Déjà Vu - Uma Lembrança do Presente por Leonardo Motta Campos (AoLeo)

 

Déjà Vu - Uma Lembrança do Presente

por Leonardo Motta Campos (AoLeo)

Déjà vu, uma lembrança do presente surge como uma adaptação da poesia de Manoel de Barros, evidenciando a transição do tempo em corpos e lugares, de modo a revelar na sua visualidade através de camadas de significados. Sob o desígnio de elaborar uma arqueologia poética contemporânea, o projeto artístico apropria-se de antigos cartões postais da cidade do Porto para utilizá-los como camada temporal-imagética, sob a função cartográfica que norteia o encontro e a confrontação de sítios esquecidos e transformados pela ação de construir e reconstruir o espaço urbano.

 

Apresentação do projecto VSC / Ci.CLO Bienal Fotografia do Porto 2019

 
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Apresentação do projecto VSC /
Ci.CLO Bienal Fotografia do Porto 2019

Na próxima quinta-feira, dia 23 de maio, às 18 horas, terá lugar na Biblioteca Municipal Almeida Garrett a apresentação do projecto de investigação VISUAL SPACES OF CHANGE, seguida de uma visita guiada à exposição dos trabalhos de Fotografia Contemporânea VSC e à mostra de publicações alternativas de autores e obras com particular enfoque na Fotografia de Arquitectura, Cidade e Território. Esta exposição, que conta com a curadoria de Pedro Leão Neto, resulta da vontade de colaboração entre o projecto Visual Spaces of Change (VSC) e o Ci.Clo Bienal Fotografia do Porto 2019.

O Visual Spaces of Change (VSC), projeto de investigação transdisciplinar com uma componente significativa da Fotografia Contemporânea, combinada com pesquisa complementar em Sintaxe Espacial e Tecnologias da Informação, marcará presença no Ci.Clo 2019.

A colaboração entre o VSC e o Ci.Clo concretiza-se através da operacionalização de um projeto curatorial associado a um conjunto de atividades que cruzam os universos da fotografia e editorial em duas vertentes complementares: (i) Exibição de projectos de Fotografia Contemporânea (CPP) comunicados por intermédio de projecção de vídeo e fotografia em diversos espaços públicos e de uso coletivo localizados na Área Metropolitana do Porto (AMP), e (ii) Mostra de publicações alternativas para a divulgação de autores e obras com particular enfoque na Fotografia de Arquitectura, Cidade e Território.

O Ci.Clo 2019 decorre entre os dias 16 de maio e 2 de julho.

Mais info:https://ciclo-bienal.org/bienal-19/exposicoes/vsc/

 

Ci.Clo Bienal de Fotografia do Porto nos Media

 
 

Ci.Clo Bienal de Fotografia do Porto nos Media

É já amanhã a inauguração da 1ª Bienal de Fotografia do Porto, no Palácio de Cristal. às 18:00.

“Adaptação e Transição” é o tema cujo principal desafio passar por pensar “os sintomas da crise ecológica e re-imaginar outras estratégias de regeneração social e ambiental, através da prática artística”.

A Time Out do Porto na edição de maio referiu o festival e o projeto de Visual Spaces of Change: “Sem esquecer as estações de metro dos Aliados e de São Bento, que acolhem um dos projetos-satélite do evento, o Visual Spaces of Change“, projeto de vídeo-projecção no espaço público realizado pela Faculdade de Arquitetura.”

O Observador também referiu o festival e o projeto Visual Spaces of Change “Outro dos pontos é o Visual Space of Change, um projeto fotográfico que reúne artistas visuais, arquitetos e curadores “num exercício de reflexão sobre as preocupações relacionadas à transformação do território, do espaço público e do meio ambiente”. Trata-se de uma exibição de projetos de fotografia contemporânea através da projeção de vídeo e fotografia nas Estações de Metro de São Bento e Aliados.“ - in Observador.

 

A Talk On Architecture in Photography

 

A Talk On Architecture in Photography

(ed.) Pedro Leão Neto

Pedro Gadanho - Paolo Rosselli - A Talk on Architecture in Photography: Photographs by Paolo Rosselli is the first of the four publications focused on each of the Dueto/Duelo sessions that fostered a critical debate related to Architecture, Art and Image between architects and photographers, which took place in 2016 in Casa das Artes of Porto, Portugal. Even though this book has as base the talk between Pedro Gadanho and Paolo Rosselli it amounts to much more than the rich exchange of ideas between these two authors. In fact, this book foretells the significant and close collaboration between the authors, editors and designers, particularly the passionate work with Paolo Rosselli resulting in a judicious selection and juxtaposition of images and text, combined with thoughtful layout and design.

The curators of this event - Architecture, Art and Image (AAI) Conference series - Duelo / Dueto - were Camilo Rebelo and Pedro Leão Neto and the organization was the responsibility of scopio EDITIONS, CCRE research group from the R & D centre CEAU of U. Porto – Faculty of Architecture and Camilo Rebelo Arquitecto, with the support of Direcção Regional da Cultura do Norte (DRCN) and Casa das Artes (CA).

The making of this book was an inspiring experience that allowed to create a visual narrative where the sum is greater than the parts, which allows for an innovative reading and a more insightful understanding about the thoughts, work and artistic strategies of Rosselli photography. With this book, the public will have a privileged insight over Rosselli´s photography work and how it relates to architecture and the city, as well as the author´s diverse artistic strategies and how as a photographer he grasps the world. In his own words “My view of the world is already a collage, it’s a sort of a “set”. I think about the “set”, I prepare it, and then I go around the city, and I try and propose to see the world in this way.” In fact, this “new perception” occurs when the photographer stops or suspends his analytical look and indulges in a wider and more tolerant perception of what exists around him: in that moment the gaze towards architecture becomes also a personal experience of a place. This is one of the sides of architectural photography; the side that is less focused on the the building as an architectural object and more open to suggestions and implications that a building establishes with the everyday life of a city.

On the other side, we understand better Gadanho´s ideas about Rosselli´s work and the relation between the world of architecture and photography. Emphasizing his interest in the work of Rosselli, Gadanho believes that the author´s Architecture Photography detaches itself from other more recurring and common approaches, offering us a deeper understanding of architecture and its space.   To conclude, it is worth referring that the specific potential of the physical book as a unique medium to communicate Architecture, Art and Image was explored in this publication, which adds to its uniqueness and makes it more an author´s book than the customary conference or roundtable publication. 

Pedro Leão Neto (Ed.)


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Crossing Borders Shifting Boundaries - Image, Body and Territory

 

Crossing Borders Shifting Boundaries - Image, Body and Territory

(ed.) Pedro Leão Neto
guest editor Iñaki Bergera

Sophia¹ is a peer reviewed Journal published by scopio Editions², specifically designed to address theoretical work on Architecture, Art and Image. I am very pleased to introduce its 3rd  number from the series Crossing Borders, Shifting Boundaries, with the theme: Image, Body and Territory, being the Invited Editor for this number Iñaki Bergera.

This publication has three major peer-reviewed essays, where its authors challenge our understanding on issues related with the theme of this 3rd number. Introducing the notion of a vernacular of economic growth, Kallen McNamara borrows the eyes of Gavin Brown in order to uncover aspects of our daily urban environment that are culturally out of focus, but may be more expressive of our contemporary world than we might like to admit. Campbell Drake in turn shows how the project Spatial Tuning explores the potential of performance to open up unexpected encounters between landscapes and the public. In Disintegration culture, André Correia takes us in a photographic journey throughout the northern coast of Viana do Castelo, in a exercise of reconstruction of the history of the place through the critical observation of its marks and fragments. The visual metaphors brought by these authors explore the relations between the body and territory, showing the potential of image to unveil the reflexive culture of our times.

