LFA TALKS PODCAST launches with Episode 1: Reflecting on Photography, Architecture, and the Legacy of Luis Ferreira Alves

 
 
 

LFA TALKS PODCAST launches with Episode 1: Reflecting on Photography, Architecture, and the Legacy of Luis Ferreira Alves

PT/ENG

The first episode of the LFA TALKS PODCAST is now available, marking the beginning of a new editorial and cultural platform developed within the broader framework of the Luis Ferreira Alves Award. Conceived as an ongoing space for reflection on photography, architecture, memory, and visual culture, the podcast expands the public and international dimension of the Award through a series of conversations with photographers, architects, researchers, jury members, and invited guests.

Developed in partnership between FAUP, Casa Comum, and FIMS, the LFA TALKS PODCAST integrates the wider communication and cultural strategy of the LFA Award for 2026–2027, reinforcing the Award’s commitment to fostering critical discourse around contemporary architectural photography and the enduring legacy of Luis Ferreira Alves.

Each episode is recorded in Portuguese or English, depending on the linguistic context and origin of the guests. This approach seeks to preserve the authenticity, nuances, and unique rhythms of each conversation, while simultaneously reflecting the international and diverse scope of the LFA Award.

 

At the same time, contemporary podcast platforms such as Spotify increasingly provide automatic translation and audio transcription tools — technologies that are expected to become even more accessible and accurate in the near future — allowing conversations to reach wider international audiences across different languages. To ensure broader accessibility and dissemination, all news releases and communication materials associated with the podcast are accompanied by bilingual abstracts in Portuguese and English.

The podcast forms part of the wider LFA TALKS platform, an ongoing programme of conversations, conferences, roundtables, public presentations, and editorial content articulated around shared thematic axes connected to the philosophy and curatorial vision of the Award.

 

Episode 1 — Legacy and Continuity of the LFA Award

The inaugural episode features a conversation between Catarina Providência and Pedro Leão Neto, centred on the origins, vision, and continuity of the Luis Ferreira Alves International Photography Award.

The discussion reflects on the cultural and human legacy of Luis Ferreira Alves, while addressing architectural photography as a form of critical interpretation rather than mere documentation. The episode also revisits the international impact of the Award’s first edition and the remarkable participation of photographers from diverse geographical and cultural contexts.

 

A New Curatorial Structure and Conversational Format

The LFA TALKS PODCAST also introduces a carefully constructed cultural and editorial format that combines critical reflection with an accessible and fluid conversational rhythm.

The episodes are hosted and moderated by Maria Neto, who is responsible for opening each conversation, guiding its narrative flow, introducing themes, and moderating transitions between topics and guests. Her approach privileges attentive listening and the creation of an engaging and emotionally balanced dialogue.

Alongside this conversational structure, Pedro Leão Neto contributes through a series of curatorial and editorial interventions, deepening architectural and photographic concepts, introducing critical reflections, and framing broader cultural and theoretical questions associated with the LFA Award and contemporary architectural photography. He also concludes each episode with a final reflective question that extends the discussion beyond the immediate conversation.

The podcast will also feature conversations with internationally recognised photographers, architects, researchers, and invited authors whose practices contribute to contemporary reflections on architecture, image, and visual culture.

Upcoming Episodes

The second and third episodes are scheduled for release on June 1st and July 1st, 2026, continuing the first thematic axis dedicated to the legacy and vision of the LFA Award, addressing its philosophy, impact, and criteria, as well as the question of how architecture is photographed today.

Preparations are also underway for the fourth episode, planned for 1 August 2026, which may include the participation of Hélène Binet as an invited guest and featured author.

A Long-Term Platform for Critical Reflection

Structured around a series of thematic axes, the LFA TALKS PODCAST proposes a coherent and long-term editorial programme addressing topics such as photographic narrative, phenomenology and spatial experience, the dialogue between photographers and architects, and the future of image-making in contemporary culture.

Rather than functioning solely as a promotional initiative, the podcast seeks to establish itself as a platform for critical and cultural reflection, reinforcing the role of photography in shaping architectural thought, memory, and public understanding of space.

The LFA TALKS PODCAST is part of the broader ecosystem of initiatives associated with the Luis Ferreira Alves Award, which also includes public talks, masterclasses, exhibitions, and editorial projects developed in collaboration with national and international cultural institutions and publishing partners.


More information:
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PODCAST LFA TALKS estreia o Episódio 1: Reflexões sobre Fotografia, Arquitetura e o Legado de Luis Ferreira Alves

 
 
 

PODCAST LFA TALKS estreia o Episódio 1: Reflexões sobre Fotografia, Arquitetura e o Legado de Luis Ferreira Alves

PT/ENG

O primeiro episódio do PODCAST LFA TALKS já se encontra disponível, assinalando o início de uma nova plataforma editorial e cultural desenvolvida no âmbito alargado do Prémio Luis Ferreira Alves. Concebido como um espaço permanente de reflexão sobre fotografia, arquitetura, memória e cultura visual, o podcast amplia a dimensão pública e internacional do Prémio através de uma série de conversas com fotógrafos, arquitetos, investigadores, membros do júri e convidados.

Desenvolvido em parceria entre a FAUP, a Casa Comum e a FIMS, o PODCAST LFA TALKS integra a estratégia cultural e de comunicação do Prémio LFA para 2026–2027, reforçando o compromisso da iniciativa com a promoção do pensamento crítico em torno da fotografia de arquitetura contemporânea e do legado duradouro de Luis Ferreira Alves.

Cada episódio é gravado em português ou em inglês, de acordo com o contexto linguístico e a proveniência dos convidados. Esta abordagem procura preservar a autenticidade, as nuances e os ritmos próprios de cada conversa, refletindo simultaneamente a dimensão internacional e plural do Prémio LFA.

Ao mesmo tempo, as plataformas contemporâneas de podcast, como o Spotify, disponibilizam cada vez mais ferramentas de tradução automática e transcrição áudio — tecnologias que tenderão a tornar-se mais acessíveis e precisas num futuro próximo — permitindo que estas conversas alcancem públicos internacionais mais amplos e diversificados. Para assegurar uma maior acessibilidade e divulgação, todos os comunicados de imprensa e materiais de comunicação associados ao podcast incluem resumos bilingues em português e inglês.

O podcast integra a plataforma mais ampla LFA TALKS, um programa contínuo de conversas, conferências, mesas-redondas, apresentações públicas e conteúdos editoriais articulados em torno de eixos temáticos comuns, ligados à filosofia e à visão curatorial do Prémio.

Episódio 1 — Legado e Continuidade do Prémio LFA

O episódio inaugural apresenta uma conversa entre Catarina Providência e Pedro Leão Neto, centrada nas origens, na visão e na continuidade do Prémio Internacional de Fotografia Luis Ferreira Alves.

A conversa reflete sobre o legado cultural e humano de Luis Ferreira Alves, abordando a fotografia de arquitetura como forma de interpretação crítica e não como mera documentação. O episódio revisita ainda o impacto internacional da primeira edição do Prémio e a expressiva participação de fotógrafos provenientes de diferentes contextos geográficos e culturais.

Uma Nova Estrutura Curatorial e um Novo Formato de Conversa

O PODCAST LFA TALKS apresenta igualmente um formato cultural e editorial cuidadosamente estruturado, conciliando reflexão crítica com um registo de conversa acessível e fluido.

Os episódios são apresentados e moderados por Maria Neto, responsável por introduzir cada conversa, orientar o seu desenvolvimento narrativo, apresentar os temas e assegurar a transição entre tópicos e convidados. A sua abordagem privilegia a escuta atenta e a construção de um diálogo envolvente e emocionalmente equilibrado.

Paralelamente, Pedro Leão Neto intervém através de contributos curatoriais e editoriais que aprofundam conceitos arquitetónicos e fotográficos, introduzem reflexões críticas e enquadram questões culturais e teóricas mais amplas associadas ao Prémio LFA e à fotografia de arquitetura contemporânea. Cabe-lhe ainda encerrar cada episódio com uma questão final de carácter reflexivo, prolongando a discussão para além da conversa imediata.

O podcast contará igualmente com conversas com fotógrafos, arquitetos, investigadores e autores convidados de reconhecido prestígio internacional, cujas práticas contribuem para as reflexões contemporâneas sobre arquitetura, imagem e cultura visual.

Próximos Episódios

O segundo e o terceiro episódios têm lançamento previsto para 1 de Junho e 1 de Julho de 2026, dando continuidade ao primeiro eixo temático dedicado ao legado e à visão do Prémio LFA, abordando a sua filosofia, impacto e critérios, bem como a questão de como se fotografa hoje arquitetura.

Encontram-se igualmente em preparação os conteúdos do quarto episódio, previsto para 1 de Agosto de 2026, que poderá contar com a participação de Hélène Binet como convidada e autora em destaque.

Uma Plataforma de Longo Prazo para a Reflexão Crítica

Estruturado em torno de diferentes eixos temáticos, o PODCAST LFA TALKS propõe uma abordagem coerente e continuada à reflexão crítica.

Trata-se de um programa editorial diversificado e de longa duração, dedicado a temas como a narrativa fotográfica, a fenomenologia e a experiência espacial, o diálogo entre fotógrafos e arquitetos, bem como o futuro da produção de imagem na cultura contemporânea.

Mais do que uma iniciativa de carácter promocional, o podcast procura afirmar-se como uma plataforma de reflexão crítica e cultural, reforçando o papel da fotografia na construção do pensamento arquitetónico, da memória e da compreensão pública do espaço.

O PODCAST LFA TALKS integra o ecossistema mais vasto de iniciativas associadas ao Prémio Luis Ferreira Alves, do qual fazem também parte palestras públicas, masterclasses, exposições e projetos editoriais desenvolvidos em colaboração com instituições culturais nacionais e internacionais, bem como com parceiros editoriais.


