PALESTRA "SCOPIO NETWORK: FOTOGRAFIA, ARQUITECTURA E URBANISMO" no Instituto Português de Fotografia do Porto

 
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PALESTRA "SCOPIO NETWORK: FOTOGRAFIA, ARQUITECTURA E URBANISMO": Instituto Português de Fotografia do Porto

No passado dia 24 de Abril (4ªf), teve início pelas 18h, no Instituto Português de Fotografia do Porto uma palestra de Pedro Leão Neto. Fundador da SCOPIO Network, coordenador da revista scopio e do grupo de investigação CCRE na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto – onde também é docente de fotografia e CAAD – partilhou algumas ideias em torno da criação da SCOPIO Network e do projeto Visual Spaces of Changes, discorreu sobre a imagem fotográfica enquanto instrumento de mediação e indagação da arquitectura e do espaço público, abordando também a dimensão discursiva que o média fotográfico desenvolve quando é integrado no formato de livro.

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IPF: SCOPIO NETWORK: FOTOGRAFIA, ARQUITECTURA E URBANISMO

 

SCOPIO NETWORK: FOTOGRAFIA, ARQUITECTURA E URBANISMO
Pedro Leão Neto Dia 24 de Abril (4ªf) às 18h, no Instituto Português de Fotografia do Porto.

Dia 24 de Abril (4ªf), às 18h, Pedro Leão Neto, fundador da SCOPIO Network, coordenador da revista Scopio e do grupo de investigação CCRE na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, onde é docente de fotografia e CAAD, irá partilhar ideias em torno da criação da SCOPIO Network e do projeto Visual Spaces of Changes, os seus objectivos e práticas, discorrendo sobre a imagem fotográfica enquanto instrumento de mediação e indagação da arquitectura e do espaço público.

Mais informação

 

DPIc: INTERNATIONAL CONTEST OF DRAWING AND PHOTOGRAPHY

 
 

EN / PT

INTERNATIONAL CONTEST OF DRAWING AND PHOTOGRAPHY (DPIc) SPACE AND IDENTITY IN 14 U.PORTO UNIVERSITIES

Investigation Project VSC
U. Porto – CCRE-CEAU/FAUP
U.Minho – Centro ALGORITMI – Lab2PT

Deadline for submission of photography projects: 31 de Julho de 2019

AIM OF THE CONTEST
The International Contest of Drawing and Photography (DPIc) - Space and Identity in U.Porto Faculties: Visual Spaces of Change (VSC) is addressed to all of U.Porto students and researchers.

The main theme of the contest is the idea of Utopia and Visual Spaces of Change (VSC), focusing on the spaces and identity of the 14 Faculties of U. Porto. The competition is organized by the research group CCRE (FAUP) integrated in the R & D center of FAUP (CEAU) and AEFAUP, in partnership with the Student Associations of all the other Faculties of U. Porto, being promoters the consortium of the project of with the laboratory AAi2 Lab, counting on the institutional support of the Rectory of U. Porto and FAUP.

The coordination of the competition is the responsibility of the main CCRE-CEAU / FAUP responsible for the VSC project, in partnership with the ALGORITMI-Lab2PT / UMINHO Center for the VSC project.

 

DPIc: About

 
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ABOUT

DPic: Arquitetura, Arte e Imagem

A B O U T P A S T E N T R I E S C A L L S

EN / PT


DPic: Architecture, Art and Image
is a CRRE research group project which general objectives are, on one hand, to promote an understanding of the image and its use as a method and means of representation that allow new ways of understanding and interact with various spaces in the fields of Architecture, City and Territory. On the other hand, to highlight the advantages of image exploration as a means capable of crossing borders and shifting boundaries between different problematic and disciplinary areas of Architecture and Art, encouraging the formation of multidisciplinary teams. It is intended to encourage a critical and poetic view on the spaces and experiences that characterize them and give identity, revealing facets that were previously invisible or forgotten and also offer a prospective and utopian vision about these spaces.

The project began in 2016 with the first DPic contest: Architecture, Art and Image - Utopia 500, an international Drawing and Photography competition aimed at 1st, 2nd and 3rd Cycle students or young researchers belonging to any institution of higher education and / or research in Europe and in the World.

At this moment, we are in the second edition of the International Drawing and Photography Competition (DPIc) and the theme is - Space and Identity in U. Porto Colleges: Visual Spaces of Change (VSC), and it is addressed to everyone that belongs to U. Porto.

 

DPIc: About

 
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ABOUT

DPic: Arquitetura, Arte e Imagem

A B O U T P A S T E N T R I E S C A L L S

EN / PT


DPic: Arquitetura, Arte e Imagem
é um projecto com origem no grupo de investigação CCRE que tem como objectivos gerais, por um lado, promover uma compreensão da imagem e do seu uso enquanto método e meio de representação que permitem novas formas de se entender e interagir com diversos espaços nos campos da Arquitetura, Cidade e Território. e da Cidade. Por outro lado, evidenciar as vantagens da exploração da imagem enquanto meio capaz de atravessar fronteiras e deslocar limites entre diferentes problemáticas e áreas disciplinares da Arquitetura e da Arte, encorajando a formação de equipas multidisciplinares. Pretende-se incentivar uma visão crítica e poética sobre os espaços e vivências que as caracterizam e dão identidade, revelando facetas que antes estavam invisíveis ou esquecidas e também oferecer uma visão prospectiva e utópica sobre esses espaços.

O projecto teve o seu início em 2016 com o primeiro concurso DPic: Arquitetura, Arte e Imagem – Utopia 500,  um concurso internacional de Desenho e Fotografia dirigido a estudantes de 1.º, 2.º e 3.º Ciclos ou a jovens investigadores pertencentes a qualquer instituição de ensino superior e / ou investigação na Europa e no Mundo. 

Neste momento, estamos na segunda edição do concurso Internacional de Desenho e Fotografia (DPIc) cujo tema é - Espaço e Identidade nas Faculdades da U. Porto: Visual Spaces of Change (VSC), sendo dirigido a todos os estudantes e investigadores da U. Porto.

 

DPIc: CONCURSO INTERNACIONAL DE DESENHO E FOTOGRAFIA

 
 

EN / PT

CONCURSO INTERNACIONAL DE DESENHO E FOTOGRAFIA (DPIc) ESPAÇO E IDENTIDADE NAS 14 FACULDADES DA U. Porto

Concurso inserido no âmbito do projeto VISUAL SPACES OF CHANGE (VSC)

 Projeto de investigação VSC
U. Porto – CCRE-CEAU/FAUP
U.Minho – Centro ALGORITMI – Lab2PT

Prazo para submissão de projectos fotográficos: 31 de Julho de 2019

ÂMBITO DO CONCURSO
O Concurso Internacional de Desenho e Fotografia (DPIc) - Espaço e Identidade nas Faculdades da U. Porto: Visual Spaces of Change (VSC) é dirigido a todos os estudantes e investigadores da U. Porto.

O tema nuclear do concurso é a ideia de Utopia e de Espaços Visuais de Mudança (VSC), tendo como enfoque os espaços e identidade das 14 Faculdades da U. Porto. O concurso é organizado pelo grupo de investigação CCRE (FAUP) integrado no centro de I&D da FAUP (CEAU) e a AEFAUP, em parceria com as Associações de Estudantes de todas as outras Faculdades da U. Porto, sendo promotores o consórcio do projecto de investigação VSC, conjuntamente com o laboratório AAi2 Lab, contando com o apoio institucional da Reitoria da U. Porto e da FAUP.

A coordenação do concurso é da responsabilidade do CCRE-CEAU/FAUP principal responsável do projeto VSC, em parceria com o Centro ALGORITMI-Lab2PT/UMINHO pelo projecto VSC.