Conceived as a tetralogy, this first series of Sophia will be completed in the upcoming number that we are also pleased to announce, with the theme Crossing Borders, Shifting Boundaries: Visual Spaces of Change, which will be devoted to the ongoing research project Visual Spaces of Change (VSC): a trans-disciplinary and original research in Architecture, Art and Image, with a significant component of Contemporary Photography combined with complementary research in Information Technology and Space Syntax, investigating emerging dynamics of change in the Metropolitan Area of Porto (AMP).

In the upcoming 4rd number of Sophia, which is Crossing Borders, Shifting Boundaries: Visual Spaces of Change, we are especially interested in articles that investigate how contemporary photography can be used to produce visual synthesis of emerging dynamics of urban change. Within these themes, contemporary photography is explored as a meaningful instrument of research, in order to render visible aspects of urban change, as well as how architectures, places and spaces are used and lived, aspects which are difficult to perceive without the purposeful use of image and photography. This means, besides other things, to inquire and study the possibilities offered by photography for oscillating between reality, poetry and utopia, rendering visible innovative visions, and creatively introducing new links between realistic representations, fictional worlds and symbolic meanings, articulated in conceptual discourses that are communicated through the specific grammar and visual syntax of photographic image.

Our magazine is now accepting abstracts within these fundamental themes that may try to unveil how an image, a photograph or a series, critically and poetically build their own narratives and thoughts about different territories, and how they contribute to the understanding and appear engaged with contemporary dynamics of urban change.


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Crossing Borders Shifting Boundaries - Photography and Architecture

 

Crossing Borders Shifting Boundaries - Photography and Architecture

(ed.) Pedro Leão Neto
guest editor Iñaki Bergera

Sophia¹ is a peer reviewed Journal published by scopio Editions², specifically designed to address theoretical work on Architecture, Art and Image. I am very pleased to introduce its 2nd number from the series Crossing Borders, Shifting Boundaries, with the theme “Photography and Architecture” coming from our 4th edition of the international conference On the Surface, being the Invited Editors for this number Iñaki Bergera and Paolo Rosselli.

This international conference has proved to be an important forum for debate and reflection about Photography and Architecture, whose work can be accessed through several internet platforms as www.nasuperficie.ccre-online.com and in scopio Editions publications as scopio Magazine, Cityzines, Debates, or the catalogue On the Surface: Public Space and Architectural Images in Debate.

SCOPIO Editions had already integrated and given support to the three precedent congresses and now it is the official publisher of ON THE SURFACE: Photography and Architecture. Thus, this fourth edition will publish 3 selected paper reviewed papers and two articles of invited editors for this number 2nd number of Sophia Journal.

ON THE SURFACE: Photography and Architecture aims to promote a global critical analysis around the theme of Crossing Borders and Shifting Boundaries, exploring how image is a medium that, on the one hand, can cross boarders and shift boundaries between different subjects and disciplines where image and photography are present in a significant way. On the other hand, in what ways image and photography are used as critical instruments to understand how architecture is transformed, how it reflects different hybrid cultural identities in many countries, regions or places and how all of this interacts with and affects our cities.

We believe that this congress will help to globally promote the awareness and reflection upon Architecture, Art and Image (AAI) and specifically to Documentary and Artistic Photography in regards to its conception as an instrument to question Architecture, City and Territory. This means, on the one hand, understanding Architecture as an extended discipline and practice with an interest, on one side, in the real space and its experiences, exploring new spatial forms and architectural codes, and on the other side, on how architecture operates within larger systems: socio-cultural, technical, and historical. On the other hand, understanding the potential of both the Documentary and Artistic universe of photography for building a critical and innovative view of contemporary and past architecture. As well as believing that the worlds of architecture and photography are enriched if photography is not focused on objectivating and documenting buildings and spaces, but also on creating a new understanding and reality based on a subjective artistic gaze.

In the upcoming 3rd number of Sophia, which is Crossing Borders, Shifting Boundaries: Body and Territory, we would like to push further and go beyond these notions perceiving how they are critically inscribed in the works of art themselves. We are especially interested in unfolding the processes of thought present in photographic, filmic, or other works engaged with image and image making, that explore the notions of Body and Territory or use them as their own expressive matters.

Body and Territory frequently appear intertwined, sometimes even suggesting metaphorical uses: the city as a body (in the multiple acceptations: political, social, cultural, etc.), the body as an experimental territory (on debates around issues of identity and gender, works involving artistic and aesthetic experimentations, works for anthropological documentation and recording), the landscape in the absence of the body, as Cézanne named it, establishing a direct link between the painted landscape (the image) and our sensitive perception.

Our magazine is now accepting abstracts within these fundamental themes that may try to unveil how an image, a photograph or a series, critically and poetically build their own narratives and thoughts about different territories, and how they contribute to the understanding and appear engaged with contemporary dynamics of urban change.

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Um outro olhar sobre Obras de Álvaro Siza Vieira Fotografia Documental e Artística

 

Um Outro Olhar sobre Obras de Álvaro Siza Vieira

(ed.) Pedro Leão Neto

Um outro olhar sobre Obras de Álvaro Siza Vieira
Fotografia Documental e Artística: Um Olhar Contemporâneo sobre a Arquitectura Portuguesa

(ed.) Pedro Leão Neto

Apresentação por Jorge Figueira

Em “Álvaro Siza: Fotografia Documental e Artística. Um Olhar Contemporâneo sobre a Arquitectura Portuguesa”, Pedro Leão Neto apresenta-nos o resultado do seu pós-doutoramento: uma leitura exigente e fundamentada do ubíquo tema da fotografia de arquitectura, e, mais especificamente, da fotografia na arquitectura portuguesa. PLN levanta e recoloca em discussão temas que são obrigatórios para pensar em arquitectura: a relação umbilical entre o advento da arquitectura moderna e a fotografia; a fotografia como uma das coordenadas da teoria da arquitectura contemporânea; e, como caso de estudo, e “projecto fotográfico”, a arquitectura portuguesa representada por quatro obras de Álvaro Siza, fotografada por quatro jovens autores.

Deve-se ter em conta que o trabalho já extenso de Pedro Leão Neto não tem só uma dimensão ensaística, de matriz histórica ou teórica, mas visa uma componente de levantamento que está patente no projeto de Mapeamento de Fotografia Documental e Artística (MFDA-ARP), como o próprio explica nas páginas seguintes deste livro. E, de facto, o “diálogo” – talvez mesmo a intersecção – entre a fotografia e a arquitectura portuguesa, crescendo exponencialmente a partir dos anos 1950, merece um olhar atento e uma componente arquivística que faça justiça aos heroicos arquitectos e fotógrafos que teceram uma cultura que agora justificadamente se investiga, debate e celebra.

Lembro esse momento exacto que são as fotografias de Nuno Teotónio Pereira do Mercado de Santa Maria da Feira de Fernando Távora; um arquitecto- fotógrafo a capturar uma arquitectura feliz no tempo e no espaço. Depois, como Pedro Leão Neto descreve aprofundadamente, o trabalho de Luís Ferreira Alves é central e decisivo, no seu modo moderno de deixar a modernidade falar na obra de Siza: linhas horizontais e verticais dir-se-ia reforçadas, assertivamente geométricas; volumes construídos sob a luz, sempre algo melancólica do Atlântico português; os Bancos de Siza transformados em templos; as casas fragmentadas reerguidas no enquadramento da fotografia; o preto e branco como se o mundo fosse preto e branco. Pedro Leão Neto deixa claro a importância da fotografia de Ferreira Alves para a arquitectura portuguesa. Diria que tantas vezes é o último colaborador de Siza ou talvez o primeiro habitante da obra que nos abre a porta, em permanência. É uma montagem, uma narrativa, como outras, mas tão próxima de uma “verdade” em arquitectura que perdura como gesto solitário, afinal, plenamente artístico na sua contenção documental.