Mais informações:
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Octaetéride Award Distinguishes Cityscopio Cultural Association and the Scopio Editions and Scopio Network Projects

 
 
 

Octaetéride Award Distinguishes Cityscopio Cultural Association and the Scopio Editions and Scopio Network Projects

PT/ENG

Octaetéride Award Distinguishes Cityscopio Cultural Association and the scopio Editions and Scopio Network Projects

The Cityscopio Cultural Association was distinguished at the closing event of the 8th anniversary of Casa Comum on April 18, 2026, with the Octaetéride Award, through the scopio Editions project and the Scopio Network platform, as an expression of public recognition for the partnership developed over the past years and for the significant contribution to the affirmation of the cultural intervention project of the University of Porto.

The distinction, granted by Casa Comum – University of Porto, underlines the role played by the Cityscopio Cultural Association in building a democratic, plural and open cultural space for the community, through editorial, scientific and cultural initiatives focused on the relationship between architecture, art, image, photography and contemporary thought.

Throughout this journey, the collaboration between Cityscopio, Casa Comum, the University of Porto, and U.Porto Press has materialized in a significant set of editorial and curatorial projects of national and international scope, promoting the intersection between academic research, artistic creation, and cultural dissemination.

Among the most relevant projects is ARCHITECTURE, ART AND IMAGE – UTOPIA, developed in conjunction with U.Porto Press, bringing together interdisciplinary contributions around the relationships between architecture, art, image, and contemporary utopian thought. The publication establishes itself as a space for critical reflection on the modes of representation, perception, and cultural construction of space.

This editorial work also resulted in the launch of the Architecture, Art and Utopia – U.PORTO Alumni Little Books collection, developed by U.Porto Press in partnership with scopio Editions. The collection proposes an accessible and interdisciplinary format dedicated to the dissemination of essays, reflections, and experiences related to architecture, visual culture, and contemporary artistic practices.

Another structuring project of this collaboration has been the CONTRAST editorial series, regularly presented at Casa Comum through public sessions, launches, and roundtables. The project brings together images and critical texts on photography, higher education, and academic research, involving various Portuguese institutions and schools, establishing itself as a platform for debate around contemporary image and photographic practices in the university context.

In the scientific and academic field, the international journal scopio Architecture, Art and Image also deserves mention. This annual open-access, peer-reviewed publication is edited by the Centre for Architecture and Urbanism Studies (CEAU/FAUP), in collaboration with ID+ and CETAPS, with joint endorsement from U.Porto Press and scopio Editions.

The journal is now an international reference in the interdisciplinary intersection between architecture, art, and image, promoting critical research and contemporary reflection through multiple theoretical, artistic, and curatorial perspectives. Structured around annual themes, the publication seeks to stimulate debate on the cultural, spatial, and visual challenges of contemporary life, bringing together researchers, artists, architects, and diverse audiences.

The recognition now granted by the Octaetéride – Casa Comum Award reinforces the cultural and academic impact of the work developed by the Cityscopio Cultural Association, as well as the relevance of its editorial and research platforms in the context of contemporary cultural production.

More than an institutional distinction, this award represents the recognition of a trajectory marked by the creation of spaces for dialogue, critical thinking, and interdisciplinary collaboration, contributing to broadening the relationship between university, culture, and civil society.

 

Prémio Octaetéride distingue Associação Cultural Cityscopio e os projetos scopio Editions e Scopio Network

 
 
 

Prémio Octaetéride distingue Associação Cultural Cityscopio e os projetos scopio Editions e Scopio Network

PT/ENG

A Associação Cultural Cityscopio foi distinguida no evento de fecho do 8.º aniversário da Casa Comum no dia 18 de abril de 2026 com o Prémio Octaetéride – Casa Comum, através do projeto scopio Editions e da plataforma Scopio Network, como expressão de reconhecimento público pela parceria desenvolvida ao longo dos últimos anos e pelo contributo relevante para a afirmação do projeto de intervenção cultural da Universidade do Porto.

A distinção, atribuída pela Casa Comum – Universidade do Porto, sublinha o papel desempenhado pela Associação Cultural Cityscopio na construção de um espaço cultural democrático, plural e aberto à comunidade, através de iniciativas editoriais, científicas e culturais centradas na relação entre arquitetura, arte, imagem, fotografia e pensamento contemporâneo.

Ao longo deste percurso, a colaboração entre a Cityscopio, a Casa Comum, a Universidade do Porto e a U.Porto Press materializou-se num conjunto significativo de projetos editoriais e curatoriais de âmbito nacional e internacional, promovendo o cruzamento entre investigação académica, criação artística e divulgação cultural.

Entre os projetos mais relevantes destaca-se ARCHITECTURE, ART AND IMAGE – UTOPIA, desenvolvido em articulação com a U.Porto Press, reunindo contributos interdisciplinares em torno das relações entre arquitetura, arte, imagem e pensamento utópico contemporâneo. A publicação afirma-se como um espaço de reflexão crítica sobre os modos de representação, perceção e construção cultural do espaço.

Deste trabalho editorial resultou igualmente o lançamento da coleção Arquitetura, Arte e Utopia – U.PORTO Alumni Little Books, desenvolvida pela U.Porto Press em parceria com a scopio Editions. A coleção propõe um formato acessível e interdisciplinar dedicado à divulgação de ensaios, reflexões e experiências ligadas à arquitetura, à cultura visual e às práticas artísticas contemporâneas.

Outro dos projetos estruturantes desta colaboração tem sido a série editorial CONTRAST, apresentada regularmente na Casa Comum através de sessões públicas, lançamentos e mesas-redondas. O projeto reúne imagens e textos críticos sobre fotografia, ensino superior e investigação académica, envolvendo diversas instituições e escolas portuguesas, afirmando-se como uma plataforma de debate em torno da imagem contemporânea e das práticas fotográficas no contexto universitário.

No campo científico e académico, merece ainda destaque a revista internacional scopio Architecture, Art and Image, publicação anual de acesso aberto e revisão científica por pares, editada pelo Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo (CEAU/FAUP), em colaboração com o ID+ e o CETAPS, com chancela conjunta da U.Porto Press e da scopio Editions.

A revista constitui hoje uma referência internacional no cruzamento interdisciplinar entre arquitetura, arte e imagem, promovendo investigação crítica e reflexão contemporânea através de múltiplas perspetivas teóricas, artísticas e curatoriais. Estruturada em torno de temas anuais, a publicação procura estimular o debate sobre os desafios culturais, espaciais e visuais da contemporaneidade, aproximando investigadores, artistas, arquitetos e públicos diversos.

O reconhecimento agora atribuído pelo Prémio Octaetéride – Casa Comum reforça o impacto cultural e académico do trabalho desenvolvido pela Associação Cultural Cityscopio, bem como a relevância das suas plataformas editoriais e de investigação no contexto da produção cultural contemporânea.

Mais do que uma distinção institucional, este prémio representa o reconhecimento de um percurso marcado pela criação de espaços de diálogo, pensamento crítico e colaboração interdisciplinar, contribuindo para ampliar a relação entre universidade, cultura e sociedade civil.

 

Presentation of the Luis Ferreira Alves Award Publication | 2025 Edition at ARCOlisboa 2026 – May 31st

 
 
 

Presentation of the Luis Ferreira Alves Award Publication | 2025 Edition at ARCOlisboa 2026 – May 31st

PT/ENG

On May 31st, at 2:30 PM, the Speaker´s Corner of ArtsLibris, part of ARCOlisboa 2026, at the Cordoaria Nacional, will host the presentation of the Luis Ferreira Alves Award publication | 2025 Edition, in a session led by Pedro Leão Neto, architect, editor, and coordinator of the publication.

Integrated into the ArtsLibris program – International Fair of Artist's Books, Photobooks and Self-Publishing – this presentation marks a new moment of public dissemination of an editorial work that celebrates and expands the legacy of Luis Ferreira Alves, a major figure in architectural photography in Portugal.

The session proposes a reflection on the relationships between photography, architecture, and contemporary publishing, taking as its starting point a publication that seeks to affirm architectural photography as a critical, culturally, and editorially autonomous practice.

The Luis Ferreira Alves Award publication | The 2025 edition, published by scopio Editions in partnership with the Spanish publisher Turner, is a bilingual edition (Portuguese–English) with international distribution. With a strong curatorial focus, it brings together the photographic series distinguished in the first edition of the award, accompanied by critical essays and texts that question the role of the image in the contemporary construction of architectural thought.

The publication's presence at ARCOlisboa 2026, within the context of ArtsLibris, reinforces its international vocation and the ambition to broaden the dialogue between publishing practices, visual culture, and architectural reflection, placing it within one of the most relevant Iberian contexts of encounter between contemporary art, independent publishing, and critical thought.

The presentation follows the session held in Barcelona in November 2025 and continues the international circulation of the project, consolidating the Luis Ferreira Alves Award as a platform for recognition, research, and dissemination of contemporary architectural photography.

The 9th edition of ARCOlisboa, taking place from May 28th to 31st, 2026, reaffirms Lisbon as an international convergence point for contemporary art. At the Torreão Nascente of the Cordoaria Nacional, ArtsLibris will once again establish itself as a privileged meeting place for authors, publishers, artists, and readers, with its Speakers´ Corner serving as a central venue for the presentation and discussion of publishing projects that question contemporary practices of book creation, editing, and circulation.

Date: May 31st, 2026

Time: 2:30 PM

Location: ArtsLibris Speakers’ Corner

ARCOlisboa 2026 | Torreão Nascente of the Cordoaria Nacional, Lisbon

AAI - CEAU / FAUP

SIGARRA / FAUP

LFA AWARD Publication

 

Apresentação da publicação Prémio Luis Ferreira Alves | Edição 2025 na ARCOlisboa 2026 – 31 de maio

 
 
 

Apresentação da publicação Prémio Luis Ferreira Alves | Edição 2025 na ARCOlisboa 2026 – 31 de maio

PT/ENG

No próximo dia 31 de maio, às 14h30, no Speaker´s Corner da ArtsLibris, integrado na ARCOlisboa 2026, na Cordoaria Nacional, acolhe a apresentação da publicação Prémio Luis Ferreira Alves | Edição 2025, numa sessão conduzida por Pedro Leão Neto, arquiteto, editor e coordenador da publicação.