VISUAL SPACES OF CHANGE - VSC é a primeira etapa de um projeto de Arquitetura, Arte, Imagem e Inovação (AAI2) sobre dinâmicas emergentes de mudança na Área Metropolitana do Porto (AMP). Projetos de Fotografia Contemporânea (CPP) serão desenvolvidos e implementados em locais específicos, concebidos como "narrativas visuais" que interferem intencionalmente com o território metropolitano num exercício de representação autorreflexiva de seu próprio processo de mudança urbana. Esta rede de espaços públicos e coletivos constituirá um "Museu Aberto" na AMP, estimulando instituições artísticas e culturais a ampliar seu alcance e participação no espaço público (ver mais info no cap.VIII).

As ideias chave presentes neste concurso de Desenho e Fotografia (DPIc) sobre as 14 Faculdades da U. Porto são as de abrir a Universidade à Sociedade Civil, através dos diversos projectos submetidos, mostrando a riqueza multifacetada de actividades, vivências e arquitecturas que assistem às 14 Faculdades do Porto e dos seus diversos espaços de vivência e trabalho. 

Os candidatos, individualmente ou em equipa, deverão explorar de forma criativa o universo do Desenho e da Fotografia transmitindo, por um lado, um “outro olhar” sobre cada Faculdade e a forma como se relaciona com a Cidade, ou seja, uma visão crítica e poética sobre os espaços e vivências que as caracterizam e dão identidade, revelando facetas que antes estavam invisíveis ou esquecidas. Por outro lado, oferecer uma visão prospectiva e utópica sobre estes espaços de ensino o que significa um trabalho onde o desenho e a fotografia estão presentes e direcionam o desígnio do criador como instrumentos do pensamento e imaginação permitindo ampliar uma ideia de Arquitectura e de Cidade, bem como da apropriação e vivência dos seus espaços.


CAPÍTULO I – OBJETIVOS

Esta iniciativa tem como objetivo geral criar um novo espaço de comunicação e divulgação da relação da U. Porto e da sua comunidade com a Cidade e AMP, ligado ao projecto de investigação Espaços Visuais de Mudança (VSC) favorecendo a abertura da Universidade à sociedade através de diversos tipos de interação, socialização,  estudo e investigação, promovendo a troca interdisciplinar de conhecimento e de experiências entre diversas àreas de conhecimento e segmentos sociais.

O concurso define como objetivos específicos: 
- Contribuir para uma maior consciencialização das novas gerações, do potencial transformador da Arquitectura e sua relação com a Cidade tendo como base as 14 Faculdades da u. Porto e a partir do confronto de ideias relacionadas aos temas Utopia e  Espaços Visuais de Mudança (VSC), tornando estes conceitos operativos também para o universo das artes. 
- Sensibilizar os jovens que estudam ou desenvolvem investigação nas áreas disciplinares da Arquitetura, das Belas Artes e da Imagem para o impacto que os seus trabalhos possam vir a ter para uma transformação inovadora e harmoniosa dos espaços de ensino que frequentam e a sociedade. 
- Sensibilizar os alunos e cidadãos para a necessidade de se pensar em alternativas para os espaços de ensino que utilizam no dia a dia construídos / por construir. 
- Promover uma compreensão da imagem e do seu uso enquanto método e meio de representação que permitem novas formas de se entender e interagir com diversos espaços nos campos da Arquitetura e da Cidade. 
- Evidenciar as vantagens da exploração da imagem enquanto meio capaz de atravessar fronteiras e deslocar limites entre diferentes problemáticas e áreas disciplinares da Arquitetura e da Arte, tendo como território de projecto e exploração as 14 Faculdades da U. Porto.

CAPÍTULO II – TEMA, MEIOS DE REPRESENTAÇÃO E PARTICIPANTES

O tema do concurso define-se em torno das ideias de Utopia e Espaços Visuais de Mudança (VSC). O desafio consiste na apresentação de uma narrativa visual composta por desenho e fotografia organizada por duas séries de imagens. A primeira série, constituída por 10 imagens organizadas em suporte em formato A4, que representa uma das Faculdades da U. Porto e os seus espaços tal como se encontram atualmente. Uma segunda série, também constituída por 10 imagens em formato A4, que representam uma nova visão de mudança, ou seja, prospectiva e utópica desses mesmos espaços da Faculdade e sua apropriação. 

A participação de candidaturas individuais, mas encoraja-se a formação de equipas multidisciplinares - estas poderão ser compostas por indivíduos com diferentes perfis académicos sendo, contudo obrigatório que pelo menos um dos elementos esteja ligado ao universo da Arquitetura, das Artes Plásticas e da Imagem, esteja inscrito no ensino superior ou faça parte de um centro de investigação. Nenhum dos elementos deverá ter mais de 35 anos. Não será possível a apresentação de mais do que um trabalho a concurso por cada elemento (individualmente ou em grupo).

Esta iniciativa é especialmente dirigida a diversos grupos de alunos da U. Porto e seus polos universitários representando assim as diversas Unidades Orgânicas. O concurso é aberto a todos os alunos nacionais e estrangeiros da U. Porto, envolvendo as Associações de Estudantes de todas as Unidades Orgânicas para a constituição de equipas interdisciplinares, tendo como parceiros institucionais as Associações de Estudantes da U. Porto e a Reitoria da U. Porto, que serão espaços de recepção de trabalhos, debate de ideias e comunicação, a par com diversas Estações de Metro do Porto destes trabalhos integrados do projecto VSC que constituem também um símbolo da importância que os estudantes e docentes possuem como principais utilizadores dos espaços de Ensino e Aprendizagem das 14 Faculdades da U. Porto.


CAPÍTULO III - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

É obrigatória a existência de pelo menos um dos dois modos de representação – Desenho e/ou Fotografia -, não existindo nenhuma limitação relativamente às formas de manipulação e combinação destes dois modos, sendo permitida a colagem e a fotomontagem. Pretende-se que as narrativas visuais do concurso sejam críticas e poéticas do presente e prospectivas e utópicas dirigidas para o futuro, no sentido de propor novos espaços de mudança e apropriação para esses espaços de ensino.

É assim objectivo do concurso que as narrativas visuais comuniquem um percurso real ou idealizado capaz de despertar uma nova consciência sobre os espaços de ensino das 14 Faculdades da U. Porto, estimulando as pessoas a querer visitar e conhecer a U. Porto e experienciar esses espaços a partir de novas perspectivas.

As equipas ou autor deverão adoptar uma estratégia de comunicação e representação através de uma narrativa visual que poderá ser exibida em diversos suportes de exposição e também possível de ser impressa em formato de livro / caderno viagem (booklet) e onde a fotografia de arquitectura, o desenho e o texto estão presentes de forma significativa.