No ensaio de Pedro Leão Neto, para lá das referências a vários autores, retenho ainda as reflexões sobre Fernando Guerra, e, no domínio mais próximo da arte contemporânea, sobre Paulo Catrica e André Cepeda. Sobre Guerra, Pedro Leão Neto refere-se ao carácter eminentemente controverso da sua abordagem, rompendo com a tradição “disciplinar” de Ferreira Alves. Desaparece a discrição – e a descrição – e entra uma apoteose da natureza onde a arquitectura se insere, como parte disruptiva ou amena do enquadramento. Guerra não só abre o panorama até ao céu; exponencia a quantidade de vezes que a obra é fotografável (continuamente) e habita o espaço com fantasmas; não a porta aberta para um espaço silencioso e vazio por onde entramos discretamente mas a aparição de figuras espectrais que estão em movimento dentro e fora da fotografia. É irresistível pensarmos que Ferreira Alves está para a elegância moderna, cujo objecto é a revista de arquitectura, como Fernando Guerra para a saturação pós-moderna, cujo objecto é o aparato digital. No domínio explicitamente artístico, o trabalho de Paulo Catrica é anotado com rigor por Pedro Leão Neto, em particular a beleza quase insuportável, deliberadamente cruel, das vistas urbanas; e em André Cepeda, vindo da arte contemporânea, a transformação do detalhe arquitectónico em motivo plástico museugrafado.

Particularmente conseguido em “Álvaro Siza: Fotografia Documental e Artística. Um Olhar Contemporâneo sobre a Arquitectura Portuguesa” são os “projectos fotográficos”: o trabalho de Sofia F. Augusto sobre o edifício da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto; de Helder Sousa sobre a Casa de Chá da Boa Nova; de Sérgio Rolando sobre a Piscina da Quinta da Conceição e de Marta Ferreira sobre a Piscina das Marés.

Sofia F. Augusto preenche os planos ou interstícios da Faculdade de Arquitectura com um excesso de sombras, orgânicas, geométricas; objectos encontrados; pessoas sem coreografia; tralha: consegue simultaneamente desmistificar e recriar uma beleza insólita na obra de Siza. Helder Sousa reintroduz a Casa de Chá com uma limpidez (dos planos) e uma rugosidade (das rochas) como nunca a tínhamos visto, mesmo depois de tanto tempo; fotografias sintéticas, determinadas, quase matemáticas. O trabalho de Sérgio Rolando sobre a Piscina da Quinta da Conceição transporta-nos directamente para a herança nórdica, aaltiana, de Siza, o que é emocionante: um lugar recriado por uma arquitectura despojada; a natureza sublimada por algumas poucas paredes brancas. O portfolio de Marta Ferreira sobre a Piscina das Marés é um thriller. Nunca sabemos que Piscina vai surgir na próxima página: discreta, arruinada, esquecida, estival, alegre, quase chocante nas rochas com musgo do tanque vazio.

No conjunto, os quatro trabalhos acrescentam e aprofundam a proposta de Pedro Leão Neto, com um forte efeito. Esta investigação consegue assim não só colocar a fotografia como parte integral e fundamental da história recente da arquitectura portuguesa, como instigar um novo olhar que é partilhado pelos quatro fotógrafos convidados.

E, é claro, motivar questões que o Pedro Leão Neto, com a sua infatigável motivação e paixão pela fotografia – e pela arquitectura –, irá continuar a responder. Nomeadamente, se há uma fotografia documental que não seja artística e uma artística que não seja documental.

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PROGRAMA DE AULAS ABERTAS À CIDADE – REITORIA DA U. PORTO Aula Aberta "Cidade e Cinema: Uma relação projetada" com Humberto Kzure

 
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PROGRAMA DE AULAS ABERTAS À CIDADE – REITORIA DA U. PORTO

AULA ABERTA | DEBATES ARQUITETURA, ARTE, IMAGEM (AAI) “CIDADE E CINEMA: UMA RELAÇÃO PROJETADA“ COM HUMBERTO KZURE-CERQUERA


21 Junho | 18h00 – Edifício da Reitoria, Casa Comum – U. Porto
Aula aberta "Cidade e Cinema: Uma Relação Projetada" com Humberto Kzure-Cerquera


Irá realizar-se na Casa Comum da Reitoria da U. Porto, dia 21 de Junho, pelas 18h00, inserido no seu programa cultural de aulas abertas à comunidade, mais uma sessão do ciclo Debates AAI intitulado “Cidade e Cinema: Uma Relação Projetada”, integrado na unidade curricular de Comunicação, Fotografia e Multimédia (CFM) do 4º e 5º ano e CAAD do 3ºano da FAUP, contando com a presença de Humberto Kzure, arquiteto e urbanista.. 
A aula aberta conta também com a presença de Pedro Leão Neto, coordenador do projeto Visual Spaces of Change.


”A relação entre a cidade e o cinema, a partir de uma dimensão sociocultural, possibilita inúmeras reflexões e diferentes percepções sobre os elementos da forma e dos modos de vida urbana. Tanto arquitetos quanto realizadores cinematográficos, através dos fundamentos da fotografia ou das imagens fílmicas, por exemplo, desenvolvem um olhar particular, uma seleção e um filtro capaz de modificar a visão comum dos lugares e das coisas, ao mesmo tempo em que possibilita ou induz outros olhares e outras ponderações sobre o urbano. Neste sentido, identificar e analisar os focos das representações cinematográficas do espaço urbano, que os próprios filmes revelam, ajudam a construir e reforçar culturalmente a natureza dinâmica e contraditória da cidade contemporânea - seu caráter complexo e heterogêneo, repleto de valor simbólico, identidade e memória. As imagens fílmicas constituem, portanto, suporte e documento que permitem discutir as representações visuais do urbano e correlacioná- las com a percepção individual e/ou coletiva. Apesar de o cinema estar próximo da experiência do espaço e do tempo “real”, é representação inspirada e enviesada por ideologias e sentimentos do público e dos seus realizadores. Afinal, para os indivíduos do meio urbano, com acesso mais frequente aos filmes, eque possuem a cidade “real” como elemento comparativo, a cidade de cada filme se interliga com outrosespaços vividos, simulados ou percebidos por cada um, inclusive por arquitetos e urbanistas. A discussão sobre cidade e cinema tem-se mostrado, assim, um campo fértil para a construção de uma matriz teórica e conceitual acerca de inúmeros fenômenos urbanos que se manifestam na sociedade vigente. Sobre isso, muitos investigadores têm dedicado esforços para extrair das películas significados que surgem antes da própria materialização de imagens. Como matéria da estética e da ética, a representação cinematográfica é, como afirma Jacques Aumont (2004), uma “semiologia da realidade” na qual está inscrita a cidade. Diante desse contexto, o indivíduo que experimenta a vida urbana desenvolve ao longo da sua existência uma percepção particular, às vezes intuitiva, às vezes reflexiva, mas sempre subjetiva sobre o território que o circunscreve no tempo e no espaço. Essa condição humana, acompanhada de múltiplos significados e de variadas interpretações, pressupõe que toda e qualquer manifestação da cultura implica na existência de “lugares reconhecíveis” impregnados em sua materialidade por representações. Uma pintura, uma fotografia ou um filme são, entre tantos, veículos que aguçam o imaginário humano. São, por assim dizer, instrumentos capazes de codificar ou subverter meandros contidos na experiência visual do sujeito.” - Humberto Kzure-Cerquera

A Entrada é gratuita.