Integrada na programação da ArtsLibris – Feira Internacional de Livros de Artista, Photobooks e Autoedição, esta apresentação assinala um novo momento de divulgação pública de uma obra editorial que celebra e prolonga o legado de Luis Ferreira Alves, figura maior da fotografia de arquitetura em Portugal.

A sessão propõe uma reflexão em torno das relações entre fotografia, arquitetura e edição contemporânea, tomando como ponto de partida uma publicação que procura afirmar a fotografia de arquitetura enquanto prática crítica, cultural e editorialmente autónoma.

A publicação Prémio Luis Ferreira Alves | Edição 2025, editada pela scopio Editions, em parceria com a editora espanhola Turner, é uma edição bilingue (português–inglês) com distribuição internacional. Com uma forte dimensão curatorial, reúne as séries fotográficas distinguidas na primeira edição do prémio, acompanhadas por ensaios críticos e textos que interrogam o papel da imagem na construção contemporânea do pensamento arquitetónico.

A presença da publicação na ARCOlisboa 2026, no contexto da ArtsLibris, reforça a sua vocação internacional e a ambição de ampliar o diálogo entre práticas editoriais, cultura visual e reflexão arquitetónica, inserindo-a num dos mais relevantes contextos ibéricos de encontro entre arte contemporânea, edição independente e pensamento crítico.

A apresentação sucede à sessão realizada em Barcelona, em novembro de 2025, e dá continuidade à circulação internacional do projeto, consolidando o Prémio Luis Ferreira Alves como plataforma de reconhecimento, investigação e divulgação da fotografia de arquitetura contemporânea.

A 9.ª edição da ARCOlisboa, que decorre de 28 a 31 de maio de 2026, reafirma Lisboa como ponto de convergência internacional da arte contemporânea. No Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, a ArtsLibris volta a afirmar-se como espaço privilegiado de encontro entre autores, editores, artistas e leitores, sendo o seu Speakers Corner um lugar central para a apresentação e discussão de projetos editoriais que interrogam as práticas contemporâneas de criação, edição e circulação do livro.

Data: 31 de maio de 2026
Hora: 14h30
Local: ArtsLibris Speakers’ Corner
ARCOlisboa 2026 | Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa

AAI - CEAU / FAUP

SIGARRA / FAUP

LFA AWARD Publication

 

Aula aberta e visita guiada à exposição Wide-Angle View reúne estudantes de Arquitetura da UFP na OASRN

 
 
 

Aula aberta e visita guiada à exposição Wide-Angle View reúne estudantes de Arquitetura da UFP na OASRN

No passado dia 29 de abril, a sede da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte acolheu uma aula aberta e visita guiada à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, numa iniciativa realizada em colaboração com o Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade Fernando Pessoa (UFP).

A sessão reuniu estudantes e docentes da UFP num momento de contacto direto com a exposição, promovendo uma reflexão crítica em torno das relações entre arquitetura, fotografia e sociedade. A visita foi conduzida por Pedro Leão Neto, docente e investigador da FAUP e membro do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do Centro de Estudos Nuno Portas (CENP), e por Maria Neto, investigadora do mesmo grupo, contando ainda com a participação de um representante da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte.

A acompanhar os estudantes estiveram Sara Sucena, Professora Associada do Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade Fernando Pessoa, cuja participação contribuiu para aprofundar o debate em torno da imagem enquanto instrumento de leitura crítica da arquitetura e da cidade.

Ao longo da visita, a exposição foi apresentada como um espaço de reflexão sobre o papel da fotografia na construção de discursos críticos sobre o território e o espaço construído. Inspirada na série Manplan, publicada pela revista The Architectural Review entre 1969 e 1970, a exposição propõe uma deslocação do olhar da arquitetura enquanto objeto autónomo para a arquitetura enquanto espaço social vivido, centrando-se nas relações humanas, nos contextos urbanos e nas condições que moldam a experiência quotidiana.

A noção de wide angle foi discutida como uma ampliação do campo de visão sobre a arquitetura, permitindo compreender de que modo a imagem pode revelar dinâmicas sociais, desigualdades territoriais e transformações urbanas frequentemente ausentes das representações convencionais da disciplina.

As fotografias e materiais apresentados — provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections — evidenciam uma abordagem visual próxima do fotojornalismo e da fotografia de rua, cruzando temas como habitação, trabalho, educação, saúde e lazer. Neste contexto, a fotografia foi abordada simultaneamente enquanto documento e construção crítica, capaz de registar a realidade e, ao mesmo tempo, de produzir novas formas de interpretação sobre a cidade contemporânea.

Ao longo do percurso expositivo foram promovidos momentos de diálogo e discussão, incentivando os estudantes a refletir sobre a atualidade das questões levantadas por Manplan, particularmente num contexto marcado pela crise da habitação, pelas desigualdades urbanas e pelas transformações sociais do território.

A sessão terminou com um debate alargado entre participantes, reforçando a importância destas iniciativas no âmbito do ensino, da investigação e da cultura arquitetónica. Ao aproximar os estudantes de práticas expositivas e curatoriais contemporâneas, a aula aberta sublinhou o papel da fotografia enquanto ferramenta de investigação, pensamento crítico e comunicação no campo da arquitetura e da cidade.

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70” apresenta uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, revisitando a influente série publicada pela revista The Architectural Review no final da década de 1960.

Produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas, Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

A exposição resulta de uma parceria internacional entre o Royal Institute of British Architects (RIBA), a Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a Associação Cultural Cityscopio (CCA) e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto editorial e científico Sophia Journal.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

Arquiteturas Film Festival promotes photography workshop with Leon Krige in Porto

 
 
 

photography of Leon Krige

Arquiteturas Film Festival promotes photography workshop with Leon Krige in Porto

Porto for its 13th edition | July 1st to 5th, 2026, under the theme Urban Age

PT/ENG

The Arquiteturas Film Festival returns to Porto for its 13th edition, between July 1st and 5th, 2026, under the theme Urban Age. As part of this year's program, the INSTITUTO organizes the photography workshop Architecture of the Eye, led by South African photographer and architect Leon Krige, one of the leading contemporary figures in urban photography.

Registration for the workshop is open until May 31, via the form available on the festival's official website.
Rules e Registration form, via Google Forms. 

The initiative is developed in two modules — one dedicated to urban space and the other to contemporary architecture — proposing a practical approach to digital and analog photography in different lighting conditions, both day and night. The digital component prioritizes the panoramic format, while the analog aspect explores creative techniques such as multiple exposures and lens rotation.

Over five days, participants will work in several emblematic locations in the city of Porto, including the historic center, the Faculty of Architecture of the University of Porto (FAUP), the Serralves Museum, and the Casa da Música. The digital editing and analog developing sessions will take place at Casa Comum – Rectory of the University of Porto.

The workshop concludes with a public presentation of the work developed by the participants.

The use of personal equipment is not mandatory; it is possible to follow the photographer's work without a camera. However, participants may use their own equipment and experiment with the techniques covered during the sessions. The training will be conducted entirely in English.

The event is organized by the INSTITUTE, in partnership with Casa Comum – Rectorate of the University of Porto, the Architecture, Art and Image group of the Nuno Portas Studies Center of the Faculty of Architecture of the University of Porto (AAI/FAUP), the Serralves Museum, the Order of Architects – Northern Regional Section, and the Cityscopio Cultural Association, through its publishing project scopio Editions.

The collaboration between the AAI/FAUP group and the Cityscopio Cultural Association seeks to deepen the role of image and representational tools—with a special focus on contemporary photography—as instruments of critical reflection on architecture, city, and urban space. Through the scopio Editions publishing project, this partnership has been promoting new readings of contemporary architecture and urban dynamics, articulating research, artistic practice, and critical thinking.

The festival also has the support of DGArtes and the Porto City Council.

More information and registration:
Rules e Registration form, via Google Forms


https://arquiteturasfilmfestival.com

 

Arquiteturas Film Festival promove oficina de fotografia com Leon Krige no Porto

 
 
 

fotografia de Leon Krige

Arquiteturas Film Festival promove oficina de fotografia com Leon Krige no Porto

Porto para a sua 13.ª edição | 1 e 5 de julho de 2026, sob o tema Urban Age

PT/ENG

O Arquiteturas Film Festival regressa ao Porto para a sua 13.ª edição, entre 1 e 5 de julho de 2026, sob o tema Urban Age. No âmbito da programação deste ano, o INSTITUTO organiza a oficina de fotografia Architecture of the Eye, orientada pelo fotógrafo e arquiteto sul-africano Leon Krige, uma das referências contemporâneas da fotografia urbana.

As inscrições para a oficina decorrem até 31 de maio, através do formulário disponível no site oficial do festival.
Regulamento e Ficha de inscrição, via Google Forms. 

A iniciativa desenvolve-se em dois módulos — um dedicado ao espaço urbano e outro à arquitetura contemporânea — propondo uma abordagem prática à fotografia digital e analógica em diferentes condições de luz, tanto diurna como noturna. A componente digital privilegia o formato panorâmico, enquanto a vertente analógica explora técnicas criativas como múltiplas exposições e rotação de lente.

Ao longo de cinco dias, os participantes irão trabalhar em vários locais emblemáticos da cidade do Porto, incluindo o centro histórico, a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), o Museu de Serralves e a Casa da Música. As sessões de edição digital e revelação analógica decorrerão na Casa Comum – Reitoria da Universidade do Porto.

A oficina termina com uma apresentação pública dos trabalhos desenvolvidos pelos participantes.

Não é obrigatória a utilização de equipamento próprio, sendo possível acompanhar o trabalho do fotógrafo sem câmara fotográfica. Ainda assim, os participantes poderão utilizar o seu próprio material e experimentar as técnicas abordadas durante as sessões. A formação será integralmente lecionada em inglês.