Os trabalhos deverão constituir uma oportunidade para redescobrir novos significados e realidades discretas, esquecidas ou invisíveis, e integrá-las sob a forma de narrativa visual. A ideia de percurso deverá ser especialmente explorada nestas narrativas visuais, pensadas como pontos de partida para a compreensão e percepção dos espaços de ensino da cada Faculdade da U. Porto, para a apropriação estética desses espaços e como uma forma de conhecimento do real em confronto com visões prospéticas e utópicas desses espaços - percursos traçados com o intuito de documentar e registar arquitecturas, vivências e lugares como um real em permanente mudança – de modo a oferecer uma leitura dos espaço de ensino das Faculdades da U. Porto, e da sua relação com a Cidade através da experiência espacial, através do ato de percorrer.
Os percursos serão representados através de fotografia e desenho devendo ter em conta para a sua estruturação e idealização  os seguintes princípios e componentes:
- Aproximação aos objetos de representação e exploração da envolvente
- Entrada nos espaços e ambientes 
- Espaços interiores, atmosferas e arquitecturas
- Saída 


CAPÍTULO IV - SUBMISSÃO DE CANDIDATURAS, JÚRI E SELEÇÃO

Os trabalhos deverão ser submetidos por e-mail para o endereço (...), sendo enviados, para além do formulário de inscrição devidamente preenchido, dois arquivos separados em formato JPEG ou TIFF, com um máximo de 10 MB, correspondentes às 1.ª e 2.ª séries descritas no Capítulo II deste Regulamento. Os Arquivos deverão ser identificados através do nome abreviado do projeto seguido dos números 1 e 2, respetivamente. As imagens não deverão ostentar quaisquer assinaturas ou marcas de água. As imagens que incluam fotografias apresentadas a concurso deverão permitir qualidade de impressão, sob pena de não serem selecionadas para o catálogo a ser publicado pela scopio Editions.

O júri será composto por curadores, arquitetos, artistas e apreciadores das Artes  oportunamente anunciados, que analisarão e selecionarão os trabalhos mais inovadores neste concurso internacional. O júri selecionará num primeiro momento 20 trabalhos, e os autores desses trabalhos serão convidados a enviar os originais para que sejam expostos em diversos espaços públicos, interiores e exteriores, em diversas Estações de Metro do Porto, bem como de Galerias da U. Porto e suas 14 Faculdades. Os visitantes das exposições serão convidados a votar na obra que considerarem mais interessante através da plataforma online VSC. Dessa votação resultará a ordenação das obras de 1 a 20 pontos. A votação valerá 40% da pontuação total de cada obra. O júri voltará a reunir, no final da exposição, ordenando os trabalhos de 0 a 20. Essa pontuação fará média ponderada (60%) com a votação dos visitantes das exposições. Não haverá lugar a apelo do vencedor nomeado pelo júri. Os membros das instituições promotoras ou parceiras do concurso não poderão submeter trabalhos.


CAPÍTULO V - PRÉMIOS

Os trabalhos selecionados estarão em exposição durante o período da edição de 2019 a 2010 do projeto Visual Spaces of Change (VSC). Os 20 trabalhos selecionados constarão do catálogo a ser publicado pela scopio Editions. Todos os autores dos trabalhos selecionados receberão um certificado. Da votação será apurado um vencedor e, eventualmente, uma ou duas Menções Honrosas, a quem será atribuído um documento certificando a seleção do júri. Estes trabalhos serão destacados nos sites dos projetos VSC e scopio Network, bem como nas plataformas do Sigarra da U. Porto e das 14 unidades orgânicas da UP. O vencedor do concurso receberá 3 (três) exemplares do catálogo da scopio; serão dados 2 (dois) exemplares aos autores das Menções Honrosas. A organização do concurso procurará ativamente prémios juntos dos patrocinadores desta iniciativa que possam ser atribuídos ao vencedor e aos autores distinguidos com Menções Honrosas.


CAPÍTULO VI - DISPOSIÇÕES GERAIS

Só serão considerados os trabalhos que obedeçam ao presente Regulamento. Todos as outras candidaturas serão desclassificadas. Apenas os projetos de desenho e fotografia que cumpram critérios mínimos de qualidade e respeitem o tema proposto serão admitidos a concurso. A Organização do Concurso não se responsabiliza por eventuais cópias digitais das fotografias submetidas. Qualquer situação omissa será resolvida através de deliberação do júri do Concurso. A Organização do Concurso reserva-se o direito de publicar os trabalhos apresentados a concurso, de acordo com a lei portuguesa 2/99 de 13 de janeiro. A Organização do Concurso ficará com os copyrights dos projetos apresentados. Os originais não serão devolvidos aos autores, excetp sob pedido expresso dos mesmos e mediante o pagamento dos portes de correio.


CAPÍTULO VII - COMISSÃO ORGANIZADORA E TÉCNICA

Comissão Organizadora: Grupo de investigação CCRE (FAUP) integrado no centro de I&D da FAUP (CEAU), projecto de investigação VSC, conjuntamente com o AAI2 Lab e a AEFAUP.
Parcerias: Associações de Estudantes de todas as outras Faculdades da U. Porto com o apoio institucional da Reitoria da U. Porto, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.
Contactos: CCRE / CEAU / FAUP - Universidade do Porto Via Panorâmica s/n 4150-564 Porto
dpic.vsc@arq.up.pt


CAPÍTULO VIII – VISUAL SPACES OF CHANGE

Visual Spaces of Change (VSC) é a primeira etapa de um projeto de Arquitetura, Arte, Imagem e Inovação (AAI2) com uma componente significativa da Fotografia Contemporânea, combinada com pesquisa complementar em Sintaxe Espacial e Tecnologias da Informação. Com base em pesquisas anteriores do Centro de Comunicação e Representação Espacial (CCRE/CEAU), este projeto irá investigar as condições para a criação de uma rede de espaços públicos e coletivos capazes de catalisar dinâmicas emergentes de mudança na Área Metropolitana do Porto (AMP). O território em estudo é utilizado simultaneamente como laboratório para experimentação empírica e palco de representação visual dos agentes e processos de mudança urbana que se pretendem analisar. Este projeto produzirá sínteses visuais dessas dinâmicas para dar visibilidade a aspectos específicos da sua natureza interconectada e singularidade histórica que são difíceis de perceber sem o uso propositivo da imagem e da fotografia. Este projeto abre novos caminhos de investigação ao propor uma combinação original de métodos de investigação visual e análise espacial a partir da identificação de um conjunto de espaços e percursos estratégicos na cidade, conectados por pontos de conexão identificados na rede urbana. Estes pontos são calculados através de métricas sintáticas que permitem otimizar a interação entre espaços públicos e coletivos. Projetos de Fotografia Contemporânea (CPP) serão desenvolvidos e implementados em locais específicos, concebidos como "narrativas visuais" que interferem intencionalmente com o território metropolitano num exercício de representação auto-reflexiva de seu próprio processo de mudança urbana.

Esta rede de espaços públicos e coletivos constituirá um "Museu Aberto" na AMP, permitindo a realização de ações curatoriais experimentais, estimulando instituições artísticas e culturais a ampliar seu alcance a uma maior audiência pública. Ao articular recursos materiais e imateriais que, juntos, dão mais visibilidade às dinâmicas de mudança urbana em curso, este projeto visa alterar as percepções do público sobre a transformação do espaço público e transformar coletivamente os imaginários da cidade à escala metropolitana. A estratégia para promover essa articulação baseia-se na identificação de propriedades físicas de integração, conectividade e sinergia entre espaços públicos e coletivos, potenciadas pelo desenvolvimento de ferramentas on-line de interação virtual processada em múltiplas escalas. Para este efeito, uma plataforma digital será desenvolvida para inserir dados visuais num sistema georreferenciado com várias camadas temporais em 4D (espaço e tempo), permitindo a acessibilidade, difusão, monitoramento e compartilhamento de informações visuais. Esta plataforma permitirá também as condições para um diálogo ativo entre investigadores, instituições e o público, contribuindo para a identificação de oportunidades de co-evolução entre cidadãos, instituições e o ambiente urbano.

 

WORK / WAYS OF LIFE

 
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WORK / WAYS OF LIFE

 

WORK / WAYS OF LIFE

EN / PT

The gallery Work / Ways of Life gathers an array of contemporary photography projects (CPP) that explore and problematize the subject of work and ways of life characteristic of several populations of Porto’s Metropolitan Area in the contemporaneity. These CPP should, on the one hand, be attentive to the relationship between the spaces of architecture, the city, the territory and its experiences — i.e., communicate how these spaces are appropriated by people, reflecting the values and ways of life of contemporary society. On the other hand, the CPP’s should be informed by several references and artistic strategies, being able to set themselves apart from the readings and/or imagery of the traditional documentary universe. 