Enquadramento
A organização destes debates é da responsabilidade da organização do Centro de Comunicação e Representação Espacial (CCRE / CEAU / FAUP) e o Laboratório de Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação (AAi2 Lab), no âmbito do projecto VSC. 
O grupo de investigação CCRE – Centro de Comunicação e Representação Espacial – tem desenvolvido uma série de actividades de índole pedagógica, documental e de investigação relacionando Arquitectura e Arte.
O objectivo geral destas actividades tem sido o de promover uma ampla reflexão sobre o contributo das imagens na compreensão da realidade e na construção de imaginários, entre o documento e a ficção, entre a reprodução e a manipulação, entre o analógico e o digital.
Estas actividades têm vindo a integrar diversas acções ligadas ao universo da imagem contemporânea, mais especificamente à fotografia, permitindo também a participação de grupos e cidadãos exteriores à academia, abrindo desta forma as universidades à sociedade civil e a outras instituições.
No universo da Imagem, a Fotografia é objecto de particular interesse, sendo explorada e analisada de forma crítica como um instrumento de registo e investigação numa perspectiva Inquisitiva, Curatorial e Comunicativa. O espaço privilegiado para esse registo e investigação fotográfica é o da Arquitectura, entendida como um universo amplo que integra simultaneamente os níveis macro e micro da transformação do Território e da Cidade e as suas múltiplas Vivências. 
Com o apoio institucional da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), da Reitoria da U. Porto e da scopio Editions, este 2º Ciclo de debates AAI – Arquitectura, Arte e Imagem estará muito ligado à exploração da fotografia como instrumento de reflexão sobre a transformação do espaço público. 


Biografias
Humberto Kzure-Cerquera é Arquiteto e Urbanista, Mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR/UFRJ, Doutor em Urbanismo pelo PROURB/FAU/UFRJ e BAUHAUS Universität Weimar e Professor dessas áreas do conhecimento no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Atualmente, desenvolve um pós-doutoramento em três universidades europeias: Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo – CEAU | Faculdade de Arquitectura – Universidade do Porto – FAUP | Portugal, com o Prof. Álvaro Domingues, no Centre de Recherches em Histoire Internationationale et Atlantique - CRHIA, Université de La Rochelle, com o Prof. Laurent Vidale Interdisciplinary Centre for Urban Culture and Public Space, Faculty of Architecture and Spatial Planning – Technische Universität Wien, com a Profa.Sabine Knierbein.
Além de trabalhos acadêmicos, é detentor de prêmios e distinções, tais como: Morar Carioca; Prêmio CAIXA de Habitação Social; Ruas da Cidade - Belo Horizonte; Revitalização do Centro Histórico de Cuiabá/MT - 2000; Projeto de Estruturação Urbana para a XVIII Região Administrativa do Rio de Janeiro; Favela-Bairro; Urbanização da Área Central de Goiânia; Prêmio Contribuição para a Arquitetura Brasileira para a Sede da Procuradoria Regional da República - IAB/RS; Corredor Ecológico, Turístico e Cultural Barão de Mauá - IAB/RJ; Revitalização do Centro Histórico de Sumaré/SP; Projeto Urbanístico para a região do Largo da Batata - IAB/SP; Circo Voador – IAB/RJ.
Foi consultor dos EIA/RIMA (Ordenamento Territorial para Comunidades Tradicionais) em áreas próximas às hidrelétricas do Rio Kwanza – Angola e em Belo Monte no Médio Rio Xingu – Pará | Brasil.
Expôs na Bienal de Veneza em 2002, na Mostra Internacional Rio Arquitetura e, por três vezes, na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, além de ter recebido Menção Honrosa na Bienal de Lima – Peru, em 2004.
Além dessas atividades, possui formação profissional em Cinema, Fotografia, Teatro e Cenografia. Com a cineasta portuguesa Teresa Prata está produzindo o documentário “A Cidade de Portas”, sobre a cidade como fronteira do pensamento do Prof- Arquiteto e Urbanista Nuno Portas.


Pedro Leão Neto (CCRE, AAI2 Lab)
Arquitecto pela FAUP (1992) onde actualmente é regente de Comunicação, Fotografia e Multimédia do 2º ciclo, é coordenador do grupo de investigação CCRE, integrado no centro de I&D da FAUP, coordenador do AAI 2 Lab integrado no Centro de Competências da Universidade do Porto para a área dos media U.Porto Media Innovation Labs (MIL) e Director da Associação Cultural Cityscopio (ACC). É Editor e coordenador responsável das publicações da scopio Editions desde 2010, cujo enfoque é o da fotografia documental e artística relacionada com Arquitectura, Cidade e Território.

 

PALESTRA "SCOPIO NETWORK: FOTOGRAFIA, ARQUITECTURA E URBANISMO" no Instituto Português de Fotografia do Porto

 
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PALESTRA "SCOPIO NETWORK: FOTOGRAFIA, ARQUITECTURA E URBANISMO": Instituto Português de Fotografia do Porto

No passado dia 24 de Abril (4ªf), teve início pelas 18h, no Instituto Português de Fotografia do Porto uma palestra de Pedro Leão Neto. Fundador da SCOPIO Network, coordenador da revista scopio e do grupo de investigação CCRE na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto – onde também é docente de fotografia e CAAD – partilhou algumas ideias em torno da criação da SCOPIO Network e do projeto Visual Spaces of Changes, discorreu sobre a imagem fotográfica enquanto instrumento de mediação e indagação da arquitectura e do espaço público, abordando também a dimensão discursiva que o média fotográfico desenvolve quando é integrado no formato de livro.

Mais informação

 

Visual Spaces of Change na Bienal de Fotografia do Porto Ciclo’19

 
 

Visual Spaces of Change na Bienal de Fotografia do Porto Ciclo’19

Visual Spaces of Change (VSC), projeto de investigação transdisciplinar com uma componente significativa da Fotografia Contemporânea, combinada com pesquisa complementar em Sintaxe Espacial e Tecnologias da Informação, marcará presença na Bienal de Fotografia do Porto Ciclo’19, de 16 de maio a 2 de julho.

Esta colaboração concretiza-se através da operacionalização de um projeto curatorial associado a um conjunto de atividades que cruzam os universos da fotografia e editorial em duas vertentes complementares: (i) Exibição de projectos de Fotografia Contemporânea (CPP) comunicados por intermédio de projecção de vídeo e fotografia em diversos espaços públicos e de uso coletivo localizados na Área Metropolitana do Porto (AMP), e (ii) Mostra de publicações alternativas para a divulgação de autores e obras com particular enfoque na Fotografia de Arquitectura, Cidade e Território.

Este programa será implementado em diversos espaços públicos e de uso coletivo, procurando gerar uma dinâmica de interacção com exposições em organizações culturais, associações profissionais, universidades e outros espaços alternativos de produção artística. Durante o período oficial da bienal em 2019, destacam-se as exibições nas Estações de Metro de S. Bento e Aliados, e a exposição na Ordem dos Arquitectos e Biblioteca Municipal Almeida Garrett. O material que se pretende trazer a público através dos projectos de fotografia contemporânea exibidos nestes espaços constituem ‘narrativas visuais’ que interferem intencionalmente com o território, provocando encontros reais e virtuais entre paisagens contrastantes da AMP, oferecendo ângulos e perspectivas sobre este território que suscitam um novo olhar sobre o seu património cultural, ambiental e arquitectónico.