A organização é do INSTITUTO, em parceria com a Casa Comum – Reitoria da Universidade do Porto, o grupo Arquitetura, Arte e Imagem do Centro de Estudos Nuno Portas da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (AAI/FAUP), o Museu de Serralves, a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte e a Associação Cultural Cityscopio, através do seu projeto editorial scopio Editions.

A colaboração entre o grupo AAI/FAUP e a Associação Cultural Cityscopio procura aprofundar o papel da imagem e das ferramentas de representação — com especial enfoque na fotografia contemporânea — enquanto instrumentos de reflexão crítica sobre arquitetura, cidade e espaço urbano. Através do projeto editorial scopio Editions, esta parceria tem vindo a promover novas leituras da arquitetura contemporânea e das dinâmicas urbanas, articulando investigação, prática artística e pensamento crítico.

O festival conta ainda com o apoio da DGArtes e da Câmara Municipal do Porto.

Mais informações e inscrições:
Regulamento e Ficha de inscrição, via Google Forms

https://arquiteturasfilmfestival.com

 

Ampliar o Campo de Visão: imagem, território e sociedade — de Manplan aos 50 anos do 25 de Abril

 
 
 

Ampliar o Campo de Visão: imagem, território e sociedade — de Manplan aos 50 anos do 25 de Abril

Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte | 29 de MAIO, 18h00

Mesa-redonda e conversa pública integrada no programa paralelo da exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”.

No dia 29 de maio, sexta-feira, pelas 18:00, realiza-se uma mesa redonda “Ampliar o Campo de Visão: imagem, território e sociedade — de Manplan aos 50 anos do 25 de Abril”, na Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte (OASRN), com especial enfoque para estudantes, investigadores, arquitetos, fotógrafos e público em geral interessado nas relações entre arquitetura, imagem, território e sociedade contemporânea.

Apresentação

Esta sessão propõe estabelecer um diálogo entre a exposição Wide-Angle View e o projeto de investigação científica “50 anos do 25 de abril: as geografias das 50 dinâmicas sociais, económicas e políticas”, explorando o modo como a fotografia pode ser um dispositivo de análise e questionamento do passado e do presente que nos ajuda a repensar o futuro, contribuindo para compreender e comunicar as transformações sociais e territoriais das últimas décadas. 

Publicada entre 1969 e 1970 pela revista The Architectural Review, a série Manplan constituiu um momento singular na cultura arquitetónica ao deslocar o foco da disciplina do edifício enquanto objeto para as condições sociais da vida quotidiana. Através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo, Manplan abordou temas como habitação, saúde, trabalho, educação, transportes e lazer, colocando as pessoas no centro da representação da arquitetura e da cidade.

Mais de meio século depois, esta abordagem revela-se surpreendentemente atual. Num contexto marcado por novas desigualdades territoriais, pela crise da habitação e por profundas transformações urbanas, a exposição Wide-Angle View revisita esse legado crítico como um dispositivo de leitura do presente, sublinhando o papel da imagem enquanto ferramenta de pensamento e investigação sobre o espaço social.

Em paralelo, o projeto “50 anos do 25 de abril”, desenvolvido no âmbito do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), procura mapear e interpretar as transformações sociais, económicas e políticas ocorridas em Portugal desde a Revolução de 1974. Através de uma combinação de análise cartográfica, investigação científica e recolha de testemunhos, o projeto propõe uma leitura plural das geografias do Portugal democrático, entendendo a memória do passado como um instrumento ativo para compreender o presente e imaginar futuros possíveis.

·      A conversa propõe, assim, um encontro entre estas duas perspetivas:
por um lado, a reflexão crítica inaugurada por Manplan sobre a arquitetura enquanto espaço social vivido;

·      por outro, a análise das dinâmicas territoriais e sociais que marcaram Portugal ao longo dos últimos cinquenta anos.

Partindo da pergunta como representar e comunicar as transformações da sociedade através da imagem, a sessão reunirá arquitetos, geógrafos, investigadores e fotógrafos para discutir o papel da fotografia, da cartografia e de outros dispositivos visuais na construção de narrativas críticas sobre a cidade e o território.

Mais do que uma reflexão histórica, esta iniciativa pretende também interrogar a atualidade do gesto de Manplan: que novas formas de representação seriam hoje necessárias para documentar e compreender as realidades urbanas contemporâneas? Como pode a imagem contribuir para revelar desigualdades, tornar visíveis processos invisíveis e ampliar o debate público sobre o direito à cidade e à habitação?

Entre arquivo e contemporaneidade, entre investigação científica e cultura visual, “Ampliar o Campo de Visão” propõe um espaço de diálogo interdisciplinar sobre o papel das imagens na construção de conhecimento e na leitura crítica das transformações sociais e territoriais.

Participantes
Abertura:

Avelino Oliveira (Ordem dos Arquitetos)

Moderação: 

Pedro Leão Neto e Maria Neto (CITYSCOPIO / CEAU-FAUP / Sophia Journal)

Mesa

Adriana Floret (OA - Secção Regional Norte)
Teresa Sá Marques (FLUP / CEGOT)

Olívia Marques da Silva (ESMAD/P.Porto/ID+)

Attilio Fiumarella (Fotógrafo)

Público-alvo
Estudantes, investigadores, arquitetos, fotógrafos e público em geral interessado nas relações entre arquitetura, imagem, território e sociedade contemporânea.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

AULA ABERTA COM ÁLVARO DOMINGUES | FOTOGRAFIAS FALADAS

 
 
 

AULA ABERTA COM ÁLVARO DOMINGUES | FOTOGRAFIAS FALADAS

24 DE ABRIL (SEXTA-FEIRA) PELAS 15:00 | PAVILHÃO CARLOS RAMOS - FAUP


No âmbito do Curso de Formação Contínua 'Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano', terá lugar, no dia 24 de abril, pelas 15h00, no Pavilhão Carlos Ramos, uma aula aberta orientada por Álvaro Domingues, professor da FAUP, cujo trabalho fotográfico reflete o seu olhar de geógrafo, atento às expressões visíveis das transformações do território.

Partindo desse enquadramento, a sessão abordará a fotografia enquanto prática de observação e instrumento de pensamento sobre os sentidos da paisagem e os processos de urbanização. Será dada particular atenção à relação entre imagem e texto nos seus diversos projetos editoriais e expositivos.

Esta Aula Aberta integra o Ciclo de Conferências e Debates Arquitectura, Arte e Imagem (AAI) aberto a toda a comunidade académica da U. Porto, com especial interesse para os alunos das unidades curriculares e unidades de formação contínua da FAUP em torno do universo da Fotografia e Arquitetura.

Através da realização destas aulas abertas pretende-se contribuir para a criação de um espaço de exploração, reflexão e debate de ideias em torno de novos caminhos de investigação sobre o espaço público, com enfoque em dinâmicas emergentes de transformação urbana e na utilização da imagem, em particular da fotografia, como instrumentos de investigação e comunicação.

A aula é aberta ao público em geral e a entrada é gratuita.

 

Biografias resumidas de convidados e responsáveis pelo curso

Convidado

Álvaro Domingues

Álvaro Domingues (1959), é Geógrafo, doutorado em Geografia Humana e Prof. Associado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, FAUP nos cursos de Mestrado Integrado e Doutoramento, e investigador do CENP, Centro de Estudos Nuno Portas da FAUP. Entre outras obras é autor de Matosinhos - arquitectura e urbanismo em três modernidades (Afrontamento, Porto, 2025 com Teresa Ferreira e Ana Catarina Costa) Paisagem Portuguesa (FFMS, Lisboa, 2022, com Duarte Belo), Portugal Possível (Laboratório da Paisagem, Lisboa, 2022 com Duarte Belo e Rui Lage), Volta a Portugal (Contraponto, Lisboa, 2017), Território Casa Comum (com Nuno Travasso, FAUP, Porto, 2015), A Rua da Estrada (Dafne, Porto, 2010), Vida no Campo (Dafne, Porto, 2012) e Políticas Urbanas I e II (com Nuno Portas e João Cabral, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2003 e 2011), Cidade e Democracia (Argumentum, Lisboa, 2006). É membro efectivo da Academia de Ciências de Lisboa. Escreve no jornal Público.

Ana Miriam Rebelo

Ana Miriam Rebelo é fotógrafa, investigadora e docente na área das artes visuais e da cultura visual. Licenciada em Artes Plásticas (2005), Mestre em Criação Artística Contemporânea (2019) e Doutorada em Design (2025). É membro colaborador do Instituto de Investigação em Design Media e Cultura (FBAUP) e do Centro de Estudos Nuno Portas (FAUP), no qual integra o grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Leciona o curso de formação contínua “Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano” (FAUP). 

A sua produção artística e científica, divulgada através de comunicações, publicações e exposições, centra-se na produção, perceção e representação do espaço urbano, com ênfase nas dinâmicas informais de produção e utilização do espaço público.

 

Pedro Leão Neto

 Pedro Leão Neto é professor e investigador na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), onde lecciona as unidades curriculares Fotografia e Comunicação no Projecto Arquitectónico (FCPA I e II) e Fotografia de Arquitectura, Cidade e Território (FACT). É igualmente coordenador do grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Exerce funções de editor-chefe das revistas científicas Sophia Journal of Architecture, Art and Image, no âmbito das publicações scopio. Participa em diversos projectos de investigação financiados por concursos competitivos, quer como investigador, quer como investigador principal (PI). Nesta área, é autor e co-autor de cerca de 40 livros e de mais de 100 artigos científicos.

 

Entre documento e discurso: a fotografia como campo crítico na leitura da arquitetura

 
 
 

Entre documento e discurso: a fotografia como campo crítico na leitura da arquitetura

No passado dia 9 de abril, a sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte acolheu uma aula aberta e visita guiada à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, numa iniciativa realizada em colaboração com a Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD / P.PORTO).