Globalised contemporary societies present a set of characteristics that condition the ways of life and work of diverse populations. There are countless issues that strike several regions of the world, whether were on the most far away territories or the most isolated ones from market economies, on said emerging countries or on regions with a highly developed market economy.

We know that globalization is at the root of countless transformations in the dynamic of cities — a lot of them disruptive — and there is still a lively debate that questions the benefits and inconvenient consequences of this international process. On the one hand, there are those who try to engage in a debate that goes beyond the theoretical constraints of the realist / neorealist versus liberal / neoliberal theories or defend other visions about globalization and international relations between countries (i.e. constructivist, Marxist, post-modern and others more). On the other hand, there are those that in-between these different visons and theories try to understand the changes resulting from globalization in the world by introducing new logics that integrate inter-disciplinarily strategies in their analysis and ideas such as, for example, Ulrich Beck in its book The Metamorphosis of the World (2016) in which he explains how climate changes are transforming society, also approaching humanity’s existing potential of emancipation through catastrophe and metamorphosis inducted by climate change.

Posing some disruptive questions that might be interesting to explore in this gallery, we call attention to what Zygmunt Bauman defends on his book Liquid Modernity (2000) that we’re living in an age of “fluid” modernity, marked by the “disengagement, elusiveness, facile escape and hopeless chase”, in which the most “elusive, those free to move without notice, who rule”. Bauman also states that it was in this era that power became “exterritorial”, it ceased to be confined by the “resistance of space” and is now free to circulate instantaneously, assuming different shapes (emails, phone calls, etc.). 

In the work plane, Bauman highlights the “uncertainty” of the current conjuncture and states that “flexibility” is the slogan of the current labor market, foretelling the end of the “job as we know it”, with the rise of work based on short-term contracts, rolling contracts or simply on the absence of contracts.

Yuval Noah Harari is another significant example because he is an author that tries to contextualise, in a global and alternative way, contemporary society problems thus giving a new insight into our present era. Integrating diverse knowledge-science, technology, art, politics, religion, and more-and leading us to self-reflection without falling into dogmas, Yuval makes a considerable synthesis effort by pointing to issues that are central to a world that is ever more filled with unstructured and often irrelevant information. The author, in his last book "21 Lessons for the 21st Century", tells us, among other things, that globalization is a global process that is influencing with an intensity and a scale never seen in several societies, leading to significant changes in the personal and moral conduct of many of us. Yuval draws attention to a very serious phenomenon in the present that is to live in a certain confusion because not only certain old social and political narratives have failed, as were fascism and communism, but also because liberalism in societies democratic politics, human rights and free-market capitalism now seem to be becoming discredited without credible alternatives to replace it. All that is happening, the author tells us, is all the more serious because it occurs at the very moment when an unprecedented revolution in information technology and biotechnology confronts humanity with challenges that may endanger its freedom. This is because the merger of these two areas can mean the loss of the work of millions of people, as well as the short circuit or decrease in the freedom and equity of opportunities that still exist at this time.

Another author we can refer is Ash Amin, that also discusses the changes in the contemporary labor market of the western world in the book Post-Fordism: A Reader (Studies in Urban and Social Change) (1994). In it, Amin highlights that “the centrality of large industrial complexes, blue-collar work, full employment, centralized bureaucracies of management, mass markets for cheap standardized goods, the welfare state, mass political parties and the centrality of the national state as a unit of organization” are under threat, contributing to the sense that an “old way of doing things might be disappearing or becoming reorganized”.

At last, we can also refer the authors whose answer towards globalization culminates in an effort to oppose it in its most disruptive aspects, contributing to an idea of greater sustainability and balance to contemporary society. Authors that often propose alternative and sustainable ways of living, or communities that model themselves after paradigms and utopian ideas that explore in theory and in practice new interactions e relationships between nature and human being, as well as a life based on other social, political and economical values. Examples of these authors, movemntes or alternative communities are, besides others, organisations as, for example, WWOOF - World Wide Opportunities on Organic Farms – and their many organic farms located all around the world and also in Portugal.

All these changes in the contemporary social dynamics are also at the root of the constant transformation of societies and territories. And part of those transformations affected and continues to affect diverse labor activities, as well as the way of life of those who practice them. 

In this subject, called Work / Ways of Life, we seek to understand Porto’s Metropolitan Area contemporary labor market:

- Which are the emerging professions and which are the one on the brink of extinction? - Which are the sectors of activity with the highest and smallest employability rate? 
- Which new dynamics were created and which were lost? 
- In what way diverse spaces and architectures reflect different ways of living and working? 

Starting from the universe of contemporary documentary and artistic photography, it is through contemporary photography projects (CPP) that take advantage of this media as a vehicle of communication and as an instrument of investigation (where the imaginary and the fictional can and should be present in a significant way) that we intend to provide an answer to these interrogation, in addition to explore underlining questions of a cultural, social, economical and political nature of Porto’s Metropolitan Area labor market.  

 

TRABALHO / MODOS DE VIDA

 
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TRABALHO / MODOS DE VIDA

 

TRABALHO / MODOS DE VIDA


EN / PT

A galeria Trabalho / Modos de Vida reúne um conjunto de projectos de fotografia contemporânea (CPP) que exploram e problematizam a temática do trabalho e modos de vida característicos de diversas populações da AMP na contemporaneidade. Estes CPP devem, por um lado, estar atentos à relação entre os espaços de arquitectura, a cidade, o território e as suas vivências — ou seja, comunicar como estes espaços são apropriados pelas pessoas, reflectindo os valores e modos de vida da sociedade contemporânea. Por outro lado, os CPP devem ser informados por diversas referências e estratégias artísticas, sendo capazes de se destacar das leituras e/ou imagéticas do universo documental tradicional.

As sociedades contemporâneas globalizadas apresentam um conjunto de características que condicionam os modos de vida e de trabalho das mais diversas populações. Há inúmeros problemas que atingem muitas regiões do mundo. Quer estejamos em territórios mais afastados ou isolados das economias de mercado, em países ditos emergentes ou em regiões com uma economia de mercado altamente desenvolvida.

Sabemos que a globalização está na raiz de inúmeras transformações na dinâmica das cidades, muitas delas disruptivas e há ainda um aceso debate que questiona os benefícios e /ou inconvenientes deste processo internacional, havendo também quem tente, por um lado, encetar um debate que vá para além do espartilho teórico das teorias realistas / neo-realistas versus liberais / neo-liberais e / ou defenda outras visões sobre a globalização e as relações entre estado a nível internacional (i.e. teorias construtivistas, marxistas, pós-modernas, ecológicas e muitos outras mais). Há quem entre estas várias teorias ou movimento, tente perceber as mudanças no mundo em resultado da globalização introduzindo novas lógicas integrando uma componente interdisciplinar nessa análise da contemporaneidade como foi feito, por exemplo, por Ulrick Beck no seu livro “A metamorfose do mundo” (2016) onde explica como as alterações climáticas estão a transformar a sociedade e refere o potencial de emancipação existente para a humanidade a partir da catástrofe e da metamorfoses colocados pela mudança climática. 