As actividades propostas no âmbito desta parceria são orientadas para uma compreensão dos processos de inter-relação entre a Arquitectura, a Arte e a Imagem, identificando os pontos de articulação das dimensões éticas e estéticas destes universos. Os projectos fotográficos que se propõe instalar em diversos espaços públicos e colectivos para a realização de exposições temporárias constituem os objectos autorais através dos quais se pretende ampliar o universo do debate em torno do cruzamento de temas transversais às temáticas do projeto VSC e do Ciclo’19. Este projecto visa assim explorar de que forma a fotografia constitui um media que consegue alinhar a prática artística e a investigação académica, ao mesmo tempo que se posiciona de forma crítica perante estes universos. A estratégia proposta para promover esta aproximação pretende explorar o potencial da imagem fotográfica enquanto instrumento crítico e inquisitivo utilizado para reforçar e expandir capacidades de comunicação e interação entre agentes envolvidos em processos criativos, culturais e artísticos.

Links: 

https://www.scopionetwork.com/vsc-ciclo
https://ciclo-bienal.org/bienal-19/exposicoes/estação-de-metro-dos-aliados-e-são-bento-visual-spaces-of-change/

 

Fendas Intemporais by Jiôn Kiim & Artur Leão

 
 

FENDAS INTEMPORAIS

BY JIÔN KIIM & ARTUR LEÃO

EN / PT

Fendas intemporais starts from the discovery of a factory ruin and the will to explore it through photography, (re)inventing its forgotten spaces that, alongside with the light and signs of time, define a particular genius loci, a place that has already lost its original function with its decaying architecture. Forgotten Terrain Vague in search of a new identity and programme capable of resignifying its history and memory, transforming this location through a new gaze about its place in the city.

BIO

JIÔN KIIM was born is Busan, South Korea. She attended BFA in Industrial Design, specialising in Space and Product Design at Hongik Univ. in Seoul. She Had been worked as a researcher in LG Electronics’ laboratory in Korea. After leaving the company, she began her own artistic research. One semester of studies at ABK Stuttgart as a guest student followed by five years at HfBK Dresden, having completed the Diploma, specialising in Expanded Concepts of Art. In 2015, she was a DAAD Erasmus scholarship holder for contemporary artistic practice in the FBAUP master’s degree. She recently collaborated with the Cityscopio Cultural Association in the field of photography as a critical and poetic research instrument for architecture, city and territory. She exhibited at the various collective exhibitions in spaces such as the Sophie Charlotte Salon in Berlin, Motorenhalle in Dresden, Memory Center in Vila do Conde, GNRation in Braga, ZAWP Space in Bilbao, Maus Hábitos in Porto and Artspace O in Seoul. Her thesis was presented at Oktogon in Dresden. During 2018, she developed a photographic research around abandoned ruins and industrial spaces that resulted in the projects “Terrain Vague”; post-Fordist society and “Fendas Intemporais”. Currently she lives and works in Porto.

Artur Leão went to Escola Artística de Soares dos Reis in the Course of Audiovisual Communication – Specialization in Photography. He has a B.A.In Visual Arts and Photography from the Escola Superior Artística do Porto (ESAP). His work Teedoff is published on the digital platform of scopio Editions (2017). He integrated the collective exhibitions “6 - Exposição de Artes Visuais” (2017) in the Torre B of Edifício de Belmonte, “Do Not Touch Fresh Paint!”(2018) on Espaço MIRA and “Playlist #25” (2018), a curatorial project of Nuno Ramalho on Café Candelabro. His project Fendas Temporais was selected to be exhibited in the library ofFAUP’s Student Association space during the year 2018. Co-founder of the musical project Benthik Zone.

 

Fendas Intemporais por Jiôn Kiim & Artur Leão

 
 

FENDAS INTEMPORAIS

POR JIÔN KIIM & ARTUR LEÃO

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Este espaço de ruína emanava uma sensação muito forte, tinha algo de sagrada que nos levou a explorar com especial interesse os seus elementos construídos abandonados que conjugados com a luz e as marcas do tempo definiam um genius loci particular.
Todos os vãos do edifício são elementos com muita força e servem como significativo foco para o olhar do espectador, despertando nele ainda mais o mistério por detrás do local onde aqueles adensamentos de luz nos levam. Esses vãos - buracos ou aberturas - são na verdade “buracos negros” através dos quais nos podemos projetar para uma espaço muito maior do que a dimensão que o pequeno orifício representa na imagem, ficamos quase que comprimidos e sugados pela sua imensidão. Os buracos claros e escuros transmitem uma energia muito poderosa, que nos faz parar no tempo para os observar e refletir.

O espaço já perdeu a sua função original e a sua arquitetura em ruína comunica um desleixo de algo que já deixou de ser e, por isso, é agora um espaço esquecido em busca de uma nova identidade e programa que lhes confira uma história e os transforme de forma significativa. E é esta busca por uma nova função e o potencial destes espaços em ruína que os torna elementos muito importantes para o universo da arquitectura e da cidade. Refiro-me especificamente a autores como: Sola-Morales que explica e defende um novo olhar sobre a cidade consolidada a partir destes espaços abandonados e em ruínas - Terrain Vague - que não “encaixam” numa determinada ideia de urbanidade ou arquitetura. Este novo olhar significa, acima de tudo, perceber que se pode intervir nestes espaços marginais da cidade existente através de programas, que nem sempre exigem construir novas formas de arquiteturas, que oferecem a estes espaços um novo significado e a preservação e registo da sua memória. Exemplos disso são apropriações e programas ligados a diversas manifestações artísticas que transformam e dão uma nova vida a estes espaços.

Bio - Jiôn Kiim
Nasceu em Busan na Coreia do Sul. Frequentou o BFA em Design Industrial, especialização em Espaço e Produto na Hongik Univ. em Seul. Trabalhou como investigadora para o desenvolvimento de produto no laboratório da LG Electronics na Coreia. Depois de deixar a empresa, começou a sua própria pesquisa artística. A um semestre de estudos na ABK Stuttgart como aluna convidada, seguiram-se cinco anos na HfBK Dresden, tendo concluído o Diploma, especialização em Conceitos Expandidos de Arte. Em 2015, foi bolseira do DAAD Erasmus para a prática artística contemporânea no curso de mestrado da FBAUP. Recentemente colaborou com a Cityscopio Cultural Association no campo da fotografia como instrumento crítico, poético e de pesquisa para arquitetura, cidade e território. Expôs em várias exposições coletivas em espaços como o Salon Sophie Charlotte em Berlim, Motorenhalle em Dresden, Centro de Memória em Vila do Conde, GNRation em Braga, Espacio ZAWP em Bilbao, Maus Hábitos no Porto e Artspace O em Seul. A sua tese foi apresentada no Oktogon em Dresden. Durante 2018 desenvolveu uma pesquisa fotográfica em torno de ruínas e espaços industriais abandonados que resultou nos projetos 'Terrain Vague: Post forist Society' e 'Fendas intemporais'. Atualmente vive e trabalha no Porto.