A sessão reuniu estudantes e docentes do curso de Fotografia, num momento de contacto direto com a exposição que evidenciou o interesse pelas interseções entre imagem, arquitetura e sociedade. A visita foi conduzida por Pedro Leão Neto, docente e investigador da FAUP, e por Maria Neto, investigadora do grupo Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do Centro de Estudos Nuno Portas, contando ainda com a participação de um representante da Ordem dos Arquitetos. Estiveram igualmente presentes Olívia Marques da Silva e Sérgio Rolando, docentes da ESMAD, cujas intervenções sublinharam a relevância do ensino da fotografia na atualidade e o seu potencial enquanto dispositivo crítico de leitura da realidade.

Ao longo da visita, a exposição foi abordada não apenas enquanto objeto histórico, mas como um dispositivo ativo de reflexão, em sintonia com o espírito da série Manplan. A noção de wide angle — enquanto ampliação do campo de visão sobre a arquitetura — foi explorada como uma forma de deslocar o olhar do edifício isolado para os contextos sociais, políticos e territoriais que o enquadram.

Neste sentido, a fotografia foi discutida nos seus dois modos de intervenção. Por um lado, enquanto função documental, assumindo-se como registo visual que, embora mediado por um olhar situado, permite evidenciar e sustentar uma leitura informada da realidade, em articulação com outras ferramentas de análise, como a cartografia ou os dados estatísticos. Por outro, enquanto função discursiva, afirmando-se como linguagem autónoma capaz de construir narrativas críticas, explorar relações e questionar o real para além da sua mera representação.

A exposição evidenciou precisamente esta dupla condição da imagem: simultaneamente documento e interpretação, evidência e construção. As séries apresentadas, oriundas do arquivo da Architectural Review, revelam uma abordagem que cruza o fotojornalismo e a fotografia de rua para dar visibilidade a temas como a habitação, o trabalho ou a saúde, propondo uma leitura da arquitetura enquanto espaço social vivido.

Ao longo do percurso, foram promovidos momentos de diálogo e discussão, nos quais os estudantes foram convidados a refletir sobre a atualidade das questões levantadas por Manplan, bem como sobre o papel da fotografia na construção de uma perceção crítica das problemáticas urbanas contemporâneas, nomeadamente no contexto das desigualdades e da precariedade habitacional.

A sessão terminou com um debate alargado, confirmando o interesse suscitado e a pertinência destas iniciativas no contexto do ensino e da investigação. Ao aproximar os estudantes de práticas expositivas e curatoriais, esta aula aberta reforçou a importância da fotografia enquanto instrumento de investigação, pensamento crítico e comunicação no campo da arquitetura e da cidade.

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição resulta de uma colaboração internacional liderada pelo RIBA, que foi responsável pela curadoria e pela apresentação das suas coleções, em estreita parceria com instituições sediadas no Porto, incluindo a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, a Associação Cultural Cityscopio e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto Sophia Journal. Esta colaboração destaca o papel central do RIBA na promoção do diálogo internacional, ao mesmo tempo que fortalece as ligações com as instituições académicas e culturais locais, criando uma plataforma que liga a investigação, a prática curatorial e o envolvimento do público.

Originalmente produzida entre 1969 e 1970 pela revista The Architectural Review, a série Manplan é aqui revisitada através da perspetiva curatorial do RIBA, recorrendo à riqueza das suas coleções para reformular o material para o público contemporâneo. Ao privilegiar a fotografia como meio crítico e ao colocar as pessoas – em vez dos edifícios – no centro da narrativa, a exposição reflete o compromisso contínuo do RIBA em expandir o discurso arquitetónico e tornar as suas coleções acessíveis e relevantes para um público mais vasto através de parcerias internacionais como esta, no Porto.

A exposição apresenta assim uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, com origem na série publicada pela revista The Architectural Review produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas. Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

AULA ABERTAEXPLORAR A ARQUITETURA ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA E DO EDITORIAL

 
 
 

AULA ABERTA
EXPLORAR A ARQUITETURA ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA E DO EDITORIAL

20 de abril, às 16h30, terá lugar NA Escola Superior Artística do Porto (ESAP) NO ESPAÇO DO SEMINÁRIO DO MESTRADO INTEGRADO DE ARQUITETURA (MIA|CEAA)

No próximo dia 20 de abril, às 17h30, terá lugar na Escola Superior Artística do Porto (ESAP) no Espaço do Seminário do Mestrado Integrado de Arquitetura (MIA|CEAA) uma aula aberta intitulada Explorar a Arquitetura através da Fotografia e do Editorial, conduzida por Pedro Leão Neto (coordenador do grupo de investigação AAI / CENP-FAUP).

A sessão propõe uma reflexão sobre o papel da fotografia enquanto instrumento crítico de interpretação da arquitetura e do espaço urbano, bem como sobre o potencial do editorial enquanto plataforma de construção de discurso e produção de conhecimento no campo disciplinar.

Partindo da experiência desenvolvida no âmbito da scopio Editions, projeto editorial ligado à Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) e ao Centro de Estudos Nuno Portas (CENP), a apresentação abordará o modo como a fotografia contemporânea — entendida não como imagem isolada, mas como série e narrativa — pode contribuir para uma leitura mais profunda, crítica e situada da arquitetura, da cidade e do território.

Será igualmente explorado o papel do editorial enquanto dispositivo agregador, capaz de articular práticas de investigação, criação e curadoria, dando origem a publicações, exposições e plataformas de disseminação que cruzam arquitetura, arte e imagem. Neste contexto, serão apresentados projetos como a Sophia Journal e a scopio Magazine, bem como diversas publicações e iniciativas que têm vindo a afirmar este ecossistema a nível nacional e internacional, nomeadamente a coleção da série de publicações Scopio Newspaper, desenvolvida no âmbito da investigação do grupo AAI e que explora a fotografia não apenas como meio de documentação, mas também como instrumento de investigação e interpretação, capaz de revelar dimensões espaciais, atmosféricas e experienciais da arquitetura.

A aula inscreve-se numa linha de apresentações anteriormente desenvolvidas em instituições como o Royal Institute of British Architects (RIBA), em Londres, e a ETSAB – Escola de Arquitetura de Barcelona, onde estas temáticas foram discutidas num contexto internacional alargado, envolvendo investigadores, curadores e fotógrafos de referência.

Mais do que uma apresentação de projetos, esta sessão propõe-se como um espaço de reflexão crítica sobre a relação entre imagem e arquitetura, evidenciando o modo como a fotografia pode atuar como um verdadeiro catalisador para o pensamento, o discurso e a ideação em arquitetura.

A entrada é livre.

Biografias

Pedro Leão Neto é professor e investigador na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), onde lecciona as unidades curriculares Fotografia e Comunicação no Projecto Arquitectónico (FCPA I e II) e Fotografia de Arquitectura, Cidade e Território (FACT). É igualmente coordenador do grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Exerce funções de editor-chefe das revistas científicas Sophia Journal of Architecture, Art and Image, no âmbito das publicações scopio. Participa em diversos projectos de investigação financiados por concursos competitivos, quer como investigador, quer como investigador principal (PI). Nesta área, é autor e co-autor de cerca de 40 livros e de mais de 100 artigos científicos.

AAI - CEAU / FAUP

 

AULA ABERTA COM VIRGINIA DE DIEGO | CCORRA

 
 
 

AULA ABERTA COM VIRGINIA DE DIEGO | CCORRA

17 DE ABRIL (SEXTA-FEIRA) PELAS 14:30 | PAVILHÃO CARLOS RAMOS - FAUP

No contexto do curso de formação contínua “Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano”, realiza-se no dia 17 de Abril, pelas14h30, no Pavilhão Carlos Ramos, uma aula aberta com a artista Virginia de Diego.


A sessão centra-se no projeto fotográfico CCORRA, desenvolvido na cidade do Porto, no qual a autora explora a relação entre imagem, edição e objeto enquanto ferramentas de leitura do espaço urbano. Partindo da noção de “falha de raccord”, o projeto propõe um método de observação baseado na identificação de descontinuidades visuais e materiais na cidade: fragmentos arquitetónicos, repetições, deslocamentos e situações de instabilidade perceptiva.

Através da fotografia e da montagem, o trabalho organiza estas ocorrências como um sistema de relações, permitindo pensar a cidade como uma estrutura em transformação contínua, marcada por processos de desaparecimento, substituição e reconfiguração.

A aula abordará o desenvolvimento do projeto, o papel do fotolivro enquanto dispositivo de investigação e as possibilidades da imagem enquanto instrumento crítico para a leitura da arquitetura, da cidade e do território.

Esta Aula Aberta integra o Ciclo de Conferências e Debates Arquitectura, Arte e Imagem (AAI) aberto a toda a comunidade académica da U. Porto, com especial interesse para os alunos das unidades curriculares e unidades de formação contínua da FAUP em torno do universo da Fotografia e Arquitetura.

Através da realização destas aulas abertas pretende-se contribuir para a criação de um espaço de exploração, debate e reflexão de ideias em torno de novos caminhos de investigação sobre o espaço público, com um enfoque em dinâmicas emergentes de transformação urbana e a utilização da imagem com especial incidência pela fotografia como instrumentos de pesquisa e comunicação.

A aula é aberta ao público em geral e a entrada é gratuita.

 

Biografias resumidas de convidados e responsáveis pelo curso

Convidada

Virginia de Diego (Madrid, 1983) é artista visual e curadora. Doutora cum laude em Belas-

Artes pela Universidad Complutense de Madrid, com a tese “La Ruina como réplica: el instante proto-contemporáneo”, combina atualmente a sua prática artística e curatorial com a docência na Universidade do Porto.

O seu trabalho tem sido apoiado por diversas instituições internacionais, entre as quais Bildrecht e Wien Kultur (Áustria), Vilniaus Dailės Akademija (Lituânia), o Ministerio de Cultura (Espanha) e The Wassaic Project (EUA). Apresentou projetos em museus, galerias e festivais como MUMOK, Improper Walls e GB* Gallerie (Áustria), CentroCentro, La Casa Encendida, Museo Huarte e Sala de Arte Joven da Comunidad de Madrid (Espanha), bem como PHOTOWIEN (Áustria) e PHotoESPAÑA (Espanha).