Referindo algumas questões disruptivas que podem interessar explorar nesta galeria, chamamos a atenção para o que Zygmunt Bauman defende no seu livro Liquid Modernity (2000) que é o facto de vivermos numa era de modernidade “fluída”, pautada pelo “desengajamento, elusividade, fuga fácil e perseguição desesperançada”.  Bauman afirma ainda ter sido nesta era que o poder se tornou “exterritorial”, ao deixar de estar confinado pela “resistência do espaço” e é agora livre de circular de forma instantânea, assumindo diversas formas (emails, telefonemas, etc.). No plano do trabalho, Bauman destaca também a “incerteza” da conjuntura actual e afirma que a “flexibilidade” é o slogan do mercado, augurando o fim do “trabalho tal como nós o conhecemos”, com o crescimento cada vez maior dos contratos de curta-duração, contratos com termo incerto ou simplesmente da ausência de contratos. 

Yuval Noah Harari é um outro exemplo significativo que interessa mencionar porque é um autor que tenta contextualizar de forma global e alternativa os problemas das sociedades contemporâneas, dando assim uma nova percepção da nossa era actual. Integrando diversos saberes – ciência, tecnologia, arte, política, religião e outras mais -, e levando-nos à auto-reflexão sem cair em dogmas, Yuval faz um esforço de síntese considerável apontando questões que são centrais num mundo cada vez mais repleto de informação não estruturada e muitas vezes irrelevante. O autor, no seu último livro “21 Lições para o Século XXI” diz-nos, entre outras coisas, que a globalização é um processo mundial que está a influenciar com uma intensidade e uma escala nunca vista diversas sociedades, levando a alterações significativas da conduta pessoal e moral de muitos de nós. Yuval chama a atenção para um fenómeno muito grave no presente que é o de vivermos numa certa confusão em virtude de, não só certas antigas narrativas sociais e políticas terem falido, como eram o fascismo e o comunismo, como também pelo facto do liberalismo nas sociedades das políticas democráticas, dos direitos humanos e do capitalismo de mercado livre parecerem agora estar a ficar descredibilizados, sem existirem alternativas credíveis para o substituir. Tudo isto que está a acontecer, diz-nos o autor, é ainda mais grave porque ocorre no preciso momento em que uma revolução sem precedentes das tecnologias da informação e da biotecnologia confronta a humanidade com desafios que podem colocar em perigo a sua liberdade. Isto porque a fusão destas duas áreas pode significar a perda do trabalho de milhões de pessoas, bem como o curto-circuito ou diminuição da liberdade e equidade de oportunidades que ainda existem neste momento.

Outro autor que podemos referir é Ash Amin que discute as mudanças no mercado de trabalho contemporâneo do mundo ocidental no livro Post-Fordism: A Reader (Studies in Urban and Social Change) (1994). Nele, Amin refere que “a centralidade dos grandes complexos industriais, o trabalho de colarinho azul, o emprego a tempo inteiro, burocracias centralizadas de gestão, mercados de massa para bens estandardizados de baixo custo, o estado de bem-estar social, partidos políticos de massas e a centralidade do estado nacional enquanto unidade de organização” estão sob ameaça, o que contribui para o sentimento de que um “velho método de fazer as coisas pode estar a desaparecer ou a tornar-se reorganizado”. 

Por fim, também podemos referir os autores que tentam dar uma resposta a esta globalização capaz de a contrariar nos seus aspectos mais disruptivos, contribuindo para uma ideia de maior sustentabilidade e equilíbrio para a sociedade contemporânea. Autores que muitas vezes propõe modos de vida alternativos e sustentáveis ou comunidades que têm como guia paradigmas e ideais utópicas que exploram em teoria e na prática novas interações e relações entre a natureza e o humano, bem como uma vida assente noutros valores sociais, políticos e económicos. Exemplos destes autores, movimentos e / ou comunidades alternativas são, entre outras, por exemplo a organização WWOOF - World Wide Opportunities on Organic Farms - e suas inúmeras quintas orgânicas espalhas pelo mundo fora e também em Portugal.

Todas estas alterações nas dinâmicas sociais contemporâneas estão também na raiz da constante transformação das sociedades e dos territórios. E parte dessas transformações afectaram e continuam a afectar diversas actividades do trabalho, assim como o modo de vida de quem as pratica. 
Nesta temática, intitulada Trabalho / Modos de Vida, procuramos compreender o mercado do trabalho contemporâneo da AMP: 

- Quais são as profissões emergentes e quais são as que se encontram em risco de extinção? 
- Quais os sectores de actividade com maior e menor taxa de empregabilidade? 
- Quais são as novas dinâmicas que se criaram e quais são as que se perderam? 
- De que forma é que diversos espaços e arquitecturas reflectem diferentes modos de viver e de trabalhar?

Será a partir do universo da fotografia documental e artística, através de projectos de fotografia contemporânea (CPP) que tirem partido deste media enquanto veículo de comunicação e instrumento de investigação (onde o imaginário e ficcional podem e devem estar presentes de forma significativa) que tencionamos dar resposta a estas interrogações, além de explorar as questões de ordem cultural, social, económicas e políticas, subjacentes ao mercado do trabalho da AMP.

 

VISUAL SPACES OF CHAGE IN AMP: THE INTENTIONAL MANIPULATION OF IMAGE

 
 
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VISUAL SPACES OF CHAGE IN AMP: THE INTENTIONAL MANIPULATION OF IMAGE

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Os Projectos de Fotografia Contemporâneos (CPP) que integram esta galeria - imagens construídas e manipuladas intencionalmente - devem funcionar como narrativas visuais que sugerem uma nova leitura ou criam novos cenários idealizados de espaços arquitetônicos e púbicos já existentes. 

Assim, estes trabalhos têm como referência autores que manipulam a imagem propositadamente, abandonando o compromisso de expressar literalmente a realidade percepcionada pelo olhar. Por um lado, estes podem ser autores que deliberadamente criam os seus projetos fotográficos (CPP) a partir de uma estratégia ou de um evento orquestrado com o objetivo de criar uma imagem ou série fotográfica. Alguns exemplos desses trabalhos são Erwin Wurm’s Outdoor Sculpture (1999), George Rousse’s Mairet (2000), Philip-Lorca diCorcia’s Head (2000) ou Jeff Wall's Passerby (1996).

Por outro lado, poderão ser autores que refletem as possibilidades atuais de criação de imagens com ferramentas digitais, que ampliam e potencializam significativamente a prática da fotografia, devendo estes CPP devem ser focados em cenários imaginários da atual Arquitetura e Espaços Públicos na AMP.
Indo além das tradicionais abordagens objetivas, explorando o universo ficcional e criando cenários alternativos ou leituras críticas dos espaços existentes, o objectivo é o de ir contra o consumo saturado de imagens de arquitectura nos mass media que é acrítico. Alguns exemplos dessas obras são os trabalhos de Idris Khan, Olivo Barbieri, Filip Dujardin, Beate Gütschow, Emilio Pemjean ou Isabel Brison.

Photograph by João Pedro Silva

 

VISUAL SPACES OF CHAGE IN AMP: THE INTENTIONAL MANIPULATION OF IMAGE

 
 
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VISUAL SPACES OF CHAGE IN AMP: THE INTENTIONAL MANIPULATION OF IMAGE

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The Contemporary Photography Projects (CPP) should be visually narrating through constructed and manipulated images that suggest a new reading of, or create new idealized scenarios of existing architectural and public spaces or orchestrated events. 

Thus, these works should have as reference authors who manipulate the image on purpose, abandoning the commitment to the literal recording of reality as perceived by the eye. On the one hand, these can be authors who deliberately create their photographic projects (CPP) from a strategy or an event orchestrated for the sole purpose of creating an image or photographic series. Some examples of these works are Erwin Wurm’s Outdoor Sculpture (1999), George Rousse’s Mairet (2000), Philip-Lorca diCorcia’s Head (2000) or Jeff Wall’s Passerby (1996).

