DPIc: CONCURSO INTERNACIONAL DE DESENHO E FOTOGRAFIA

 
 

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CONCURSO INTERNACIONAL DE DESENHO E FOTOGRAFIA (DPIc) ESPAÇO E IDENTIDADE NAS 14 FACULDADES DA U. Porto

Concurso inserido no âmbito do projeto VISUAL SPACES OF CHANGE (VSC)

 Projeto de investigação VSC
U. Porto – CCRE-CEAU/FAUP
U.Minho – Centro ALGORITMI – Lab2PT

Prazo para submissão de projectos fotográficos: 31 de Julho de 2019

ÂMBITO DO CONCURSO
O Concurso Internacional de Desenho e Fotografia (DPIc) - Espaço e Identidade nas Faculdades da U. Porto: Visual Spaces of Change (VSC) é dirigido a todos os estudantes e investigadores da U. Porto.

O tema nuclear do concurso é a ideia de Utopia e de Espaços Visuais de Mudança (VSC), tendo como enfoque os espaços e identidade das 14 Faculdades da U. Porto. O concurso é organizado pelo grupo de investigação CCRE (FAUP) integrado no centro de I&D da FAUP (CEAU) e a AEFAUP, em parceria com as Associações de Estudantes de todas as outras Faculdades da U. Porto, sendo promotores o consórcio do projecto de investigação VSC, conjuntamente com o laboratório AAi2 Lab, contando com o apoio institucional da Reitoria da U. Porto e da FAUP.

A coordenação do concurso é da responsabilidade do CCRE-CEAU/FAUP principal responsável do projeto VSC, em parceria com o Centro ALGORITMI-Lab2PT/UMINHO pelo projecto VSC.

VISUAL SPACES OF CHANGE - VSC é a primeira etapa de um projeto de Arquitetura, Arte, Imagem e Inovação (AAI2) sobre dinâmicas emergentes de mudança na Área Metropolitana do Porto (AMP). Projetos de Fotografia Contemporânea (CPP) serão desenvolvidos e implementados em locais específicos, concebidos como "narrativas visuais" que interferem intencionalmente com o território metropolitano num exercício de representação autorreflexiva de seu próprio processo de mudança urbana. Esta rede de espaços públicos e coletivos constituirá um "Museu Aberto" na AMP, estimulando instituições artísticas e culturais a ampliar seu alcance e participação no espaço público (ver mais info no cap.VIII).

As ideias chave presentes neste concurso de Desenho e Fotografia (DPIc) sobre as 14 Faculdades da U. Porto são as de abrir a Universidade à Sociedade Civil, através dos diversos projectos submetidos, mostrando a riqueza multifacetada de actividades, vivências e arquitecturas que assistem às 14 Faculdades do Porto e dos seus diversos espaços de vivência e trabalho. 

Os candidatos, individualmente ou em equipa, deverão explorar de forma criativa o universo do Desenho e da Fotografia transmitindo, por um lado, um “outro olhar” sobre cada Faculdade e a forma como se relaciona com a Cidade, ou seja, uma visão crítica e poética sobre os espaços e vivências que as caracterizam e dão identidade, revelando facetas que antes estavam invisíveis ou esquecidas. Por outro lado, oferecer uma visão prospectiva e utópica sobre estes espaços de ensino o que significa um trabalho onde o desenho e a fotografia estão presentes e direcionam o desígnio do criador como instrumentos do pensamento e imaginação permitindo ampliar uma ideia de Arquitectura e de Cidade, bem como da apropriação e vivência dos seus espaços.


CAPÍTULO I – OBJETIVOS

Esta iniciativa tem como objetivo geral criar um novo espaço de comunicação e divulgação da relação da U. Porto e da sua comunidade com a Cidade e AMP, ligado ao projecto de investigação Espaços Visuais de Mudança (VSC) favorecendo a abertura da Universidade à sociedade através de diversos tipos de interação, socialização,  estudo e investigação, promovendo a troca interdisciplinar de conhecimento e de experiências entre diversas àreas de conhecimento e segmentos sociais.