Enquanto curadora, foi selecionada para o programa Se Busca Comisario (Comunidad de Madrid, 2018). Em 2020, fundou a galeria-janela PRESENTE, onde desenvolve o programa expositivo POST/PROTO, centrado na noção de proto-contemporâneo, explorada na sua investigação doutoral. Em 2024, o projeto foi apoiado pelo Ministerio de Cultura (Espanha), aecid, Cooperación Internacional e Instituto Cervantes de Lisboa.

Em 2025, o projeto Jeans from Today foi finalista da open call Gulbenkian x Cité des Arts (França). No mesmo ano, fundou DORIAN LOCI, uma plataforma curatorial que explora a materialidade e a temporalidade do confetti enquanto meio artístico contemporâneo, com apresentações em Portugal e Espanha.

 

Ana Miriam Rebelo

Ana Miriam Rebelo é fotógrafa, investigadora e docente na área das artes visuais e da cultura visual. Licenciada em Artes Plásticas (2005), Mestre em Criação Artística Contemporânea (2019) e Doutorada em Design (2025). É membro colaborador do Instituto de Investigação em Design Media e Cultura (FBAUP) e do Centro de Estudos Nuno Portas (FAUP), no qual integra o grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Leciona o curso de formação contínua “Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano” (FAUP). 

A sua produção artística e científica, divulgada através de comunicações, publicações e exposições, centra-se na produção, perceção e representação do espaço urbano, com ênfase nas dinâmicas informais de produção e utilização do espaço público.

 

Pedro Leão Neto

 Pedro Leão Neto é professor e investigador na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), onde lecciona as unidades curriculares Fotografia e Comunicação no Projecto Arquitectónico (FCPA I e II) e Fotografia de Arquitectura, Cidade e Território (FACT). É igualmente coordenador do grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Exerce funções de editor-chefe das revistas científicas Sophia Journal of Architecture, Art and Image, no âmbito das publicações scopio. Participa em diversos projectos de investigação financiados por concursos competitivos, quer como investigador, quer como investigador principal (PI). Nesta área, é autor e co-autor de cerca de 40 livros e de mais de 100 artigos científicos.

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AULA ABERTA: VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO “WIDE-ANGLE VIEW NA ORDEM DOS ARQUITETOS – SECÇÃO REGIONAL NORTE - UFP

 
 
 

Aula aberta e visita guiada à exposição Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na Série Manplan 1969–70

Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte | 29 de ABRIL, 12h30

Sessão realizada em colaboração com A Universidade fernando pessoa (ufp) - Arquitetura (MI)

No dia 29 de abril, quinta-feira, pelas 12:30, realiza-se uma visita guiada / aula aberta à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, patente na Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte (OASRN), com especial enfoque para os estudantes do Mestrado Integrado em • Arquitetura (MI) da Universidade Fernando Pessoa (UFP).

Esta iniciativa integra-se no programa de visitas guiadas / aulas abertas dirigido a toda a comunidade académica e ao público, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

A visita será conduzida por Pedro Leão Neto, investigador e docente da FAUP, associado ao grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do CENP – Centro de Estudos Nuno Portas, e a investigadora Maria Neto grupo de investigação AAI / CENP e um membro da OASRN, que contribuirão com perspetivas complementares sobre imagem, território e arquitetura.

A visita será acompanhada por Sara Sucena, Professora Associada do Mestrado Integrado em Arquitetura (MI) da Universidade Fernando Pessoa (UFP), bem como por outros colegas docentes e envolve uma leitura crítica da exposição enquanto dispositivo de reflexão sobre as relações entre arquitetura, cidade, imagem e sociedade.

Através destas sessões pretende-se criar um espaço de exploração, debate e reflexão em torno de novas abordagens à fotografia de arquitetura e às representações visuais da cidade, sublinhando o papel da imagem — e em particular da fotografia — enquanto instrumento de investigação, interpretação crítica e comunicação do espaço construído.

Inspirada na série Manplan, publicada pela revista The Architectural Review entre 1969 e 1970, a exposição propõe uma leitura crítica da arquitetura enquanto espaço social vivido, deslocando o foco da disciplina do edifício enquanto objeto para as relações humanas, os contextos urbanos e as condições sociais que moldam a vida quotidiana.

Estas sessões públicas pretendem igualmente estimular o contacto direto dos estudantes com exposições e projetos curatoriais relevantes no campo da arquitetura e da fotografia, permitindo compreender os modos como a imagem participa na construção de discursos críticos sobre a cidade e o território.

A iniciativa é aberta a todos os interessados, com especial atenção a estudantes, investigadores e profissionais que se dedicam ao estudo das relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70” apresenta uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, revisitando a influente série publicada pela revista The Architectural Review no final da década de 1960.

Produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas, Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

A exposição resulta de uma parceria internacional entre o Royal Institute of British Architects (RIBA), a Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a Associação Cultural Cityscopio (CCA) e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto editorial e científico Sophia Journal.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

AULA ABERTA: VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO “WIDE-ANGLE VIEW NA ORDEM DOS ARQUITETOS – SECÇÃO REGIONAL NORTE - ESMAD

 
 
 

Aula aberta e visita guiada à exposição Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na Série Manplan 1969–70

Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte | 9 de ABRIL, 10h30

Sessão realizada em colaboração com A Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD / P.PORTO)

No dia 9 de abril, quinta-feira, pelas 10:30, realiza-se uma visita guiada / aula aberta à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, patente na Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte (OASRN), com especial enfoque para os estudantes da Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD).

Esta iniciativa integra-se no programa de visitas guiadas / aulas abertas dirigido a toda a comunidade académica e ao público, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

A visita será conduzida por Pedro Leão Neto, investigador e docente da FAUP, associado ao grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do CENP – Centro de Estudos Nuno Portas, e a investigadora Maria Neto grupo de investigação AAI / CENP e um membro da OASRN, que contribuirão com perspetivas complementares sobre imagem, território e arquitetura.

A visita contará com a presença de Olívia Marques da Silva, docente e investigadora da ESMAD e será acompanhado por Sérgio Rolando, docente responsável por diversas turmas de fotografia no 1º e 2+ ano da Licenciatura em Fotografia da ESMAD, bem como a participação de outros colegas docentes e envolve uma leitura crítica da exposição enquanto dispositivo de reflexão sobre as relações entre arquitetura, cidade, imagem e sociedade.

Através destas sessões pretende-se criar um espaço de exploração, debate e reflexão em torno de novas abordagens à fotografia de arquitetura e às representações visuais da cidade, sublinhando o papel da imagem — e em particular da fotografia — enquanto instrumento de investigação, interpretação crítica e comunicação do espaço construído.

Inspirada na série Manplan, publicada pela revista The Architectural Review entre 1969 e 1970, a exposição propõe uma leitura crítica da arquitetura enquanto espaço social vivido, deslocando o foco da disciplina do edifício enquanto objeto para as relações humanas, os contextos urbanos e as condições sociais que moldam a vida quotidiana.

Estas sessões públicas pretendem igualmente estimular o contacto direto dos estudantes com exposições e projetos curatoriais relevantes no campo da arquitetura e da fotografia, permitindo compreender os modos como a imagem participa na construção de discursos críticos sobre a cidade e o território.

A visita é aberta a toda a comunidade académica e ao público em geral, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70” apresenta uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, revisitando a influente série publicada pela revista The Architectural Review no final da década de 1960.

Produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas, Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

A exposição resulta de uma parceria internacional entre o Royal Institute of British Architects (RIBA), a Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a Associação Cultural Cityscopio (CCA) e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto editorial e científico Sophia Journal.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

Aula aberta e visita guiada à exposição “Wide-Angle View” mobilizam estudantes na Ordem dos Arquitetos

 
 
 

Aula aberta e visita guiada à exposição “Wide-Angle View” mobilizam estudantes na Ordem dos Arquitetos

No passado dia 12 de março, a sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte acolheu uma aula aberta e visita guiada à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, numa iniciativa realizada em colaboração com o Departamento de Arquitectura (DARQ) da Escola Superior Artística do Porto (ESAP).

A sessão contou com uma forte adesão por parte de várias turmas do curso de Fotografia, evidenciando o interesse dos estudantes pelas relações entre arquitetura, imagem e sociedade. Ao longo da visita, tornou-se evidente o entusiasmo dos participantes, particularmente perante a forma clara e crítica como os diferentes temas da exposição foram apresentados, bem como pelo potencial da fotografia enquanto instrumento de interpretação e questionamento do espaço construído.

Conduzida por Pedro Leão Neto, docente e investigador da FAUP, e por Maria Neto, investigadora do grupo Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do CENP, a visita proporcionou uma leitura aprofundada da exposição, articulando dimensões históricas e contemporâneas. A presença de um representante da Ordem dos Arquitetos contribuiu igualmente para enriquecer o enquadramento institucional e disciplinar da mostra.

Ao longo do percurso expositivo, foram criados vários momentos de diálogo, incentivando a participação ativa dos estudantes. As questões colocadas revelaram uma reflexão crítica sobre a pertinência dos temas abordados — desde a habitação às dinâmicas sociais urbanas — e sobre a atualidade do projeto Manplan, cuja abordagem continua a ecoar nos desafios contemporâneos das cidades.

No final da sessão, o debate prolongou-se de forma espontânea, confirmando o interesse suscitado pela exposição e a sua capacidade de gerar discussão em torno do papel da arquitetura enquanto prática social e política. A iniciativa reforçou, assim, a importância de aproximar os estudantes de contextos expositivos e curatoriais, promovendo uma compreensão mais alargada e crítica da cultura arquitetónica e visual contemporânea..

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição resulta de uma colaboração internacional liderada pelo RIBA, que foi responsável pela curadoria e pela apresentação das suas coleções, em estreita parceria com instituições sediadas no Porto, incluindo a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, a Associação Cultural Cityscopio e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto Sophia Journal. Esta colaboração destaca o papel central do RIBA na promoção do diálogo internacional, ao mesmo tempo que fortalece as ligações com as instituições académicas e culturais locais, criando uma plataforma que liga a investigação, a prática curatorial e o envolvimento do público.