On the other hand, authors reflecting todays possibilities of image creation with digital tools, which expand and potentiate significantly the practice of photography, these CPP should be focused on imaginary scenarios of present Architecture and Public Spaces in AMP. Going beyond the traditional objective approaches, exploring the fictional universe and creating alternative scenarios or critical readings of existing spaces, we want to go against the uncritical saturated media consumption of architectural images. Some examples of these works are the works of Idris Khan, Olivo Barbieri, Filip Dujardin, Beate Gütschow, Emilio Pemjean or Isabel Brison.

Photograph by João Pedro Silva

 

2º Ciclo de debates AAI2Lab - Entrevista a Pedro Leão Neto

 
 
 
 

ENTREVISTA A PEDRO LEÃO NETO

O 2º Ciclo de debates Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação (AAI2), organizado pelo CCRE / CEAU / FAUP e pelo AAi2 Lab, realizou-se em Dezembro de 2018 no U.Porto Media Innovation Labs, e teve como foco a apresentação do projeto Visual Spaces of Changes (VSC).

Pedro Leão Neto, coordenador do grupo de investigação CCRE , do grupo de investigação de Fotografia SCOPIO e Professor de CFM e CAAD na FAUP, fala um pouco sobre o projeto Visual Spaces of Change (VSC).

 

2ND EDITION OF THE AAI DEBATES AT MIL-UP

 
 

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2ND EDITION OF THE AAI DEBATES AT MIL-UP

On the past 12th of December the second series of the AAI debates - Architecture, Art and Image took place at the Media Inovation Laboratories of the University of Porto (MIL-UP), in which scopio Editions was part of the organization together with the research group CCRE - CEAU from the Faculty of Architecture of the University of Porto (FAUP), MIL-UP and the Laboratory of Architecture, Art, Image and Inovation (AAi2Lab).The second edition of AAI was dedicated to the project Visual Spaces of Change. After the presentation of the project by Pedro Leão Neto, two roundtables have been held along the day.

The theme of the morning's round table was "Image and Transformation of Public Space: the use of Photograph as an Instrument to Research and Question the City" - in this debate opened to a full audience, several research papers were presented in the scope of documentary photography and (FBAUP), followed by interventions by Manuela Matos Monteiro (SPACE MIRA), José Miguel Rodrigues (FAUP), Pedro Bandeira (Faculty of Architecture U.Minho), Luís Gonzaga (Center ALGORITMI U.Minho) and Pedro Moura (Metro do Porto).

In the afternoon, the second roundtable was presented with the theme "Visual Research Methods and Transdisciplinary Approaches for the Construction of Bridges Between Architecture, Art And Image." This table was attended by and presented by architects, photographers, academics, curators and artists such as Daniel Moreira and Rita Castro Neves, Andreia Garcia (Architect and Curator), Isa Clara Neves (Investigadora de Pós Doutoramento / Ces), Susana Lourenço Marques and José Carneiro (FBAUP), Francisco Adão da Fonseca and Pedro Jervel (SKREI), Lara Jacinto (Photographer), David Viana (CM Porto) and Manuela Pinto (MIL / New Media for Heritage Lab).

The VSC presentation and subsequent debates, besides other things, allowed to explore diverse ways of how contemporary photography can be explored as a meaningful instrument of research about contemporary processes of urban change, producing visual synthesis about how architectures, places and spaces are used and lived, rendering visible aspects which are difficult to perceive without the purposeful use of image and photography.The wide range of institutions, organizations, groups, researchers and authors with an interest in architecture, cultural and artistic production, from inside and outside the academia world, that participated in this second edition of AAI debates confirmed the relevance of this initiative for opening academia to society, fostering greater social interaction among researchers, artists and curators beyond their traditionally circumscribed spaces of action, expanding their capacity to participate in the public domain, which is a common objective of the AAI debates, the MIL-UP Laboratories and the project Visual Spaces of Change.

 

2ª EDIÇÃO DOS DEBATES AAI NO MIL-UP

 
 

EN / PT

2ª EDIÇÃO DOS DEBATES AAI NO MIL-UP

No passado dia 12 de Dezembro realizou-se a segunda série de debates AAI - Arquitectura, Arte e Imagem nos Laboratórios de Inovação Media da Universidade do Porto (MIL-UP), na qual a scopio Editions fazia parte da organização, juntamente com o grupo de investigação CCRE - CEAU da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), os MIL-UP e o Laboratório de Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação (AAi2Lab). A segunda edição da AAI foi dedicada ao projeto Visual Spaces of Change - após a apresentação do projeto, seguiram-se duas mesas redondas ao longo do dia. 

O tema da mesa redonda da manhã foi "Imagem e Transformação do Espaço Público: o Uso da Fotografia como Instrumento de Investigação e Questionamento da Cidade" – neste debate aberto a uma plateia cheia, foram apresentados diversos trabalhos de investigação no âmbito da fotografia documental e artística por Miguel Leal (FBAUP) e Gabriela Vaz-Pinheiro (FBAUP), seguido de intervenções de Manuela Matos Monteiro (ESPAÇO MIRA), José Miguel Rodrigues (FAUP), Pedro Bandeira (Faculdade de Arquitectura U.Minho), Luís Gonzaga (Centro ALGORITMI U.Minho) e Pedro Moura (Metro do Porto).

Da parte da tarde, a segunda mesa redonda teve como tema "Métodos de Investigação Visual e Abordagens Transdisciplinares para a Construção de Pontes entre Arquitectura, Arte E Imagem”. Esta mesa contou com a participação e apresentação de trabalhos de arquitectos, fotógrafos, académicos, curadores e artistas como a dupla Daniel Moreira e Rita Castro Neves, Andreia Garcia (Arquitecta e Curadora), Isa Clara Neves (Investigadora de Pós Doutoramento / Ces), Susana Lourenço Marques e José Carneiro (FBAUP), Francisco Adão da Fonseca e Pedro Jervel (SKREI), Lara Jacinto (Fotógrafa), David Viana (CM Porto) e Manuela Pinto (MIL /New Media for Heritage Lab).

A apresentação do VSC e os debates promovidos pelas mesas redondas permitiram discutir diversas formas de explorar a fotografia contemporânea enquanto instrumento significativo de investigação, registo e prospeção de processos contemporâneos de mudança urbana, através da produção de narrativas visuais sobre como arquiteturas, lugares e espaços são utilizados e vividos, tornando visíveis aspectos que são difíceis de perceber sem o uso intencional da imagem e da fotografia. 

O amplo espectro de instituições, organizações, grupos, investigadores e autores com interesses diversificados em arquitetura, fotografia, produção cultural e artística, que participaram desta segunda edição dos debates da AAI confirmaram a relevância desta iniciativa no movimento de abertura da academia à sociedade, fomentando maior interação social entre académicos, artistas, curadores e representantes de diversas instituições públicas para além de seus espaços de atuação tradicionais, ampliando sua capacidade de participação no domínio público, sendo este um objectivo comum dos debates AAI, dos MIL-UP e do projeto Visual Spaces of Change.

 

2º Ciclo de debates AAI - Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação

 
 
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DEBATES

AAi2 Lab

2º Ciclo de debates AAI - Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação

1º Conferência / mesa redonda -  Visual Spaces of Change: A fotografia como instrumento de reflexão sobre a transformação do espaço público.