O concurso define como objetivos específicos: 
- Contribuir para uma maior consciencialização das novas gerações, do potencial transformador da Arquitectura e sua relação com a Cidade tendo como base as 14 Faculdades da u. Porto e a partir do confronto de ideias relacionadas aos temas Utopia e  Espaços Visuais de Mudança (VSC), tornando estes conceitos operativos também para o universo das artes. 
- Sensibilizar os jovens que estudam ou desenvolvem investigação nas áreas disciplinares da Arquitetura, das Belas Artes e da Imagem para o impacto que os seus trabalhos possam vir a ter para uma transformação inovadora e harmoniosa dos espaços de ensino que frequentam e a sociedade. 
- Sensibilizar os alunos e cidadãos para a necessidade de se pensar em alternativas para os espaços de ensino que utilizam no dia a dia construídos / por construir. 
- Promover uma compreensão da imagem e do seu uso enquanto método e meio de representação que permitem novas formas de se entender e interagir com diversos espaços nos campos da Arquitetura e da Cidade. 
- Evidenciar as vantagens da exploração da imagem enquanto meio capaz de atravessar fronteiras e deslocar limites entre diferentes problemáticas e áreas disciplinares da Arquitetura e da Arte, tendo como território de projecto e exploração as 14 Faculdades da U. Porto.

CAPÍTULO II – TEMA, MEIOS DE REPRESENTAÇÃO E PARTICIPANTES

O tema do concurso define-se em torno das ideias de Utopia e Espaços Visuais de Mudança (VSC). O desafio consiste na apresentação de uma narrativa visual composta por desenho e fotografia organizada por duas séries de imagens. A primeira série, constituída por 10 imagens organizadas em suporte em formato A4, que representa uma das Faculdades da U. Porto e os seus espaços tal como se encontram atualmente. Uma segunda série, também constituída por 10 imagens em formato A4, que representam uma nova visão de mudança, ou seja, prospectiva e utópica desses mesmos espaços da Faculdade e sua apropriação. 

A participação de candidaturas individuais, mas encoraja-se a formação de equipas multidisciplinares - estas poderão ser compostas por indivíduos com diferentes perfis académicos sendo, contudo obrigatório que pelo menos um dos elementos esteja ligado ao universo da Arquitetura, das Artes Plásticas e da Imagem, esteja inscrito no ensino superior ou faça parte de um centro de investigação. Nenhum dos elementos deverá ter mais de 35 anos. Não será possível a apresentação de mais do que um trabalho a concurso por cada elemento (individualmente ou em grupo).

Esta iniciativa é especialmente dirigida a diversos grupos de alunos da U. Porto e seus polos universitários representando assim as diversas Unidades Orgânicas. O concurso é aberto a todos os alunos nacionais e estrangeiros da U. Porto, envolvendo as Associações de Estudantes de todas as Unidades Orgânicas para a constituição de equipas interdisciplinares, tendo como parceiros institucionais as Associações de Estudantes da U. Porto e a Reitoria da U. Porto, que serão espaços de recepção de trabalhos, debate de ideias e comunicação, a par com diversas Estações de Metro do Porto destes trabalhos integrados do projecto VSC que constituem também um símbolo da importância que os estudantes e docentes possuem como principais utilizadores dos espaços de Ensino e Aprendizagem das 14 Faculdades da U. Porto.


CAPÍTULO III - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

É obrigatória a existência de pelo menos um dos dois modos de representação – Desenho e/ou Fotografia -, não existindo nenhuma limitação relativamente às formas de manipulação e combinação destes dois modos, sendo permitida a colagem e a fotomontagem. Pretende-se que as narrativas visuais do concurso sejam críticas e poéticas do presente e prospectivas e utópicas dirigidas para o futuro, no sentido de propor novos espaços de mudança e apropriação para esses espaços de ensino.

É assim objectivo do concurso que as narrativas visuais comuniquem um percurso real ou idealizado capaz de despertar uma nova consciência sobre os espaços de ensino das 14 Faculdades da U. Porto, estimulando as pessoas a querer visitar e conhecer a U. Porto e experienciar esses espaços a partir de novas perspectivas.

As equipas ou autor deverão adoptar uma estratégia de comunicação e representação através de uma narrativa visual que poderá ser exibida em diversos suportes de exposição e também possível de ser impressa em formato de livro / caderno viagem (booklet) e onde a fotografia de arquitectura, o desenho e o texto estão presentes de forma significativa.