Originalmente produzida entre 1969 e 1970 pela revista The Architectural Review, a série Manplan é aqui revisitada através da perspetiva curatorial do RIBA, recorrendo à riqueza das suas coleções para reformular o material para o público contemporâneo. Ao privilegiar a fotografia como meio crítico e ao colocar as pessoas – em vez dos edifícios – no centro da narrativa, a exposição reflete o compromisso contínuo do RIBA em expandir o discurso arquitetónico e tornar as suas coleções acessíveis e relevantes para um público mais vasto através de parcerias internacionais como esta, no Porto.

A exposição apresenta assim uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, com origem na série publicada pela revista The Architectural Review produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas. Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

AULA ABERTA COM ANNA VOLNAIA | “HERE_NO_T_HERE”

 
 
 

AULA ABERTA COM ANNA VOLNAIA | “HERE_NO_T_HERE”

No contexto do curso de formação contínua “Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano”, realiza-se no dia 13 de Março, pelas 15h00, no Pavilhão Carlos Ramos, uma aula aberta com a artista Anna Volnaia.

A aula é dedicada ao projeto fotográfico “Here_no_t_here” desenvolvido em Vila D’Este, Vila Nova de Gaia. O projeto propõe um olhar atento sobre o espaço e a escala, através da repetição intensa que constrói a sua presença arquitetónica.

Ao longo de vários meses, a autora aproximou-se deste território observando a vida quotidiana — não a partir de uma perspetiva de análise urbanística, mas através da experiência da luz, da matéria e do ritmo dos seus espaços. A fotografia torna-se um meio de fixar o instante revelando aquilo que permanece: vestígios, atmosferas, sinais de existência mesmo quando as pessoas não estão visíveis.

Paralelamente, foi lançado aos moradores um convite à participação — registando o seu quotidiano dentro dos limites do bairro. Juntas, essas imagens criam uma história em uníssono — dois olhares que se encontram no mesmo território.

Esta Aula Aberta integra o Ciclo de Conferências e Debates Arquitectura, Arte e Imagem (AAI) aberto a toda a comunidade académica da U. Porto, com especial interesse para os alunos das unidades curriculares e unidades de formação contínua da FAUP em torno do universo da Fotografia e Arquitetura.

Através da realização destas aulas abertas pretende-se contribuir para a criação de um espaço de exploração, debate e reflexão de ideias em torno de novos caminhos de investigação sobre o espaço público, com um enfoque em dinâmicas emergentes de transformação urbana e a utilização da imagem com especial incidência pela fotografia como instrumentos de pesquisa e comunicação.

A aula é aberta ao público em geral e a entrada é gratuita.

 

Biografias resumidas de convidados e responsáveis pelo curso

Convidada

Anna Volnaia S. Lopes é estudante da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) e integrou o programa Project Rooms na Bienal de Fotografia do Porto, em 2025. O seu trabalho adota uma abordagem fenomenológica, explorando o espaço urbano através da luz, sombra e ritmo arquitetónico, organizando uma reflexão para tempos e espaços que não se misturam com a experiência do momento. Trabalhando em contextos periféricos e territórios satélite, como o bairro Vila D’Este, em Vila Nova de Gaia, observa a presença da vida quotidiana mesmo na ausência dos habitantes, estabelecendo dialéticas indiretas com a comunidade local, convidando-os a documentar o seu próprio espaço.

 

Ana Miriam Rebelo

Ana Miriam Rebelo é fotógrafa, investigadora e docente na área das artes visuais e da cultura visual. Licenciada em Artes Plásticas (2005), Mestre em Criação Artística Contemporânea (2019) e Doutorada em Design (2025). É membro colaborador do Instituto de Investigação em Design Media e Cultura (FBAUP) e do Centro de Estudos Nuno Portas (FAUP), no qual integra o grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Leciona o curso de formação contínua “Fotografia como Instrumento de Interpretação e Representação da Arquitetura e do Espaço Urbano” (FAUP). 

A sua produção artística e científica, divulgada através de comunicações, publicações e exposições, centra-se na produção, perceção e representação do espaço urbano, com ênfase nas dinâmicas informais de produção e utilização do espaço público.

 

Pedro Leão Neto

 Pedro Leão Neto é professor e investigador na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), onde lecciona as unidades curriculares Fotografia e Comunicação no Projecto Arquitectónico (FCPA I e II) e Fotografia de Arquitectura, Cidade e Território (FACT). É igualmente coordenador do grupo de investigação Arquitectura, Arte e Imagem (AAI). Exerce funções de editor-chefe das revistas científicas Sophia Journal of Architecture, Art and Image, no âmbito das publicações scopio. Participa em diversos projectos de investigação financiados por concursos competitivos, quer como investigador, quer como investigador principal (PI). Nesta área, é autor e co-autor de cerca de 40 livros e de mais de 100 artigos científicos.

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AULA ABERTA: VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO “WIDE-ANGLE VIEW NA ORDEM DOS ARQUITETOS – SECÇÃO REGIONAL NORTE

 
 
 

Aula aberta e visita guiada à exposição Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na Série Manplan 1969–70

Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte | 12 de março, 10h00

Sessão realizada em colaboração com o Departamento de Arquitectura (DARQ) da Escola Superior Artística do Porto (ESAP)

No dia 12 de março, quinta-feira, pelas 10:00, realiza-se uma visita guiada / aula aberta à exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70”, patente na Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte (OASRN), com especial enfoque para os estudantes do Departamento de Arquitectura (DARQ) da Escola Superior Artística do Porto (ESAP).

Esta iniciativa integra-se no programa de visitas guiadas / aulas abertas dirigido a toda a comunidade académica e ao público, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

A visita será conduzida por Pedro Leão Neto, investigador e docente da FAUP, associado ao grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) do CENP – Centro de Estudos Nuno Portas, sendo acompanhado por Alexandra TrevisanFátima Sales, Helena Maia e Henrique Muga docentes e investigadores do CEAA - Centro de Estudos Arnaldo Araújo (ESAP), e Franklin Morais docente do MIA (ESAP) e envolve uma leitura crítica da exposição enquanto dispositivo de reflexão sobre as relações entre arquitetura, cidade, imagem e sociedade.

Participam ainda a investigadora Maria Neto grupo de investigação AAI / CENP e um membro da OASRN, que contribuirão com perspetivas complementares sobre imagem, território e arquitetura.

Através destas sessões pretende-se criar um espaço de exploração, debate e reflexão em torno de novas abordagens à fotografia de arquitetura e às representações visuais da cidade, sublinhando o papel da imagem — e em particular da fotografia — enquanto instrumento de investigação, interpretação crítica e comunicação do espaço construído.

A exposição resulta de uma colaboração internacional liderada pelo RIBA, que foi responsável pela curadoria e pela apresentação das suas coleções, em estreita parceria com instituições sediadas no Porto, incluindo a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, a Associação Cultural Cityscopio e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto Sophia Journal. Esta colaboração destaca o papel central do RIBA na promoção do diálogo internacional, ao mesmo tempo que fortalece as ligações com as instituições académicas e culturais locais, criando uma plataforma que liga a investigação, a prática curatorial e o envolvimento do público.

Originalmente produzida entre 1969 e 1970 pela revista The Architectural Review, a série Manplan é aqui revisitada através da perspetiva curatorial do RIBA, recorrendo à riqueza das suas coleções para reformular o material para o público contemporâneo. Ao privilegiar a fotografia como meio crítico e ao colocar as pessoas – em vez dos edifícios – no centro da narrativa, a exposição reflete o compromisso contínuo do RIBA em expandir o discurso arquitetónico e tornar as suas coleções acessíveis e relevantes para um público mais vasto através de parcerias internacionais como esta, no Porto.

Estas sessões públicas pretendem igualmente estimular o contacto direto dos estudantes com exposições e projetos curatoriais relevantes no campo da arquitetura e da fotografia, permitindo compreender os modos como a imagem participa na construção de discursos críticos sobre a cidade e o território.

A visita é aberta a toda a comunidade académica e ao público em geral, sendo particularmente dirigida a estudantes, investigadores e profissionais interessados nas relações entre fotografia, arquitetura e cultura visual contemporânea.

Programa da Exposição Wide-Angle View

A exposição “Wide-Angle View: A Arquitetura como Espaço Social na série Manplan 1969–70” apresenta uma seleção de fotografias e materiais provenientes do arquivo da Architectural Press / RIBA Collections, revisitando a influente série publicada pela revista The Architectural Review no final da década de 1960.

Produzida num contexto de profundas transformações sociais e urbanas, Manplan marcou uma rutura na cultura editorial da arquitetura ao colocar as pessoas e os contextos sociais no centro da representação arquitetónica, abordando temas como habitação, saúde, trabalho, educação e lazer através de narrativas visuais inspiradas no fotojornalismo e na fotografia de rua.

A exposição resulta de uma parceria internacional entre o Royal Institute of British Architects (RIBA), a Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a Associação Cultural Cityscopio (CCA) e o CENP/FAUP – Centro de Estudos Nuno Portas, através do grupo de investigação Arquitetura, Arte e Imagem (AAI) e do projeto editorial e científico Sophia Journal.

Mais do que uma exposição histórica, Wide-Angle View afirma-se como um dispositivo de reflexão contemporânea sobre as relações entre arquitetura e sociedade, particularmente relevante num contexto marcado pela crise da habitação, pelas transformações do espaço urbano e pelas desigualdades territoriais.

Durante o período em que estará patente na sede da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte, a exposição será acompanhada por um programa paralelo de visitas guiadas, conversas públicas e ações educativas, dirigido a estudantes, investigadores, arquitetos e ao público em geral.

Estas iniciativas procuram promover novas leituras críticas sobre a cidade contemporânea, sublinhando o papel da fotografia e da imagem enquanto instrumentos fundamentais de pensamento e investigação sobre o espaço arquitetónico e urbano.