12 de Dezembro | 9:30 - 18:00 | MIL

PROGRAMA

9:15 Receção e café
9:30 Apresentação do projeto “Visual Spaces of Change"
10:30 Coffee break
11:00 Mesa redonda 1: "Imagem e transformação do espaço público: o uso da fotografia e abordagens multidisciplinares artísticas como instrumentos de investigação, mapeamento e questionamento do espaço público e sua arquitectura"
12:30 Almoço convívio
14:30 Mesa redonda 2: “Métodos de investigação visual e abordagens multidisciplinares para a construção de pontes entre Arquitetura, Arte e Imagem"
15:45 Debate aberto aos laboratórios MIL e alunos de suas unidades orgânicas: “Espaços visuais de mudança: desafios de investigação e oportunidades para a inovação"
18:00 Encerramento e lanche



Visual Spaces of Change: a fotografia como instrumento de reflexão sobre a transformação do espaço público

Com o apoio institucional da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), os Laboratórios de Inovação em Media da Universidade do Porto MIL-UP, e a scopio Editions, será realizado o  2º Ciclo de debates AAI – Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação, sob o tema “Visual Spaces of Change: a fotografia como instrumento de reflexão sobre a transformação do espaço público” é organizado pelo Centro de Comunicação e Representação Espacial (CCRE / CEAU / FAUP) e o Laboratório de Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação (AAi2 Lab), no âmbito do projecto VSC em parceria com os MIL-UP.Este ciclo de debates está inserido no projeto de investigação “Visual Spaces of Change”, AAC n.º 02/SAICT/2017 (refª POCI-01-0145 - FEDER - 030605), cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, I. P.).

A série de conferências AAI pretende constituir um espaço de Debate e Reflexão sobre Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação. O objectivo específico desta segunda série é o de criar um espaço de exploração, debate e reflexão de ideias em volta de novos caminhos de investigação sobre o espaço público, com um enfoque em dinâmicas emergentes de transformação urbana. Isto implica, entre outras coisas, o desenvolvimento de uma abordagem multidisciplinar capaz de combinar diversos métodos de representação visual - com especial incidência na fotografia documental e artística em suportes analógicos e digitais - com outros instrumentos de investigação qualitativa e quantitativa aplicados à análise de redes urbanas.

A estrutura deste evento, que terá a duração de um dia inclui diversas apresentações em volta de duas mesas redondas de discussão sobre as temáticas de interesse do projecto VSC. Será material de apresentação ou base de discussão qualquer estudo e / ou projectos dos investigadores que estes considerem de interesse para o projecto VSC. Os moderadores das mesas redondas deverão, seguindo a linha das temáticas do evento - Visual Spaces of Change (VSC): the use of Image and Photography for reflecting on public space transformation - trabalhar diversas questões inerentes ao projecto VSC, muitas delas oriundas das apresentações que serão efectuadas na mesa redonda, assumindo um papel significativo para o envolvimento dos participantes no grupo de discussão.  

As temáticas do VSC que deverão orientar as apresentações / intervenções dos participantes em cada uma das mesas redondas serão as seguintes:

Métodos de investigação visual e abordagens multidisciplinares para a construção de pontes entre Arquitetura, Arte e Imagem

  • Estratégias de investigação a adoptar no uso de imagens (Desenho, Fotografia, ilustrações, etc.) para comunicar uma determinada visão crítica e / ou prospectiva sobre espaços públicos e arquitectura;

  • Estratégias de investigação e monitorização para avaliação dos espaços e dos seus usos / apropriação por parte de diversos públicos;

  • Instrumentos de investigação que combinam instrumentos de análise quantitativos e qualitativos (metodologias de análise de sintaxe espacial, entrevistas, fotografia e desenho) sobre espaços públicos e arquitectura integrando nos seus processos de análise o uso da imagem;

  • Estratégia de utilização mista de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e espaços físicos da cidade como arenas de debate, análise, comunicação e monitorização de conteúdos diversos sobre espaços públicos e arquitectura e sua interação com público - suportes em rede / móveis e software (plataformas, apps, etc.);

Imagem e transformação do espaço público: o uso da fotografia e abordagens multidisciplinares artísticas como instrumentos de investigação, mapeamento e questionamento do espaço público e sua arquitectura

  • Estratégias a adoptar no uso de fotografia contemporânea - documental e artística  - para mapear, questionar e investigar espaços públicos e arquitecturas

  • Estratégias de investigação e monitorização qualitativas (inquéritos, entrevistas, etc.) para avaliação do impacto na percepção pública de projectos de comunicação visual (fotografia contemporânea) sobre espaços públicos e arquitectura;

  • Estratégias e componentes de expressão artística utilizadas para explorar, pesquisar e questionar os espaços públicos e arquitectura – dança, arte pública, performance e outras.

  • Estratégias a adoptar no uso de fotografia contemporânea para o estudo da transformação de certos espaços urbanos e arquitecturas, suas dinâmicas contemporâneas e / ou emergentes de transformação e apropriação por parte de diversos públicos;

COMISSÃO CIENTÍFICA

Ana Francisca de Azevedo é licenciada em Geografia, desenvolveu o seu mestrado no âmbito da Educação Ambiental e o doutoramento no âmbito da Geografia Cultural. É Professora Auxiliar no Departamento de Geografia, Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, e investigadora integrada do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e membro da Rede Internacional de Pesquisa - Imagens, Geografias e Educação.

Iñaki Bergera é Arquitecto PhD pelo ETSAN, Mestrado pela Universidade de Harvard em 2002 e Professor Associado da Escola de Engenharia e Arquitetura da Universidade de Zaragoza, tendo ensinado anteriormente no ETSAN (1997-2007) e na Universidad Europea em Madrid (2007-09). Iñaki foi professor visitante e crítico convidado no London AA, Harvard GSD, TEC em Monterrey e as Escolas de Arquitetura da Universidade do Arizona, Bologna-Cesena, FAUP e Antuérpia.

João Carlos Castro Ferreira é Arquitecto pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto em 1992, Mestre em Construção de Edifícios pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – 2002/2004 e Doutor em Arquitectura - Dinâmicas e Formas Urbanas, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. É atualmente docente e coordenador das áreas científicas de Construção da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Fernando Pessoa.

José Barbedo é licenciado em Arquitetura pela FAUP, Mestre em Planeamento pela FEUP e Doutor em Engenharia Civil pela UFRJ. É atualmente investigador integrado no Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo. O seu trabalho de investigação dedica-se ao estudo de dinâmicas sociais, económicas e políticas que contribuem para a transformação do território, com enfoque nos processos de reprodução de conflitos socio-ambientais.

Luís Gonzaga Magalhães é bacharel e mestre em Informática pela Universidade do Minho e Doutor em Informática pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Atualmente é Professor Auxiliar com Agregação na Escola de Engenharia da Universidade do Minho, e pesquisador sénior no Centro ALGORITMI. Desenvolve investigação em Visão Computacional, Realidade Aumentada, Computação Gráfica, participando em projetos relacionados a Modelagem Expeditiva, Ambientes 3D Imersivos, Patrimônio Virtual e Sistemas de Realidade Mista. 

Marco Iuliano é Arquitecto especializado em Teoria e História da Arquitectura. Ensinou em Italia, França, Reino Unido. Recebeu diversas bolsas e fellowship grants da British Library, no Centro de Architectura Andrea Palladio e do Governo Italiano. Em 2005 foi-lhe atribuído uma bolsa de pós-doutoramento do Conselho Nacional de Investigadores Italiano. Entre 2005 e 2008 foi Investigador Principal do Arquivo Digital financiado pela Companhia de San Paolo para o Archivio Fotografico Parisio, um dos maiores arquivos de imagens arquitectónicas italiano.

Pedro Bandeira é Arquitecto (FAUP 1996), sendo atualmente Presidente da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho e membro investigador do Lab2PT. Em 2004 integrou a exposição Metaflux na representação portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza e em 2005 representou Portugal na Bienal de Arquitectura deSão Paulo. Em 2007 concluiu a tese de doutoramento sob o título Arquitectura como Imagem, Obra como Representação: Subjectividade das Imagens Arquitectónicas.