Bio - Artur Leão
Frequentou a Escola Artística de Soares dos Reis no Curso de Comunicação Audiovisual - Especialização em Fotografia. Licenciado em Artes Visuais e Fotografia pela Escola Superior Artística do Porto (ESAP). O seu trabalho Teedoff está publicado na plataforma digital da scopio Editions (2017). Integrou as exposições coletivas “6 - Exposição de Artes Visuais” (2017) na Torre B do Edifício de Belmonte; “Do Not Touch Fresh Paint!” (2018) no Espaço MIRA; e “Playlist #25” (2018), projecto curatorial de Nuno Ramalho no Café Candelabro. O seu projecto “Fendas Intemporais” (2018) foi selecionado para expôr na espaço da livraria da Associação dos estudantes na FAUP durante o ano de 2018. Co-fundador do projeto musical Benthik Zone.
Vive e trabalha na área metropolitana do Porto.

 

To Name A Mountain by Alfonso Almendros

 
 

TO NAME A MOUNTAIN

BY ALFONSO ALMENDROS

In the spring of 1863, the landscape-painter Albert Bierstadt, started his second tour across the Rocky Mountains with his friend the American writer Fitz Hugh Ludlow.

The story says that during their expedition, the painter was astonished by the view of an enormous mountain. Immediately he made a sketch where a dark grey storm crosses an imaginary horizon of gigantic peaks blown out of proportion. Bierstadt entitled his painting “A storm in the Rocky Mountains, Mount Rosalie” in honor of his traveling companion’s wife. The work was interpreted as a representation of his emotional anguish and the mountain, unnamed until that date, was named Mount Rosalie in honor of the woman that Bierstadt secretly loved.

Most critics thought Mount Rosalie was impossibly high. The painting and Bierstadt’s work seem to talk about desire, but always through the excess and the violation of a reality that only seemed suggestive for the artist when it was conducted by his imagination. His idea of beauty oscillated between the sublime exaltation of his emotions and the calculated effectiveness of the forms. Both contradictory notions though, is it not an audacity and a frustration at the same time to try to reach a summit? Nevertheless, the purpose of naming a mountain is an act charged of poetry. It tells us about the desire of possession and permanence. It reminds us, through creation, of the memory of those we have loved.

Bio
Alfonso Almendros is a Spanish photographer and lecturer living in Madrid. He graduated in 2010 with a Bachelor in History of Art from the University of Valencia, an Associate Degree in Artistic Photography from E.A.S.D Valencia and a MA Photography in Efti Madrid.

His work has been exhibited internationally, including exhibitions in Encontros da Imagem in Braga, Sala Kursala from the University of Cádiz, the Cultural Center of Spain in Mexico, the King Juan Carlos I Center of New York, Article Gallery in Birmingham or Guernsey Photography Festival and granted in several international competitions like the V Galician Prize of Contemporary Photography, the Roberto Villagraz Grant 2016, the Photographic Museum of Humanity 2014 grant or the Grand Prix Fotofestiwal 2011.

Since 2015, he is a visiting professor at the Instituto Nicaragüense de Enseñanza Audiovisual and the National Cinematheque of Nicaragua, Node Center of Curatorial Studies in Berlin and the IED Madrid.

alfonsoalmendros.com
instagram

 

Aula Aberta "Para uma Arquitetura Fotográfica" com Cláudio Reis - PROGRAMA DE AULAS ABERTAS À CIDADE – REITORIA DA U. PORTO

 
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PROGRAMA DE AULAS ABERTAS À CIDADE – REITORIA DA U. PORTO

AULA ABERTA | DEBATES ARQUITETURA, ARTE, IMAGEM (AAI) “PARA UMA ARQUITETURA FOTOGRÁFICA“ COM CLÁUDIO REIS

Realizou-se no passado dia 12 de abril na Casa Comum da Reitoria da U. Porto mais uma sessão do ciclo Debates AAI, intitulada “Para uma arquitetura fotográfica”, integrada na unidade curricular de Comunicação, Fotografia e Multimédia (CFM) do 4º e 5º ano e CAAD do 3ºano da FAUP. Esta sessão insere-se no programa cultural de aulas abertas à comunidade da Reitoria da U. Porto e contou com a presença de Cláudio Reis, fotógrafo, e de Pedro Leão Neto, coordenador do projecto Visual Spaces of Change.


Considerando a presente autonomia da imagem digital face a questões de representação, a fotografia tende a ser apreendida com relativa naturalidade enquanto construção. Tratando-se do universo de arquitectura e do espaço público, esta ambiguidade é acentuada no próprio processo de trabalho, desde sempre articulado entre a construção de cariz documental e a proposição especulativa. A ilusão de apreensão espacial mediante o tempo próprio da superfície fotográfica será o ponto de partida para uma reflexão em torno da representação de espaços e formas concretas e imaginárias, questionando a validade contemporânea da imagem de arquitectura enquanto documento, o seu poder de sugestão e pertinência para a criação de ficções.
Através da realização destes debates pretende-se contribuir para a criação de um espaço de exploração, debate e reflexão de ideias em torno de novos caminhos de investigação sobre o espaço público, com um enfoque em dinâmicas emergentes de transformação urbana e a utilização da imagem com especial incidência pela fotografia como instrumentos de pesquisa e comunicação. 


Estas temáticas, inseridas nos debates AAI, agora com o apoio da Reitoria, são de grande interesse para o projeto de investigação Visual Spaces of Change (VSC), AAC n.º 02/SAICT/2017 (refª POCI-01-0145 - FEDER - 030605), cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, I. P.).
Estas sessões são de entrada gratuita.


Enquadramento
A organização destes debates é da responsabilidade da organização do Centro de Comunicação e Representação Espacial (CCRE / CEAU / FAUP) e o Laboratório de Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação (AAi2 Lab), no âmbito do projecto VSC. 
O grupo de investigação CCRE – Centro de Comunicação e Representação Espacial – tem desenvolvido uma série de actividades de índole pedagógica, documental e de investigação relacionando Arquitectura e Arte.
O objectivo geral destas actividades tem sido o de promover uma ampla reflexão sobre o contributo das imagens na compreensão da realidade e na construção de imaginários, entre o documento e a ficção, entre a reprodução e a manipulação, entre o analógico e o digital.
Estas actividades têm vindo a integrar diversas acções ligadas ao universo da imagem contemporânea, mais especificamente à fotografia, permitindo também a participação de grupos e cidadãos exteriores à academia, abrindo desta forma as universidades à sociedade civil e a outras instituições.
No universo da Imagem, a Fotografia é objecto de particular interesse, sendo explorada e analisada de forma crítica como um instrumento de registo e investigação numa perspectiva Inquisitiva, Curatorial e Comunicativa. O espaço privilegiado para esse registo e investigação fotográfica é o da Arquitectura, entendida como um universo amplo que integra simultaneamente os níveis macro e micro da transformação do Território e da Cidade e as suas múltiplas Vivências. 
Com o apoio institucional da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), da Reitoria da U. Porto e da scopio Editions, este 2º Ciclo de debates AAI – Arquitectura, Arte e Imagem estará muito ligado à exploração da fotografia como instrumento de reflexão sobre a transformação do espaço público. 

 

PALESTRA "SCOPIO EDITIONS: ARQUITECTURA, ARTE e IMAGEM | FOTOGRAFIA DOCUMENTAL E ARTÍSTICA"

 

PALESTRA "SCOPIO EDITIONS: ARQUITECTURA, ARTE e IMAGEM | FOTOGRAFIA DOCUMENTAL E ARTÍSTICA"

Pedro Leão Neto dia 4 de Abril às 14h, na Escola Artística de Soares dos Reis - Porto


Realizou-se no passado dia 4 de abril (quinta-feira) pelas 14:30, na Escola Artística de Soares dos Reis, Porto uma palestra sobre Fotografia, Arquitectura e Editorial dirigida aos alunos e professores de turmas de arte da Escola, bem como ao grupo de alunos e professores de três escolas parceiras no projeto Erasmus+ “A grasp of graphics and visuals ”.