Os trabalhos deverão constituir uma oportunidade para redescobrir novos significados e realidades discretas, esquecidas ou invisíveis, e integrá-las sob a forma de narrativa visual. A ideia de percurso deverá ser especialmente explorada nestas narrativas visuais, pensadas como pontos de partida para a compreensão e percepção dos espaços de ensino da cada Faculdade da U. Porto, para a apropriação estética desses espaços e como uma forma de conhecimento do real em confronto com visões prospéticas e utópicas desses espaços - percursos traçados com o intuito de documentar e registar arquitecturas, vivências e lugares como um real em permanente mudança – de modo a oferecer uma leitura dos espaço de ensino das Faculdades da U. Porto, e da sua relação com a Cidade através da experiência espacial, através do ato de percorrer.
Os percursos serão representados através de fotografia e desenho devendo ter em conta para a sua estruturação e idealização  os seguintes princípios e componentes:
- Aproximação aos objetos de representação e exploração da envolvente
- Entrada nos espaços e ambientes 
- Espaços interiores, atmosferas e arquitecturas
- Saída 


CAPÍTULO IV - SUBMISSÃO DE CANDIDATURAS, JÚRI E SELEÇÃO

Os trabalhos deverão ser submetidos por e-mail para o endereço (...), sendo enviados, para além do formulário de inscrição devidamente preenchido, dois arquivos separados em formato JPEG ou TIFF, com um máximo de 10 MB, correspondentes às 1.ª e 2.ª séries descritas no Capítulo II deste Regulamento. Os Arquivos deverão ser identificados através do nome abreviado do projeto seguido dos números 1 e 2, respetivamente. As imagens não deverão ostentar quaisquer assinaturas ou marcas de água. As imagens que incluam fotografias apresentadas a concurso deverão permitir qualidade de impressão, sob pena de não serem selecionadas para o catálogo a ser publicado pela scopio Editions.

O júri será composto por curadores, arquitetos, artistas e apreciadores das Artes  oportunamente anunciados, que analisarão e selecionarão os trabalhos mais inovadores neste concurso internacional. O júri selecionará num primeiro momento 20 trabalhos, e os autores desses trabalhos serão convidados a enviar os originais para que sejam expostos em diversos espaços públicos, interiores e exteriores, em diversas Estações de Metro do Porto, bem como de Galerias da U. Porto e suas 14 Faculdades. Os visitantes das exposições serão convidados a votar na obra que considerarem mais interessante através da plataforma online VSC. Dessa votação resultará a ordenação das obras de 1 a 20 pontos. A votação valerá 40% da pontuação total de cada obra. O júri voltará a reunir, no final da exposição, ordenando os trabalhos de 0 a 20. Essa pontuação fará média ponderada (60%) com a votação dos visitantes das exposições. Não haverá lugar a apelo do vencedor nomeado pelo júri. Os membros das instituições promotoras ou parceiras do concurso não poderão submeter trabalhos.


CAPÍTULO V - PRÉMIOS

Os trabalhos selecionados estarão em exposição durante o período da edição de 2019 a 2010 do projeto Visual Spaces of Change (VSC). Os 20 trabalhos selecionados constarão do catálogo a ser publicado pela scopio Editions. Todos os autores dos trabalhos selecionados receberão um certificado. Da votação será apurado um vencedor e, eventualmente, uma ou duas Menções Honrosas, a quem será atribuído um documento certificando a seleção do júri. Estes trabalhos serão destacados nos sites dos projetos VSC e scopio Network, bem como nas plataformas do Sigarra da U. Porto e das 14 unidades orgânicas da UP. O vencedor do concurso receberá 3 (três) exemplares do catálogo da scopio; serão dados 2 (dois) exemplares aos autores das Menções Honrosas. A organização do concurso procurará ativamente prémios juntos dos patrocinadores desta iniciativa que possam ser atribuídos ao vencedor e aos autores distinguidos com Menções Honrosas.