MANIFESTO
Da Manplan à crise da habitação: ampliar o campo de visão

A arquitetura nunca foi neutra. Nunca foi apenas forma, técnica ou estilo. É um campo de forças onde se inscrevem conflitos sociais, escolhas políticas e visões do mundo. A série Manplan (1969–1970) tornou essa condição explícita num momento em que as promessas do modernismo entravam em crise e a realidade urbana expunha, de forma incontornável, as falhas de um projeto social incompleto. Cinquenta anos depois, essa lucidez crítica não perdeu atualidade — tornou-se urgente.

Hoje, perante uma crise global da habitação, a financeirização do território, a exclusão crescente e a fragmentação das cidades, importa recuperar e atualizar o gesto radical de Manplan: olhar a arquitetura a partir da vida, e não o inverso. Colocar as pessoas no centro da representação e do pensamento arquitetónico. Reconhecer que cada decisão espacial produz efeitos reais sobre corpos, relações, desigualdades e possibilidades de futuro. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT uma mostra inédita em Portugal que revisita a influente série Manplan, afirma-se nesse território de continuidade crítica.

Não como uma exposição nostálgica, mas como um dispositivo de leitura do presente. O arquivo não é aqui um lugar fechado, mas um campo ativo de investigação, capaz de iluminar as tensões contemporâneas. As imagens de Manplan — cruas, próximas, incómodas — continuam a interpelar-nos porque revelam uma verdade persistente: a cidade é vivida antes de ser desenhada, e a habitação é um direito antes de ser um produto.

A lente grande-angular que dá título à exposição é mais do que um recurso técnico. É uma posição ética e política. Ampliar o campo de visão significa recusar leituras simplificadas da realidade urbana, rejeitar soluções rápidas para problemas estruturais e confrontar a disciplina com as consequências sociais do seu próprio fazer. Significa aceitar que a arquitetura participa ativamente na produção de desigualdade, mas também que pode — e deve — ser instrumento de reparação.

Entre a Manplan e o presente estende-se uma linha de continuidade: a compreensão da arquitetura como prática inevitavelmente política. A crise da habitação não é um acidente, mas o resultado de escolhas acumuladas — de modelos económicos, de legislação, de planeamento e de cultura disciplinar. Perante isso, não basta projetar mais edifícios; é necessário repensar os modos de habitar, os regimes de propriedade, as formas de cooperação e os imaginários urbanos que sustentam a cidade contemporânea.

Wide-Angle View convoca arquitetos, estudantes, investigadores e cidadãos a assumir uma posição. A olhar para o arquivo não como repertório formal, mas como memória crítica. A reconhecer na fotografia não apenas um meio de representação, mas uma forma de pensamento. A compreender que toda a imagem é uma tomada de posição — e que toda a arquitetura comunica, mesmo quando pretende silenciar os seus efeitos.

Este manifesto afirma que a relevância de Manplan reside precisamente na sua recusa da indiferença. Na sua capacidade de expor o desconforto, de tornar visíveis as falhas do sistema e de insistir que a qualidade de vida é uma questão coletiva. Hoje, como então, a arquitetura só faz sentido se for pensada a partir da vida concreta, das suas fragilidades e das suas urgências.

Ampliar o campo de visão é, por isso, um compromisso com o presente. Um convite à ação crítica. Uma exigência de responsabilidade disciplinar. Entre arquivo e atualidade, entre imagem e projeto, entre arquitetura e sociedade, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT  afirma que não há futuro habitável sem um olhar atento, informado e profundamente humano sobre a cidade que construímos.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

Mais informação em breve nos canais da SR-NRT, CNEP - FAUP e CCA.

 

Opening of the exhibition “Wide-Angle View: Architecture as Social Space in the Manplan Series 1969–70” brings together architects, researchers and students at the Order of Architects

 

Fotografia ©Egídio Santos/ SR-NRT

 
 

Opening of the exhibition “Wide-Angle View

Architecture as Social Space in the Manplan Series 1969–70” brings together architects, researchers and students at the Order of Architects

PT/ENG

The opening of the exhibition Wide-Angle View: Architecture as Social Space in the Manplan Series 1969–70, which took place on February 27th at the headquarters of the Northern Regional Section of the Order of Architects (OASRN), brought together a large and diverse audience, confirming the interest that the initiative has been generating in the academic, professional and cultural community.

Among architects, researchers, institutional partners and the general public, the strong presence of students stood out. They followed attentively the different moments of the opening session and, in particular, the guided tour led by Valeria Carullo, Curator of Photography at the Royal Institute of British Architects (RIBA) and responsible for the exhibition’s curatorial framework. This moment became one of the highlights of the inauguration, generating a dynamic and engaged dialogue with students, who actively participated by raising questions and discussing the critical issues explored in the Manplan series, while gaining direct insight into RIBA’s curatorial approach and collections.

The exhibition results from an international collaboration led by RIBA, which curated the exhibition and brought forward its collections, in close partnership with Porto-based institutions, including the Northern Regional Section of the Order of Architects, the Cityscopio Cultural Association, and CENP/FAUP — Nuno Portas Center for Studies, through the Architecture, Art and Image (AAI) research group and the Sophia Journal project. This collaboration highlights the central role of RIBA in fostering international dialogue, while strengthening connections with local academic and cultural institutions, creating a platform that bridges research, curatorial practice and public engagement.

Originally produced between 1969 and 1970 by The Architectural Review, the Manplan series is here revisited through RIBA’s curatorial lens, drawing on the richness of its collections to reframe the material for contemporary audiences. By foregrounding photography as a critical medium and placing people — rather than buildings — at the centre of the narrative, the exhibition reflects RIBA’s ongoing commitment to expanding architectural discourse and making its collections accessible and relevant to wider audiences through international partnerships such as this one in Porto.

In this sense, the concept of wide-angle view emerges not only as a technical resource of photography, but as a critical device and an ethical stance towards architecture. Broadening the field of vision means recognizing that each spatial decision has concrete consequences for ways of living, quality of life, and the future possibilities of cities. In a context marked by a profound housing crisis and increasing processes of urban fragmentation, this critical perspective proves particularly relevant—and urgent.

The exhibition also takes on special significance in the context of architectural education and, in particular, in the role of photography in the curricula of architecture schools, as is the case at the Faculty of Architecture of the University of Porto (FAUP). More than a simple recording instrument, photography is understood here as a tool for thought, capable of analyzing, questioning, and reinterpreting visible realities. The image thus becomes a space for investigation that crosses disciplinary boundaries and allows us to understand—and potentially transform—reality.

More than an exercise in historical revisitation, Wide-Angle View proposes itself as an active device for interpreting the present. In this sense, it also establishes a direct dialogue with the open call and international conference of the Sophia Journal, scheduled for September of this year, dedicated to the theme “Landscapes of Repair | The Invisible City: Manplan and Contemporary Forms of Repair,” deepening the critical issues raised by the exhibition.

The exhibition will remain on display at the headquarters of the Association of Architects – Northern Regional Section until May, accompanied by a parallel program that will include new guided tours, debates, and roundtables dedicated to the different themes raised by the exhibition. These initiatives will seek to extend the reflection begun at the opening and broaden the debate on the role of architecture, image, and the city in contemporary society.

MANIFESTO

From Manplan to the housing crisis: broadening the field of vision

Architecture has never been neutral. It has never been merely form, technique, or style. It is a field of forces where social conflicts, political choices, and worldviews are inscribed. The Manplan series (1969–1970) made this condition explicit at a time when the promises of modernism were in crisis and urban reality was inevitably exposing the flaws of an incomplete social project. Fifty years later, this critical lucidity has not lost its relevance—it has become urgent.

Today, faced with a global housing crisis, the financialization of territory, increasing exclusion, and the fragmentation of cities, it is important to recover and update Manplan's radical gesture: to look at architecture from the perspective of life, and not the other way around. To place people at the center of architectural representation and thought. To recognize that every spatial decision produces real effects on bodies, relationships, inequalities, and possibilities for the future. “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” SR-NRT, a groundbreaking exhibition in Portugal that revisits the influential Manplan series, asserts itself within this territory of critical continuity.

Not as a nostalgic exhibition, but as a device for interpreting the present. The archive here is not a closed space, but an active field of investigation, capable of illuminating contemporary tensions. Manplan's images—raw, intimate, unsettling—continue to challenge us because they reveal a persistent truth: the city is lived before it is designed, and housing is a right before it is a product.

The wide-angle lens that gives the exhibition its title is more than a technical resource. It is an ethical and political stance. Expanding the field of vision means rejecting simplistic readings of urban reality, rejecting quick fixes for structural problems, and confronting the discipline with the social consequences of its own actions. It means accepting that architecture actively participates in the production of inequality, but also that it can—and should—be an instrument of reparation.

Between Manplan and the present lies a line of continuity: the understanding of architecture as an inevitably political practice. The housing crisis is not an accident, but the result of accumulated choices—economic models, legislation, planning, and disciplinary culture. Given this, it is not enough to design more buildings; it is necessary to rethink ways of living, property regimes, forms of cooperation, and the urban imaginaries that sustain the contemporary city.

Wide-Angle View calls upon architects, students, researchers, and citizens to take a stand. To look at the archive not as a formal repertoire, but as critical memory. To recognize in photography not only a means of representation, but a form of thought. To understand that every image is a stance—and that all architecture communicates, even when it intends to silence its effects.

This manifesto affirms that Manplan's relevance lies precisely in his refusal of indifference. In his ability to expose discomfort, to make visible the flaws of the system, and to insist that quality of life is a collective issue. Today, as then, architecture only makes sense if it is conceived from concrete life, its fragilities, and its urgencies.

Expanding one's field of vision is, therefore, a commitment to the present. An invitation to critical action. A demand for disciplinary responsibility. Between archive and present, between image and project, between architecture and society, “Wide-Angle View: Architecture as social space in the Manplan series 1969–70” | SR-NRT argues that there is no habitable future without an attentive, informed, and profoundly human look at the city we build.

Pedro Leão Neto

Maria Neto

More information coming soon on the SR-NRT, CNEP - FAUP and CCA channels.