O convite para a palestra foi da responsabilidade da docente da Escola a Professoa Luísa Fragoso, sendo o projeto International EASR coordenado pela Technikum Fototechniczne | Warszawa | Polónia (http://fotospokojna.com/). As restantes escolas parceiras são a Walter-Gropius-Berufskolleg | Bochum | Alemanhã (http://www.wg-bo.de/about.html) e a HTBLVA  Graz | Ortweinschule | Graz | Áustria (www.ortweinschule.at). As actividades do projeto centram-se na tecnologia fotografia, vídeo e design de comunicação. Mais informações podem ser encontradas no site do projeto https://www.essr.net/grasp/index.php/about/.

A palestra teve como mote de debate e discussão a apresentação “SCOPIO EDITIONS: ARQUITECTURA, ARTE e IMAGEM | FOTOGRAFIA DOCUMENTAL E ARTÍSTICA”. Foi assim possível promover uma reflexão sobre o contributo das imagens na compreensão da realidade e na construção de imaginários, entre o documento e a ficção, entre a reprodução e a manipulação, entre o analógico e o digital. A sessão contou com a leitura crítica por pedro leão neto dos trabalhos realizados pelos alunos da Soares dos Reis com os Erasmus aquando da sua visita.

Através da realização destas palestras em Escolas de Arte e outras instituições pré-universtárias pretende-se contribuir para a criação de um espaço de divulgação, exploração, debate e reflexão de ideias em torno de dinâmicas emergentes de transformação urbana e a utilização da imagem com especial incidência pela fotografia como instrumentos de pesquisa e comunicação. 

Estas palestras, próximas dos debates AAI, são também de grande interesse para a divulgação do projecto de investigação Visual Spaces of Change (VSC), AAC n.º 02/SAICT/2017 (refª POCI-01-0145 - FEDER - 030605), cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, I. P.).

 

Memória | Território | Desenho por Pedro Marcelo Gonçalves de Barros

 


MEMÓRIA | TERRITÓRIO | DESENHO

POR PEDRO MARCELO GONÇALVES DE BARROS


Abstract

A presente dissertação nasce de uma inquietação que foi crescendo ao longo do percurso académico: a construção da paisagem em território madeirense. O trabalho procura convocar a memória, o território e o desenho enquanto três condições de problema que se intersectam constantemente e que se confrontam gerando inquietações. Procuramos construir uma postura pessoal, uma certa forma de olhar o território madeirense que se abriga sobre o título do trabalho em três momentos. O primeiro, foca-se na estratégia de confrontação com a memória, enquanto ferramenta para questionar o “regresso a casa”; o segundo reconhece o existente como material de projecto; o terceiro vê o arquitecto enquanto um estratega de processos, consciente da cidadania do exercício da arquitectura. Aventuramo-nos numa leitura do lugar de origem, feita de aproximações, de avanços e recuos que procura ler-comunicar este território, aquilo que o define, para em seguida, transformar parte dessas leituras, em princípios (d)e desenhoPrincípios que se encaram como montagens, como a armação de um guião em aberto, o qual deverá ser construído também pelo outro, por todos os outros que se convocam no momento de pensar este lugar.

O trabalho e o território são portanto um lugar-investigação que poderá ser lido, como um sistema aberto que procura o devir-lugar. É esse lugar, em que na procura de despertadores de projecto, se procura ler-pensar-comunicar estratégias para o entender e transformar. Pretendia-se, à partida, elaborar uma recolha fotográfica por forma a registar aspectos estruturais de todo o território da Madeira: o património edificado, construções eruditas, e gestos que denunciassem um tipo de habitar. É nossa intenção estudar aqui o modo como paisagem e obra podem exprimir um sentido de vivência, de cultura, de comunidade, na sua unidade funcional e formal.

Importa referir que o trabalho fala de paisagem e não exclusivamente de território. Por um lado, fala-se da forma como se sobrepõem no tempo os sinais resultantes dos gestos inerentes à vida das comunidades que habitam esse território. Por outro, refere-se a realidade material e objectiva da relação entre a arquitectura e a paisagem, e, também, a forma de a ler, de interpretar essa realidade material na construção de um universo que a represente, na construção de uma codificação dessa relação e das chaves de entendimento da mesma. Assim falar de paisagem e não exclusivamente de território significa falar de uma velocidade de funcionamento, de um processo, de transformações, de mecanismos de interactuação entre as comunidades que compartilham o mesmo território. Falar da relação entre a arquitectura e a paisagem significa, portanto, falar de uma realidade dinâmica; da dinâmica da transformação e da sua velocidade; da efemeridade de cada estado e de cada condição; da contínua vontade de imprimir no território as marcas correspondentes às acções do habitar. Assim falar da relação entre a arquitectura e a paisagem significa introduzir a variável tempo na nossa leitura. Nesta perspectiva, os registos apresentados neste trabalho querem constituir-se como representação do território no tempo presente, de modo a definir uma memória para o futuro e, simultaneamente, um imaginário pessoal que será eventualmente, apoio a trabalhos futuros.

PDF Tese completa
Repositório U.Porto

 

IPF: SCOPIO NETWORK: FOTOGRAFIA, ARQUITECTURA E URBANISMO

 

SCOPIO NETWORK: FOTOGRAFIA, ARQUITECTURA E URBANISMO
Pedro Leão Neto Dia 24 de Abril (4ªf) às 18h, no Instituto Português de Fotografia do Porto.

Dia 24 de Abril (4ªf), às 18h, Pedro Leão Neto, fundador da SCOPIO Network, coordenador da revista Scopio e do grupo de investigação CCRE na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, onde é docente de fotografia e CAAD, irá partilhar ideias em torno da criação da SCOPIO Network e do projeto Visual Spaces of Changes, os seus objectivos e práticas, discorrendo sobre a imagem fotográfica enquanto instrumento de mediação e indagação da arquitectura e do espaço público.

Mais informação

 

Aula Aberta André Castanho + Apresentação Sophia Journal com Álvaro Domingues

 
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AULA ABERTA “CULTURA DA DESINTEGRAÇÃO"
ANDRÉ CASTANHO +  ÁLVARO DOMINGUES – APRESENTAÇÃO DE SOPHIA JOURNAL: PHOTOGRAPHY AND ARCHITECTURE

Realizou-se no passado dia 5 de abril pelas 14:30, na sala CCR 0.1 da Casa Cor de Rosa da FAUP, mais uma sessão do ciclo Debates AAI, integrada na unidade curricular de Comunicação, Fotografia e Multimédia (CFM) do 4º e 5º ano e CAAD do 3ºano da FAUP. Esta sessão contou com a presença de André Castanho (Arquiteto e Fotógrafo) e Álvaro Domingues (Geógrafo, Autor e Investigador – FAUP).

A aula aberta teve como primeiro momento a apresentação de “Cultura da Desintegração”, um projecto desenvolvido por André Castanho, realizado entre os anos de 2011 e 2013 no âmbito da tese final de mestrado na Escola da Arquitetura da Universidade do Minho, o qual propõe uma metodologia de representação e interpretação de uma amostra do Litoral Norte de Viana do Castelo, ancorando-se na realização fotográfica sistematizada. Depois, teve lugar um momento de debate em volta da temática da Arquitectura na Fotografia iniciado por Álvaro Domingues seguida por uma breve apresentação do 2º número da revista Sophia Journal: Photography and Architecture.