CAPÍTULO VI - DISPOSIÇÕES GERAIS

Só serão considerados os trabalhos que obedeçam ao presente Regulamento. Todos as outras candidaturas serão desclassificadas. Apenas os projetos de desenho e fotografia que cumpram critérios mínimos de qualidade e respeitem o tema proposto serão admitidos a concurso. A Organização do Concurso não se responsabiliza por eventuais cópias digitais das fotografias submetidas. Qualquer situação omissa será resolvida através de deliberação do júri do Concurso. A Organização do Concurso reserva-se o direito de publicar os trabalhos apresentados a concurso, de acordo com a lei portuguesa 2/99 de 13 de janeiro. A Organização do Concurso ficará com os copyrights dos projetos apresentados. Os originais não serão devolvidos aos autores, excetp sob pedido expresso dos mesmos e mediante o pagamento dos portes de correio.


CAPÍTULO VII - COMISSÃO ORGANIZADORA E TÉCNICA

Comissão Organizadora: Grupo de investigação CCRE (FAUP) integrado no centro de I&D da FAUP (CEAU), projecto de investigação VSC, conjuntamente com o AAI2 Lab e a AEFAUP.
Parcerias: Associações de Estudantes de todas as outras Faculdades da U. Porto com o apoio institucional da Reitoria da U. Porto, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.
Contactos: CCRE / CEAU / FAUP - Universidade do Porto Via Panorâmica s/n 4150-564 Porto
dpic.vsc@arq.up.pt


CAPÍTULO VIII – VISUAL SPACES OF CHANGE

Visual Spaces of Change (VSC) é a primeira etapa de um projeto de Arquitetura, Arte, Imagem e Inovação (AAI2) com uma componente significativa da Fotografia Contemporânea, combinada com pesquisa complementar em Sintaxe Espacial e Tecnologias da Informação. Com base em pesquisas anteriores do Centro de Comunicação e Representação Espacial (CCRE/CEAU), este projeto irá investigar as condições para a criação de uma rede de espaços públicos e coletivos capazes de catalisar dinâmicas emergentes de mudança na Área Metropolitana do Porto (AMP). O território em estudo é utilizado simultaneamente como laboratório para experimentação empírica e palco de representação visual dos agentes e processos de mudança urbana que se pretendem analisar. Este projeto produzirá sínteses visuais dessas dinâmicas para dar visibilidade a aspectos específicos da sua natureza interconectada e singularidade histórica que são difíceis de perceber sem o uso propositivo da imagem e da fotografia. Este projeto abre novos caminhos de investigação ao propor uma combinação original de métodos de investigação visual e análise espacial a partir da identificação de um conjunto de espaços e percursos estratégicos na cidade, conectados por pontos de conexão identificados na rede urbana. Estes pontos são calculados através de métricas sintáticas que permitem otimizar a interação entre espaços públicos e coletivos. Projetos de Fotografia Contemporânea (CPP) serão desenvolvidos e implementados em locais específicos, concebidos como "narrativas visuais" que interferem intencionalmente com o território metropolitano num exercício de representação auto-reflexiva de seu próprio processo de mudança urbana.

Esta rede de espaços públicos e coletivos constituirá um "Museu Aberto" na AMP, permitindo a realização de ações curatoriais experimentais, estimulando instituições artísticas e culturais a ampliar seu alcance a uma maior audiência pública. Ao articular recursos materiais e imateriais que, juntos, dão mais visibilidade às dinâmicas de mudança urbana em curso, este projeto visa alterar as percepções do público sobre a transformação do espaço público e transformar coletivamente os imaginários da cidade à escala metropolitana. A estratégia para promover essa articulação baseia-se na identificação de propriedades físicas de integração, conectividade e sinergia entre espaços públicos e coletivos, potenciadas pelo desenvolvimento de ferramentas on-line de interação virtual processada em múltiplas escalas. Para este efeito, uma plataforma digital será desenvolvida para inserir dados visuais num sistema georreferenciado com várias camadas temporais em 4D (espaço e tempo), permitindo a acessibilidade, difusão, monitoramento e compartilhamento de informações visuais. Esta plataforma permitirá também as condições para um diálogo ativo entre investigadores, instituições e o público, contribuindo para a identificação de oportunidades de co-evolução entre cidadãos, instituições e o ambiente urbano.