Pedro Leão Neto é Arquitecto pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (1992), Mestrado em Planeamento e Projecto do Ambiente Urbano (U. Porto, 1997) e PhD em Planning and Landscape (Universidade de Manchester, 2002). É regente das disciplinas de Comunicação, Fotografia e Multimédia do 2º ciclo (C.F.M.) e CAAD do 1º ciclo da FAUP, e coordenador do grupo de investigação CCRE, integrado no centro de I&D da FAUP, coordenador do AAI 2 Lab, Director da Associação Cultural Cityscopio (ACC) e Editor Coordenador das publicações da scopio Editions.

https://sigarra.up.pt/faup/pt/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=49862

 

Espaços em ruína / abandonados na AMP

 
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Espaços em Ruína / Abandonados na AMP

 

ESPAÇO EM RUÍNA / ABANDONADOS NA AMP

Cada projecto de fotografia contemporâneo que explora esta temática deve adoptar diversas referências e estratégias artísticas que tomam estes espaços em ruínas e abandonados como objecto de trabalho documental e artístico e que se afastam das leituras tradicionais.

O desafio é o de marcar a diferença explorando a singular relação que a arquitectura destes espaços consegue estabelecer com o contexto onde se localiza e da poética do conjunto e da ruína em si mesma, bem como na construção de uma narrativa capaz de comunicar um sentido de sequência de espaços e direcção de movimento, no sentido que Le Corbusier designou como promenade architecturale.

O interessa é o de ser capaz de trazer nova(s) perspetiva(s) sobre estes espaços e que sos projectos de distingam por uma apropriação artística consciente da imagem fotográfica, que é usada através de uma gramática e sintaxe próprias. Esta linguagem visual da fotografia deve ser utilizada não só como forma de registo e expressão da cultura dos espaços destas arquitrecturas em ruína ou abandonadas, mas também como estratégia artística de forma a que as narrativas visuais (CPP) tragam um novo discurso sobre o significado e importância destes espaços na cidade e AMP.  

CPP devia narrar visualmente a paisagem de ausência e esquecimento visto que estas ruínas são, de certo modo, a ausência de significado. Elas contam-nos uma história paralelo, um espaço diferente e um mundo relacionado com a produtividade da cidade todos os dias. Muitas destas estruturas, agora abandonadas à sua própria materialidade, não são mais ocupadas, a não ser por algum lixo ou vegetação que tenta ganhar de volta o seu território. Esta flore ocupa alguns dos espaços e decora a paisagem, dramatizando o cenário de ruína. Nestes espaços, onde a memória do passado predomina sob a memória do presente, o cidadão urbano muitas vezes explora a estranheza destes espaços, tirando vantagem da sua desocupação e o sentido de liberdade que o abandono permite.

Os espaços vazios ocupam espaços significativos da cidade pedido a reflexão no seu papel e potencial futuro. Se as intervenções econômicas, políticas e arquitetônicas têm, em outras construções abandonadas, colonizado tais espaços, tornando-os produtivos e dando-lhes uma identidade, há também lugar para preservar lugares como espaços alternativos na cidade, áreas que têm uma memória do passado, mas simultaneamente vazio de uma identidade imponente, espaços de uma liberdade esperada. Que futuro e que papel podem estes espaços ter na cidade, como áreas únicas?

Aparentemente, não encontramos o equilíbrio entre a intervenção radical, que tende a unificar o território, tornando-o reconhecível, idêntico, e o total abandono e alienação destas estruturas em relação com os espaços da vida quotidiana. 

Resta-nos a nós redescobrir estes espaços, consumidos pelo tempo, e aproveitar a sua liberdade e magia não contamina pelo poder ou razão da cidade operativa. 

Assim, Ruins in a Post Fordist Society, irá contribuir por compreender como as cidades são dinamicamente transformadas através de táticas pessoais de apropriação do espaço urbano porque muitas destas ruínas são palco de diferentes modos de agir sob a cidade.

Tal como Ignasi de Solà-Morales defende em Terrain Vague (1995), os fotógrafos mostram uma sensibilidade especial para nos fazer compreender o que no território é “imperceptível” ou “invisível” na vida quotidiana. 

De facto, a fotografia contemporânea é uma das artes que melhor sucede em comunicar um visão única e analítica que simultaneamente compreende a realidade e a interpretea, imagens capazes de questionar o território, mostrando as formas como é transformado e vivido, os seus conflitos e arquiteturas e materiais heterogéneos.

O conceito de “narrativa” aqui torna-se extremamente importante em influenciar a forma como as pessoas compreendem e percepcionam o território and como este é vivenciado e transformado.

Assim, através de Ruins in a Post Fordist society a tensão entre que AMP é e pode ser irá ser mais visível, mostrando a importância destes espaços como agentes de mudança positiva. Este projeto fotográfico constitui o projecto Contemporary Photography Projects (CPP) integrada VSC, que será comunicado em cada VSCNP, ajudando desta forma a criar uma dinâmica de interação entre os públicos variados assim como os espaços coletivos da cidade do Porto e AMP.

 

Ruins and abandoned spaces in AMP

 
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RUINS AND ABANDONED SPACES IN AMP

 

RUINS AND ABANDONED SPACES IN AMP

EN / PT

The CPP should be visually narrating a landscape of absence and oblivion since these ruins are in a way a absence of meaning or use and “islands” in the city. They tell us a parallel story, a different space and world in relation to the productive city of everyday life. Many of these structures, now abandoned to their own materiality, are no longer occupied, unless by scarce waste and the stubborn vegetation that tries to regain its place. This flora now occupies some of the spaces and decorates the landscape, dramatizing the scene of ruin. In these spaces, where the memory of the past predominates over the present, the urban citizen often explores the strangeness of those places, taking advantage of their inoccupation and the sense of freedom that the abandonment allows. 


These empty spaces occupy significant places in the city, prompting a reflection on their role and potential futures. If the economical, political and architectural interventions have, on other abandoned constructions, colonized such spaces, making them productive and giving them an identity, there is also place for preserving such places as alternative spaces in the city, areas that have a memory of the past but simultaneously empty of an imposing identity, spaces of an expected freedom. What future and what role may these places have in the city, as really unique areas? 

Apparently, we can’t find the balance between radical intervention, which always tends to unify the territory, making it recognizable, identical, and the total abandonment and alienation of these structures in relation to the spaces of everyday life. It remains for us to rediscover these spaces, consumed by time, and enjoy its freedom and uncontaminated magic by power or reason of the operative city.

Thus, Ruins in a Post Fordist society will also contribute to understand how cities are dynamically transformed through subjective personal tactics of appropriation of the urban space because many of these ruins are the stage of different way of acting upon the city. 

As Ignasi de Solà-Morales defended in Terrain Vague (1995), photographers show a special sensitivity to make us understand what in the territories presents as "imperceptible" or "invisible" when looking Everyday life.  In fact, contemporary photography is one of the arts that better succeeds in communicating a unique analytical vision able to simultaneously understand the reality and interpret it, images capable of questioning the territory, showing the ways it is transformed and lived, its conflicts and heterogeneous materials and architectures, thus being used as significant means of communication and research. The concept of "narrative" here becomes extremely important in influencing the way people understand and perceive the territory and how it is being lived and transformed.  

Thus, through Ruins in a Post Fordist society the tension between what the AMP is and what it may become will be made more visible, evincing the importance of these spaces as agents of positive change. This photography project will constitute a Contemporary Photography Projects (CPP) integrated in VSC project, which may be communicated in each of the VSCNP, helping in this way to create a dynamics of interaction between various public and collective spaces of Porto City and AMP.