Através da realização destes debates pretende-se contribuir para a criação de um espaço de exploração, debate e reflexão de ideias em torno de novos caminhos de investigação sobre o espaço público, com um enfoque em dinâmicas emergentes de transformação urbana e a utilização da imagem com especial incidência pela fotografia como instrumentos de pesquisa e comunicação. 


Estas temáticas, inseridas nos debates AAI, são de grande interesse para o projecto de investigação Visual Spaces of Change (VSC), AAC n.º 02/SAICT/2017 (refª POCI-01-0145 - FEDER - 030605), cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, I. P.).
Estas sessões são abertas a toda a comunidade académica e a entrada é gratuita

Enquadramento
A organização destes debates é da responsabilidade da organização do Centro de Comunicação e Representação Espacial (CCRE / CEAU / FAUP) e o Laboratório de Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação (AAi2 Lab), no âmbito do projecto VSC. 
O grupo de investigação CCRE – Centro de Comunicação e Representação Espacial – tem desenvolvido uma série de actividades de índole pedagógica, documental e de investigação relacionando Arquitectura e Arte.
O objectivo geral destas actividades tem sido o de promover uma ampla reflexão sobre o contributo das imagens na compreensão da realidade e na construção de imaginários, entre o documento e a ficção, entre a reprodução e a manipulação, entre o analógico e o digital.
Estas actividades têm vindo a integrar diversas acções ligadas ao universo da imagem contemporânea, mais especificamente à fotografia, permitindo também a participação de grupos e cidadãos exteriores à academia, abrindo desta forma as universidades à sociedade civil e a outras instituições.
No universo da Imagem, a Fotografia é objecto de particular interesse, sendo explorada e analisada de forma crítica como um instrumento de registo e investigação numa perspectiva inquisitiva, curatorial e comunicativa. O espaço privilegiado para esse registo e investigação fotográfica é o da Arquitectura, entendida como um universo amplo que integra simultaneamente os níveis macro e micro da transformação do Território e da Cidade e as suas múltiplas Vivências. 
Com o apoio institucional da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), da Reitoria da U.Porto e da scopio Editions, este 2º Ciclo de debates AAI – Arquitectura, Arte e Imagem estará muito ligado à exploração da fotografia como instrumento de reflexão sobre a transformação do espaço público.

 

PROGRAMA DE AULAS ABERTAS À CIDADE – REITORIA DA U. PORTO Aula Aberta "Para uma Arquitetura Fotográfica" com Cláudio Reis

 
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PROGRAMA DE AULAS ABERTAS À CIDADE – REITORIA DA U. PORTO

AULA ABERTA | DEBATES ARQUITETURA, ARTE, IMAGEM (AAI) “PARA UMA ARQUITETURA FOTOGRÁFICA“ COM CLÁUDIO REIS


12 abril | 18h00 – Edifício da Reitoria, Casa Comum – U. Porto
Aula aberta "Para uma arquitetura fotográfica" com Cláudio Reis

Irá realizar-se na Casa Comum da Reitoria da U. Porto, dia 12 de abril, pelas 18h00, inserido no seu programa cultural de aulas abertas à comunidade, mais uma sessão do ciclo Debates AAI intitulado “Para uma arquitetura fotográfica”, integrado na unidade curricular de Comunicação, Fotografia e Multimédia (CFM) do 4º e 5º ano e CAAD do 3ºano da FAUP, contando com a presença de Cláudio Reis, fotógrafo. 
A aula aberta conta com a presença de Pedro Leão Neto, coordenador do projeto Visual Spaces of Change.
Considerando a presente autonomia da imagem digital face a questões de representação, a fotografia tende a ser apreendida com relativa naturalidade enquanto construção. Tratando-se do universo de arquitetura e do espaço público, esta ambiguidade é acentuada no próprio processo de trabalho, desde sempre articulado entre a construção de cariz documental e a proposição especulativa. A ilusão de apreensão espacial mediante o tempo próprio da superfície fotográfica será o ponto de partida para uma reflexão em torno da representação de espaços e formas concretas e imaginárias, questionando a validade contemporânea da imagem de arquitetura enquanto documento, o seu poder de sugestão e pertinência para a criação de ficções.
Através da realização destes debates pretende-se contribuir para a criação de um espaço de exploração, debate e reflexão de ideias em torno de novos caminhos de investigação sobre o espaço público, com um enfoque em dinâmicas emergentes de transformação urbana e a utilização da imagem com especial incidência pela fotografia como instrumentos de pesquisa e comunicação. 
Estas temáticas, inseridas nos debates AAI, agora com o apoio da Reitoria, são de grande interesse para o projeto de investigação Visual Spaces of Change (VSC), AAC n.º 02/SAICT/2017 (refª POCI-01-0145 - FEDER - 030605), cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, I. P.).
A Entrada é gratuita.


Enquadramento
A organização destes debates é da responsabilidade da organização do Centro de Comunicação e Representação Espacial (CCRE / CEAU / FAUP) e o Laboratório de Arquitectura, Arte, Imagem e Inovação (AAi2 Lab), no âmbito do projecto VSC. 
O grupo de investigação CCRE – Centro de Comunicação e Representação Espacial – tem desenvolvido uma série de actividades de índole pedagógica, documental e de investigação relacionando Arquitectura e Arte.
O objectivo geral destas actividades tem sido o de promover uma ampla reflexão sobre o contributo das imagens na compreensão da realidade e na construção de imaginários, entre o documento e a ficção, entre a reprodução e a manipulação, entre o analógico e o digital.
Estas actividades têm vindo a integrar diversas acções ligadas ao universo da imagem contemporânea, mais especificamente à fotografia, permitindo também a participação de grupos e cidadãos exteriores à academia, abrindo desta forma as universidades à sociedade civil e a outras instituições.
No universo da Imagem, a Fotografia é objecto de particular interesse, sendo explorada e analisada de forma crítica como um instrumento de registo e investigação numa perspectiva Inquisitiva, Curatorial e Comunicativa. O espaço privilegiado para esse registo e investigação fotográfica é o da Arquitectura, entendida como um universo amplo que integra simultaneamente os níveis macro e micro da transformação do Território e da Cidade e as suas múltiplas Vivências. 
Com o apoio institucional da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), da Reitoria da U. Porto e da scopio Editions, este 2º Ciclo de debates AAI – Arquitectura, Arte e Imagem estará muito ligado à exploração da fotografia como instrumento de reflexão sobre a transformação do espaço público. 


Biografias
Cláudio Reis (n. 1980). Licenciatura em Arquitectura, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (2004). Mestrado em Fotografia, com distinção, Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa (2014). Desde 2015 tem vindo a desenvolver a sua prática artística conjuntamente com uma investigação de Doutoramento em Media Digitais, através de um protocolo de colaboração estabelecido entre a Universidade do Porto e a Universidade de Texas, Austin, EUA. Para mais informações: www.umclaudio.com

Pedro Leão Neto (CCRE, AAI2 Lab)
Arquitecto pela FAUP (1992) onde actualmente é regente de Comunicação, Fotografia e Multimédia do 2º ciclo, é coordenador do grupo de investigação CCRE, integrado no centro de I&D da FAUP, coordenador do AAI 2 Lab integrado no Centro de Competências da Universidade do Porto para a área dos media U.Porto Media Innovation Labs (MIL) e Director da Associação Cultural Cityscopio (ACC). É Editor e coordenador responsável das publicações da scopio Editions desde 2010, cujo enfoque é o da fotografia documental e artística relacionada com Arquitectura, Cidade e Território.