ETSAB, que apresentou brevemente Pedro Leão Neto, contextualizando o trabalho e a trajetória do editor e coordenador da Sophia Journal. Gastón destacou a continuidade e ambição da revista — hoje uma plataforma internacional consolidada de investigação entre arquitetura, fotografia e imagem — e enquadrou a conferência no percurso crítico da Sophia ao longo da última década.

Na sua intervenção, Pedro Leão Neto apresentou o projeto editorial da Sophia Journal, anunciando oficialmente o lançamento do novo volume da revista, Sophia Journal Vol. 11, integrado no ciclo Paisagens de Reparação. Sublinhou o enfoque do volume na forma como fotografia e cinema revelam tensões, fragilidades e transformações invisíveis das cidades contemporâneas, aproximando a investigação visual dos debates urgentes sobre responsabilidade ecológica, espaço público e vida urbana.

Destaque do programa: apresentação do Prémio LFA (15h00–15h30)

Um dos momentos mais aguardados do primeiro dia ocorreu às 15h00, com a apresentação por Pedro Leão Neto da série fotográfica vencedora e da publicação do Prémio Luís Ferreira Alves (LFA).

Numa comunicação que aliou contexto histórico, análise visual e reflexão crítica, Pedro Leão Neto descreveu o processo de seleção, os critérios curatoriais e o papel do Prémio LFA enquanto plataforma de internacionalização da fotografia de arquitetura contemporânea. A apresentação despertou particular interesse entre os participantes, pela forma como articula investigação visual, prática artística e reflexão sobre património arquitetónico — dimensão reforçada pela parceria editorial entre a scopio Editions e a editora espanhola Turner.

Dois dias de debate, investigação e práticas visuais

O programa da conferência incluiu mesas-redondas temáticas, sessões de comunicações e um conjunto de iniciativas paralelas que ilustraram a vitalidade do encontro:

  • Painéis dedicados à modernidade dos anos 50–60, coordenados por Jaime Ferrer;

  • Sessões sobre estados intermédios da cidade e dos processos construtivos, presididas por Cristina Gastón;

  • Painel “Other Realities”, moderado por Judit Taberna e Luis Ángel Domínguez, centrado em práticas documentais emergentes;

  • Conferência de Manolo Laguillo, figura incontornável da fotografia de arquitetura espanhola contemporânea;

  • Exposição “ARXIU ICARIÀ 1987–1992 / Coreografia d’un territori en transformació”, de Martí Llorens;

  • Visita à Biblioteca Oriol Bohigas com curadoria de Neus Vilaplana.

A diversidade de perspetivas e geografias representadas evidenciou o caráter internacional do encontro e o impacto crescente da Sophia Journal no debate académico global sobre cidade, imagem e arquitetura.

Uma conferência que reforça redes e amplia horizontes

Ao longo de dois dias, investigadores e criadores refletiram sobre como a fotografia, o cinema e outras práticas visuais podem documentar, revelar ou transformar a compreensão do ambiente construído — sublinhando a urgência ética e ecológica do tema das Paisagens de Reparação.

A colaboração estreita entre a ETSAB-UPC e a Sophia Journal consolidou esta 10.ª edição como uma plataforma privilegiada para o diálogo interdisciplinar, reforçando redes internacionais de investigação que integram universidades e centros culturais de referência.

A conferência afirmou, mais uma vez, a missão da Sophia Journal: pensar criticamente o papel da imagem na construção do conhecimento sobre arquitetura, cidade e território, e abrir espaço a práticas visuais que contribuam para novas formas de reparar, imaginar e habitar o mundo contemporâneo.

 

10th International Sophia Journal Conference brings together researchers at ETSAB and highlights the launch of Sophia Vol. 11 and the LFA Prize

 
 
 

10th International Sophia Journal Conference brings together researchers at ETSAB and highlights the launch of Sophia Vol. 11 and the LFA Prize

PT/ENG

The Higher Technical School of Architecture of Barcelona (ETSAB-UPC) hosted, on November 21st and 22nd, 2025, the 10th International Sophia Journal Conference, part of the thematic cycle Landscapes of Repair. The meeting brought together researchers, photographers, architects, and academics from diverse geographical locations to discuss the role of photography, film, and visual practices in the documentation, interpretation, and repair of contemporary architectural and urban landscapes.

Opening: talks by Félix Solaguren Beascoa, Cristina Gastón, and Pedro Leão Neto

The opening session took place in the main auditorium of ETSAB.

Félix Solaguren Beascoa, the School's director, welcomed the participants, highlighting the importance of hosting this international conference at a time when visual reflection on the city and architectural heritage is assuming increasing relevance in academic debate.

This was followed by a speech from Cristina Gastón, architect and professor at ETSAB, who briefly introduced Pedro Leão Neto, contextualizing the work and trajectory of the editor and coordinator of the Sophia Journal. Gastón emphasized the continuity and ambition of the journal—today a consolidated international platform for research on architecture, photography, and image—and framed the conference within Sophia's critical trajectory over the last decade.

In his speech, Pedro Leão Neto presented the editorial project of the Sophia Journal, officially announcing the launch of the journal's new volume, Sophia Journal Vol. 11, integrated into the Landscapes of Repair cycle. He emphasized the volume's focus on how photography and film reveal the invisible tensions, fragilities, and transformations of contemporary cities, bringing visual research closer to urgent debates about ecological responsibility, public space, and urban life.

Program Highlight: LFA Prize Presentation (3:00 PM–3:30 PM)

One of the most anticipated moments of the first day occurred at 3:00 PM, with Pedro Leão Neto presenting the winning photographic series and announcing the Luís Ferreira Alves Prize (LFA).

In a presentation that combined historical context, visual analysis, and critical reflection, Pedro Leão Neto described the selection process, the curatorial criteria, and the role of the LFA Prize as a platform for the internationalization of contemporary architectural photography. The presentation sparked particular interest among participants, due to the way it articulates visual research, artistic practice, and reflection on architectural heritage—a dimension reinforced by the editorial partnership between scopio Editions and the Spanish publisher Turner.

Two days of debate, research, and visual practices

The conference program included thematic roundtables, communication sessions, and a series of parallel initiatives that illustrated the vitality of the meeting:

Panels dedicated to the modernity of the 1950s–60s, coordinated by Jaime Ferrer;

Sessions on intermediate states of the city and construction processes, chaired by Cristina Gastón;

Panel “Other Realities”, moderated by Judit Taberna and Luis Ángel Domínguez, focused on emerging documentary practices;

Lecture by Manolo Laguillo, an unavoidable figure in contemporary Spanish architectural photography;

Exhibition “ARXIU ICARIÀ 1987–1992 / Coreografia d’un territori en transformació”, by Martí Llorens;

Visit to the Oriol Bohigas Library curated by Neus Vilaplana.

The diversity of perspectives and geographies represented highlighted the international character of the meeting and the growing impact of Sophia Journal on the global academic debate on city, image, and architecture.

A conference that strengthens networks and broadens horizons

Over two days, researchers and creators reflected on how photography, film, and other visual practices can document, reveal, or transform the understanding of the built environment—emphasizing the ethical and ecological urgency of the theme Landscapes of Repair.

The close collaboration between ETSAB-UPC and Sophia Journal consolidated this 10th edition as a privileged platform for interdisciplinary dialogue, strengthening international research networks that integrate leading universities and cultural centers.

The conference reaffirmed, once again, Sophia Journal's mission: to critically consider the role of the image in the construction of knowledge about architecture, city, and territory, and to open space for visual practices that contribute to new ways of repairing, imagining, and inhabiting the contemporary world.